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Textos com Etiquetas ‘petróleo e gás’

CGTI inaugura nova sede Nordeste amanhã

Reformulada, a sede do Centro de Gestão de Tecnologia e Inovação – CGTI no Nordeste será inaugurada amanhã, às 10h, no centro antigo de Recife-PE, com três pavimentos de 145 m2 cada, sendo dois destinados à estrutura laboratorial e outro, à administração. Possui equipamentos para pesquisas nas áreas de biotecnologia, petróleo e gás, saúde, mineração, energia e meio ambiente.

As estruturas laboratoriais são indicadas para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e serviços voltados à análise físico-química e bacteriológica de água, efluentes industriais e emissões atmosféricas, entre outros. Entre os equipamentos, há cabinas de segurança biológica, centrífuga refrigerada, centrífuga de bancada digital, biorreator, estufa para secagem e esterilização, evaporador rotativo, autoclave, agitador magnético e balança analítica. Contempla ainda espaço destinado à montagem de bancadas experimentais, protótipos e unidades-piloto resultantes dos projetos de pesquisa e desenvolvimento em andamento junto a concessionárias de energia elétrica de todo o Brasil, dentre as quais a Neoenergia, a Global Participações em Energia e a Energética Suape II.


Rio de Janeiro terá nova fábrica de tintas

6, março, 2013 5 comentários

A Jotun Brasil, empresa norueguesa especializada em tintas para revestimento, financiou R$ 69 milhões para instalar em Itaboraí (RJ) uma unidade industrial para produzir tinta à base de solvente. A previsão de capacidade é de 10 milhões de litros por ano.

A operação, que já está contratada junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, acontece no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia de Fornecedores de Bens e Serviços relacionados ao setor de Petróleo e Gás Natural (BNDES P&G).

O objetivo da Jotun Brasil é atender o aumento da demanda do mercado brasileiro de tintas para revestimentos voltados para o setor de óleo e gás (marítimo e offshore), que atualmente representa 75% das vendas da empresa no Brasil.

No Brasil desde 1998, a Jotun ainda não tem unidade industrial em território nacional, obrigando a empresa a recorrer a instalações de indústrias parceiras para produzir parte de seus produtos no País. Com o novo projeto, além de a empresa tornar-se autossuficiente, ampliam-se as possibilidades de aumento do conteúdo local da marca, não só dos produtos de fabricação própria como também daqueles fabricados pelas indústrias parceiras.


Brasil e Alemanha buscam acordo contra bitributação

21, setembro, 2011 Deixar um comentário

Brasil e Alemanha precisam chegar a um acordo que elimine a bitributação e dê mais segurança aos investidores. Os dois países também devem se empenhar no avanço das negociações para a liberalização do comércio entre a União Europeia e o Mercosul. O alerta foi feito na última segunda-feira (19),  pelo presidente da  Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, na abertura do 29º Encontro Empresarial Brasil-Alemanha, que reúne mais de 1.500 empresários no Pier Mauá, no Rio de Janeiro.

As oportunidades são muitas e há muitos campos em que podemos avançar para aumentar a corrente de comércio e de investimentos e a cooperação tecnológica entre os dois países”, disse Andrade. Lembrou que o Brasil está pronto para atrair investimentos a empreendimentos que vão desde  grandes obras de infraestrutura até a organização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas em 2016. Além disso,  há a exploração da camada pré-sal, que exigirá o fortalecimento da cadeia de petróleo e gás, e o desenvolvimento de energias alternativas, como o etanol, enumerou o presidente da CNI.

O secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Ruy Nunes Nogueira, destacou que a política industrial do governo brasileiro tem um compromisso com a inovação e a agregação de valor ao produto nacional. Esse contexto favorece os acordos com a Alemanha na área de tecnologia e de soluções para pequenas e médias empresas. “As pequenas empresas alemãs, que são reconhecidas pela sua capacidade de inovar e de exportar, devem ser um exemplo para o Brasil”, afirmou Nogueira.

Trocas – De acordo com Hans-Peter Keitel, presidente da Bundesverband der Deutchen Industries (BDI), a congênere alemã da CNI, os empresários da Alemanha têm interesses em estabelecer parcerias tecnológicas com os brasileiros. “Nós temos tecnologia e vocês têm matérias-primas. Podemos fazer trocas”, propôs Keitel.

Destacou que a Europa está tentando resolver a crise dos países com dificuldades de honrar suas dívidas, como a Grécia. Conforme o vice-ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Werner Hoyer, a Europa sairá fortalecida da crise porque os países aprenderão a lição de que há limites para o endividamento. “É irresponsável deixar dívidas para gerações futuras. Os irresponsáveis sucumbem à crise”, disse Hoyer.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), Eduardo Eugênio Gouvea Vieira,  enfatizou que o Rio vive um momento histórico. Além de ser palco da Copa do Mundo de 2014 e sede das Olimpíadas de 2016, o estado tem atraído atenção do mundo e recebido investimentos por causa de sua indústria dinâmica, especialmente a de petróleo e gás.

Gouvea Vieira assegurou que os empresários fluminenses estão interessados em aprofundar a sinergia que já existe com os alemães. Num momento de descontração, alertou que essa sinergia não se estenderá, porém, aos gramados dos estádios de futebol, aproveitando para convidar os alemães a comemorar a vitória do Brasil na Copa de 2014.


Os riscos na Indústria de Petróleo e Gás

4, agosto, 2011 1 comentário

Durante a conferência Deepwater Brazil Forum, realizada em 2010 pelo IQPC, Denise Faertes, ex-gerente de confiabilidade da Petrobras e assessora da Empresa de Pesquisa Energética do Ministério de Minas e Energia, falou sobre os riscos existentes na Indústria de Petróleo e Gás.

Denise iniciou sua palestra com a impactante frase de um sobrevivente da maior tragédia ambiental da história norte-americana. Em 20 de abril de 2010, a plataforma Deepwater Horizon, de propriedade da Transocean e arrendada à British Petroleum, explodiu no Golfo do México. O vazamento provocado pelo choque só foi estancado meses depois. Como saldo negativo da tragédia, 11 pessoas morreram e o ecossistema local foi seriamente prejudicado.

“Os alarmes que poderiam prevenir vazamentos de gás falharam; eles foram desativados por inibidores de alarmes falsos”, disse à época Michael Williams, técnico que trabalhava na plataforma e que sobreviveu ao acidente. 95 dias após a tragédia, Richard Godfrey, advogado da British Petroleum, veio a público e informou que uma auditoria realizada um ano antes havia detectado problemas nos alarmes de incêndio e nas bombas refrigeradoras, o que aguçou a hipótese de que o mega-acidente tenha sido ocasionado por uma falha humana.

Hoje em dia, as empresas operam em ambientes cada vez mais perigosos. Ao mesmo tempo, a sociedade vem adotando uma política de “tolerância zero” a falhas e a demanda por transparência cresce gradativamente. Assim, como uma empresa deve agir em casos de grande impacto como o de 2010?

É nesse contexto que está inserido o gerenciamento de riscos. Para Denise Faertes, é inevitável assumir riscos para ganhar vantagens nos negócios, mas também é fundamental trabalhar para evitar ameaças e suas consequências. Mas como impedir essas ameaças?

  1. Estabelecer procedimentos formais e documentados para identificar e avaliar riscos que possam interromper suas atividades;
  2. Identificar sistematicamente os processos, sistemas, infraestrutura, pessoas, parceiros externos e outros recursos que suportem os negócios;
  3. Identificar fontes de risco;
  4. Sistematicamente analisar o risco, vulnerabilidade, criticidade e consequências (impactos);
  5. Sistematicamente analisar e priorizar dispositivos para o tratamento e controle de riscos e custos associados;
  6. Determinar a tolerância ao risco (da companhia ou autoridade) e a necessidade de mitigar os riscos identificados.

Outros dois pontos importantes levantados pela especialista foram: como os cenários que envolvem risco e que podem ser identificados de forma antecipada vêm sendo tratados? E a confiabilidade? Denise apresentou uma pesquisa publicada em 2005, que revelou que em 33% dos acidentes algum dos pontos citados foi violado. Logo atrás vieram:

  • Erro humano (28%)
  • Falhas em equipamentos (27%)
  • Falha de projeto (12%)

Como podemos observar, o índice de falhas humanas nesses casos é consideravelmente alto. Mas por quê? Denise Faertes aponta três pontos-chave: complexidade dos sistemas, variabilidade e necessidade de inúmeros ajustes e trabalho humano intensificado. Diante deste cenário, o que pode ser feito para evitar novas tragédias?

  1. Identificar fatores críticos de segurança;
  2. Compreender o contexto e o desempenho em panoramas normais e em panoramas de falha;
  3. Se antecipar a eventos indesejados;
  4. Melhorar a análise de eventos significativos (análise de causa raiz);
  5. Minimizar interferências;
  6. Minimizar o número de alarmes;
  7. Acelerar o treinamento e a contratação de operadores através de ferramentas adequadas (ex. simuladores);
  8. Identificar pontos a atuar no contexto, que produzam impacto no trabalho (conflitos, políticas de RH, turnos, etc.);
  9. Treinamento coletivo para cenários emergenciais;
  10. Simuladores 3D

Este ano, o Pre-Salt & Deepwater Brazil Fórum acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de agosto, no Rio de Janeiro.

Para mais informações e inscrições, clique aqui .

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Brasil Offshore: principal feira de petróleo e gás começa daqui a pouco

Em poucas horas, começa em Macaé, RJ, a 6ª edição da Brasil Offshore, principal feira do setor de petróleo e gás offshore do Brasil, que este ano comemora dez anos. A cerimônia de abertura contará com a presença do Presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis – IBP, João Carlos de Luca; do Presidente da Society of Petroleum Engineers – SPE, Alain Labastie; do Diretor Geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo – ONIP, Eloi Fernández y Fernández; e do Presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira. Participam ainda da abertura o Prefeito de Macaé, Riverton Mussi, outras autoridades e representantes da Petrobras e Caixa Econômica Federal.

O evento reunirá cerca de 700 empresas em uma área de 35 mil m² e espera receber entre 14 e 17 de junho 50 mil profissionais qualificados e envolvidos diretamente nas tomadas de decisão e realização de grandes negócios.

Este ano, a Brasil Offshore terá pavilhões exclusivos para os expositores da França, Alemanha, Dinamarca, Reino Unido, Estados Unidos e China, entre outros países. Em 2011, a participação internacional cresceu 22% em relação a 2009.

O setor de petróleo e gás está em plena expansão. A Empresa de Pesquisa Energética – EPE prevê que o setor deve receber investimentos de R$ 510 bilhões e que o Brasil destinará 50% de sua produção de petróleo ao mercado externo daqui a nove anos. A projeção faz parte do Plano Decenal de Energia – PDE para o período de 2011-2020. Dos atuais 2,1 milhões de barris diários, o Brasil fará a extração de 6,1 milhões ao dia.

Um estudo coordenado pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo – ONIP revela que o setor offshore é composto, na média, por empresas de maior porte quando comparadas às de outros setores. As empresas de bens e serviços que fornecem ao setor faturam, em média, mais de R$ 80 milhões por ano. As que não fornecem faturam apenas R$ 23 milhões.


Assista aqui os vídeos da cobertura de NEI Soluções na Brasil Offshore:

Brasil Offshore – Ilha de Válvulas – Clique aqui para mais informações sobre a empresa e o produto.

Brasil Offshore – Sistema de detecção de fumaça, chama e gás – Clique aqui para mais informações sobre a empresa e o produto.

Brasil Offshore – Válvula de Esfera Bipartida – Clique aqui para mais informações sobre a empresa e o produto.


“O Brasil que queremos ter depende da indústria que precisaremos ter”

A frase citada no estudo “A Indústria e o Brasil – Uma agenda para crescer mais e melhor”, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, mostra a importância da indústria para o fortalecimento e crescimento econômico de uma nação. No Brasil, a indústria representa quase ¼ da economia. Um em cada quatro brasileiros trabalha formalmente nesse setor, que responde por 22% do PIB do Brasil.

Elaborado por ocasião do IV Encontro Nacional da Indústria que teve como foco as prioridades para 2011-2014, o estudo mostra que nos próximos anos o volume de investimentos, estimados em mais de R$ 400 bilhões nos setores de petróleo e gás, energia, habitação e eventos esportivos, vão gerar grandes oportunidades para o Brasil, sobretudo para a sua cadeia produtiva industrial.

A exploração do pré-sal deve movimentar vários segmentos industriais para a atividade de prospecção, exploração, transporte e comercialização do petróleo extraído, como construção e operação naval, transporte e dutos, instrumentação, armazenagem e infraestrutura portuária. Os desafios tecnológicos envolvem várias áreas – desde nanotecnologia e materiais especiais até automação, dutos inteligentes, sensores especiais e engenharia submarina.

Na construção civil, está estimada a construção de 7 milhões de unidades habitacionais nos próximos 15 anos, somando investimentos de mais de R$ 60 bilhões. Em 2014 e 2016, o Brasil sediará dois dos maiores eventos esportivos: a Copa do Mundo de Futebol, com estimativas de investimento de R$ 105 bilhões, e os Jogos Olímpicos, na casa dos R$ 30 bilhões. Esses eventos e as grandes obras de infraestrutura estimulam direta ou indiretamente a nossa cadeia produtiva.

Diante de tantos desafios, a pergunta é: a nossa indústria está preparada para todo esse volume de oportunidades? De acordo com a agenda, “o Brasil não possui, hoje, escala industrial suficiente para atender a demanda desses investimentos e o ritmo atual de investimentos está aquém do necessário para suprir as novas encomendas que serão geradas no futuro imediato. A Indústria brasileira precisa avançar em duas vertentes: de um lado, ampliar a escala de produção e, de outro, qualificar os recursos humanos e modernizar a engenharia nacional”.

Reduzir o Custo Brasil e manter e ampliar os incentivos à inovação tecnológica serão determinantes para apoiar a indústria nesse processo de desenvolvimento. Os investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento – P&D, qualificação de mão-de-obra, novas tecnologias, energia limpa e produção com baixa emissão de carbono também são fatores importantes e que precisarão ser considerados pela indústria que pretende se modernizar, crescer e se preparar para aproveitar as oportunidades geradas nos próximos anos.