Arquivo

Textos com Etiquetas ‘pesquisa’

Lean Manufacturing: qual é seu nível de aplicação na indústria brasileira?

27, junho, 2014 1 comentário

A filosofia Lean (produção enxuta) ganha cada vez mais espaço nas indústrias e nas operações logísticas da indústria brasileira. Como são diversas técnicas, com aplicações diferentes e variáveis em cada situação, nem sempre a aplicação do Lean é feita de maneira eficiente ou adequada.

A IMAM Consultoria realizou uma pesquisa para medir qual é o nível de aplicação da filosofia enxuta nas empresas e quais as técnicas aplicadas, as vantagens e dificuldades para essa implementação.

De imediato, o resultado mostrou que o método Lean Manufacturing ainda tem muito espaço para conquistar na indústria brasileira. Com base nas 230 empresas pesquisadas, de segmentos como alimentício, de saúde e higiene, construção e varejo, foi apurado que apenas 55% delas aplicam o Lean.

Segundo a pesquisa, 37,7% dos entrevistados elegeram a falta de metodologia de implementação como a principal dificuldade em adotar o Lean. Em seguida, com 36,3%, está a falta de conhecimento sobre o que é e quais os benefícios da metodologia. E, 32,9%, culparam o fato dos colaboradores não se envolverem em um projeto complexo como esse. Uma pequena parcela (13,8%) justificou a não aplicação pela falta de apoio da diretoria. Falta de mão de obra qualificada, falta de tempo devido o acumulo de funções, necessidade de mudança de cultura e pouca disseminação do tema foram outros empecilhos citados.

O resultado mostra ainda que o Lean Manufacturing é pouco conhecido entre os profissionais da indústria. Apenas 27,3% dos funcionários ouviram falar a respeito e 15,1% nunca ouviram falar sobre o tema. Entre aqueles que tem noção sobre o assunto, 50,2% conheceram na faculdade, 48,9% em empresas que trabalham e/ou trabalharam, 38,5% leram livros técnicos e 34,6% viram em artigos de revistas. Treinamentos fora da empresa serviram como fonte de conhecimento para 29,9%, feiras e seminários 23,4% e consultorias 17,3%. MBA, pós-graduação, treinamentos internos e a própria IMAM Consultoria foram outras fontes citadas pelos participantes.

Por que adotar o Lean?
Minimizar ou eliminar perdas é a promessa do método Lean Manufaturing. Segundo o levantamento, minimizar refugos e retrabalhos foi citado por 49,8% dos entrevistados como o principal motivo para buscarem o Lean Manufacturing, 43,7% citaram a não utilização da plena capacidade das pessoas e 34,6% indicaram a falta de processamentos e métodos. Esperas (29,4%), distâncias percorridas por conta do layout (28,6%), quebras de máquinas (24,7%) e a superprodução (10,0%) complementam a pesquisa. Alguns citaram ainda o tempo de setup, os fornecedores externos, estoque e falta de espaço como problemas que geram perdas e estimulam a adoção do Lean.

As ferramentas de Lean
A principal ferramenta de aplicação do Lean Manufacturing é o 5“S”, citada por 80,1% dos entrevistados. Em seguida aparece a Kanban, com 50,7%. A terceira ferramenta mais utilizada é o Kaizen, com 46,8%. Logo depois vem a troca rápida (setup) de ferramentas com 36,8%, as células de manufatura com 34,6% e o A3 com 21,7%. Lean inventory, Jidoka, Poka Yoke, Manutenção Produtiva Total – MPT, Just In Time e gerenciamento visual são outras ferramentas indicadas pelos participantes.

Implementação
É preciso que alguém, um colaborador ou uma equipe, gerencie todo o processo de implementação do Lean, garantindo que as ferramentas sejam bem executadas por todos e traga resultados concretos. A pesquisa indicou que em 36,8% dos casos, quem ficou responsável pela gestão foi a área industrial. Em segundo lugar (19,9%) foi criada uma coordenação de Lean, seguida pela área de qualidade (13,9%) e da área de projetos (10,0%). A área administrativa foi responsável em 7,8% das vezes e o RH em apenas 4,8%.

A execução das tarefas de Lean é responsabilidade da gerência em 26,4% dos casos. Supervisores (23,8%), diretoria (18,6%) e operadores (13,0%) também assumem o gerenciamento. Mas, na maioria das vezes, a responsabilidade por gerenciar o Lean é de todos, sendo citado por mais da metade dos entrevistados (50,7%).

Vale enfatizar que 81,8% dos casos aplicaram o Lean Manufacturing não só no chão de fábrica ou nos armazéns, mas em escritórios e outras áreas da empresa.


Nova pesquisa apresenta dados para o setor logístico

Como referência para as próximas análises da área de logística das empresas, em abril de 2014 foi realizada pela Imam Consultoria a pesquisa Indicadores de Qualidade e Produtividade, dividida em quatro partes – produtividade, qualidade, logística e organizacional –, que considerou respostas de 1.265 empresas brasileiras. Confira na tabela a média dos resultados dos indicadores relacionados à logística.

Indicador Interpretação Índice
Tamanho médio dos lotesproduzidos (peças) Quantidade de um mesmo produto produzido em um lote. Indicador com maior desvio padrão, pois há empresas trabalhando com unitários e outras, com grandes lotes. 3.570
Giro de inventário (rotatividade/ano) Número de vezes que o inventário é renovado durante o ano. 19 dias
Nível de serviço Pedidos atendidos completamente no prazo (disponibilidade de estoque). 85%
Desempenho das entregas Entregas no prazo (transporte). 91%
Acuracidade dos estoques Consistência das informações do sistema e reais saldos nas prateleiras. 93%
Fator de ocupação da frota Utilização dos veículos (capacidade). 83%
Custo logístico operacional total Média do custo total dedicado apenas às atividades logísticas. 8,3%
Acuracidade dos pedidos Pedidos separados, embalados e expedidos corretamente. 96,2%
Fator de ocupação do armazém Utilização dos espaços de estocagem. 88%

Brasil receberá mais de R$ 100 mi para pesquisa

Neste mês, George Osborne, ministro das Finanças do Reino Unido, em cerimônia na Universidade de São Paulo – USP, anunciou o lançamento do Fundo Newton, que tem como foco o desenvolvimento científico em países emergentes. Totaliza cerca de R$ 1,4 bilhão para 15 países por três anos. O Brasil ficará com mais de R$ 100 milhões, com apoio financeiro de instituições do País voltadas à pesquisa. Estão inclusos no plano: Brasil, China, Índia, Turquia, África do Sul, México, Chile, Egito, Colômbia, Casaquistão, Tailândia, Indonésia, Vietnã, Filipinas e Malásia.

Serão apoiados projetos de pesquisa científica, desenvolvimentos de inovações, intercâmbios de pesquisadores e estudantes, relações entre instituições de ciência e criações de parcerias entre o Reino Unido e o Brasil em diversas áreas. A primeira parceria será com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa – Confap.


Abertas inscrições para a especialização de propriedade intelectual na Unicamp

A Inova Unicamp, a Faculdade de Engenharia Química e a Escola de Extensão da Unicamp lançam a Especialização em Propriedade Intelectual. Destinada a graduados em todas as áreas do conhecimento, tem o objetivo de formar especialistas em inteligência tecnológica. As aulas começam em julho de 2014 e seguem até setembro de 2015. As inscrições estão abertas.

Abordará estratégias de proteção e valoração dos ativos intangíveis, de busca de informações tecnológicas para negócios, além da captação de recursos para pesquisa, desenvolvimento e inovação, negociação e contratos de transferência ou aquisição de tecnologia. As disciplinas serão ministradas por profissionais da Inova Unicamp e do mercado e por docentes da Unicamp.

“Observamos dificuldade de recrutar profissionais e de captar colaboradores internos para atuar nas áreas de patentes, marcas, modelo de utilidade, desenho industrial, cultivares, contratos de transferência de tecnologia e licenciamento, entre outros”, disse Patrícia Leal Gestic, coordenadora de conteúdo do curso e diretora de Propriedade Intelectual da Inova.

Para mais informações, clique aqui.


Mercedes-Benz investirá R$ 1 bi no Brasil em 2014 e 2015

O plano de investimentos da Mercedes-Benz do Brasil engloba cerca de R$ 1 bilhão no setor de caminhões e ônibus em 2014 e 2015, nas fábricas de São Bernardo do Campo-SP e de Juiz de Fora-MG. Entre 2010 e 2013, foi aplicado R$ 1,5 bilhão no setor de veículos comerciais.

“Dos R$ 562,3 milhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, mais de 60% serão destinados para projetos de pesquisa e desenvolvimento de produtos, sendo grande parte para nacionalização do caminhão extrapesado Actros fabricado em Juiz de Fora”, afirmou Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para América Latina.

De acordo com o executivo, o plano prevê ainda recursos para outros desenvolvimentos no setor de caminhões e ônibus, como atualizações tecnológicas. Diversas iniciativas nas áreas ambiental e social também compõem o plano.


Lenovo construirá seu primeiro centro de pesquisa no Brasil

A fabricante de computadores Lenovo anuncia hoje investimento de cerca de US$ 100 milhões na construção de seu primeiro centro de pesquisa e desenvolvimento – P&D no País, localizado na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. A previsão é de que as atividades comecem em janeiro de 2014 e que gere no início 100 empregos e nos próximos anos reúna 220 profissionais. A instalação será o primeiro centro da empresa de desenvolvimento de software para o Enterprise Product Group – EPG. O foco será em inovação de soluções de softwares de empresas e tecnologia de servidores high-end, armazenamento de dados e tecnologia em nuvem.

A empresa pretende oferecer bolsas de estudo para equipes de pesquisa da instituição, conforme acordo com a Unicamp. “Essa parceria com a Lenovo dará à universidade a oportunidade de melhorar seu banco de talentos”, afirmou o reitor José Tadeu Jorge. “Além disso, as novas instalações de P&D deverão contribuir para o crescimento geral da oferta de produtos e serviços no Brasil, que resultará em grandes benefícios para a população.”


Pesquisa mostra que Brasil é o 7º em inovação na América Latina

O Brasil ocupa a 64ª posição no ranking de inovação do mundo. Na América Latina, é o 7º, entre 17 países. É o que aponta a pesquisa anual da Cornell University/Insead, divulgada neste mês, em São Paulo, pelo vice-presidente global da unidade de negócios da Intellectual Property & Science da Thomson Reuters, Rob Willows.

De acordo com o levantamento, quando o assunto é produção acadêmica, o Brasil passou de pouco mais de 15 mil artigos científicos publicados em 2003 para quase 47 mil em 2012. O número coloca o País na 14º posição nesse ranking global. No mesmo período, o volume de pedidos brasileiros de patente superou a marca de 150 mil, acima de países como México, Argentina, Colômbia, Peru e Uruguai. “Dos dez maiores detentores e requerentes de registros de patentes no Brasil, cinco são universidades”, afirmou Willows.

Segundo a pesquisa, de 2003 a 2012, quase três quartos dos pedidos de patentes feitos no Brasil foram solicitados por cidadãos não residentes. Para Willows, é fundamental reverter essa estatística. “O País está na direção certa, tem uma produção científica forte e a cada dia aumenta sua inovação”, disse. “Precisa ampliar sua cultura de propriedade intelectual para transformar esse conhecimento em negócio.”


MCTI lança hoje edital para atração de centros de pesquisas e anuncia 4° centro do TI Maior

Marco Antonio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, e Virgilio Almeida, secretário de Políticas de Informática do MCTI, participam hoje, em São Paulo-SP, às 10 horas, do lançamento do edital para atração de Centros Globais de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e do anúncio da instalação do 4° Centro Global de P, D&I no Brasil.

As iniciativas fazem parte do Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação, TI Maior, que tem como objetivo principal ampliar o mercado e a pesquisa de TI no País. Entre as ações do programa está a parceria com multinacionais da área para a implantação de centros de pesquisa no território nacional.


Pesquisa indica que foco de empresários brasileiros está em máquinas e equipamentos

De acordo com a pesquisa International Business Report 2013 da Grant Thornton, o Brasil é o País em que os empresários mais planejam investir na área de máquinas e equipamentos nos próximos 12 meses. Segundo o estudo, 67% dos líderes direcionaram investimentos para a área, 23% a mais que no trimestre anterior e bem acima da média global de 35%. O Brasil ocupa o primeiro lugar do ranking gerado pela pesquisa. Depois aparecem Peru (61%), Turquia (58%), Lituânia (56%) e Nova Zelândia e África (ambos com 50%).

Regionalmente, a América Latina lidera no quesito de investimento em maquinaria com 55%, posicionando-se acima dos países Bálticos (47%), do grupo BRIC (43%) e da América do Norte (40%). Na contramão, Vietnã (20%), Estados Unidos (40%), Reino Unido (42%) e Emirados Árabes (50%) são os que esperam investir menos.

As áreas de pesquisa e desenvolvimento – P&D e novas plantas são outras em que os empresários estão de olho. Quase metade dos líderes brasileiros (43%) tem intenção de investir em P&D, ocupando o 5º lugar nesse ranking, e 27% dos empresários do País planejam fazer investimentos em novas plantas, o maior nível desde o início de 2012.

A pesquisa englobou 12.500 empresas privadas em 44 países, sendo 300 empresas brasileiras.


As empresas mais confiáveis do Brasil

A Revista Seleções e o Ibope Inteligência divulgaram o resultado da 12ª Pesquisa Marcas de Confiança, que revela a confiança dos leitores da revista em marcas, instituições e personalidades brasileiras. A amostra, que contou com 1.500 respondentes, reflete o universo de mais de 1 milhão de leitores da Revista Seleções. Neste ano foi apurada a confiança dos leitores em 36 categorias de produtos (ver quadro abaixo), 5 categorias especiais e 7 grupos de personalidades.

Na principal categoria da pesquisa (Marca de Confiança dos Brasileiros), a Nestlé, com 12% dos votos, foi eleita a empresa mais confiável do Brasil, dividindo a liderança com a Petrobras Distribuidora (10%), de acordo com os critérios do Ibope. Em sete anos, é a primeira vez que a Nestlé divide o topo com outra empresa. “É muito gratificante para a Petrobras receber esse prêmio, principalmente no ano de comemoração dos nossos 60 anos. Temos uma relação profunda com a sociedade brasileira, e essa confiança da população é o que nos inspira a vencer desafios”, comemora Diego Pila, gerente de comunicação da Petrobras.

Apenas duas marcas ultrapassaram os 60% no índice de confiabilidade: OMO (79%) e Colgate (64%). E, dez empresas ficaram acima dos 40% de confiança: Coca-cola (55%), Ypê (55%), Visa (55%), Suvinil (54%), TAM (53%), Unimed (48%), Zero-Cal (46%), Brastemp (45%), Nestlé (45%) e Skol (41%).

Categorias especiais. Natura, com 18% dos votos, foi eleita a empresa mais responsável socialmente. Na categoria Instituições/organizações, o troféu de ouro ficou com os Correios, que conquistou 76% dos votos. Bombeiro, com 95% dos votos, pelo nono ano consecutivo, conquistou o primeiro lugar em Profissões. A APAE (86%), AACD (86%), GRAACC (86%) e Instituto Ayrton Senna (84%) dividiram o prêmio da categoria Ongs. Já o Facebook (41% dos votos) foi o campeão da categoria Redes Sociais.

tabela_marcas_confiaveis