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Continental adquire a Veyance

A Continental, fornecedora internacional da indústria automotiva e fabricante de pneus, acaba de concluir a compra da empresa americana de borracha Veyance Technologies Inc. após a autoridade antitruste brasileira Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE também ter aprovado a transação sob condições. O volume da aquisição é de 1,4 bilhão de euros. Trata-se da mais significativa compra da história corporativa recente da empresa.

Com suas cinco divisões Chassis & Safety, Interior, Powertrain, Pneus e ContiTech, o grupo Continental faturou cerca 34,5 bilhões de euros em 2014 e emprega cerca de 190 mil funcionários em 49 países.

A Veyance opera na área de tecnologia de borracha e materiais plásticos, focando na comercialização de correias transportadoras, mangueiras e correias de transmissão de potência. Obteve em 2013 volume de vendas de 1,5 bilhão de euros, dos quais cerca de 90% procederam dos negócios na área industrial, e no final do mesmo ano as 27 fábricas em todo o mundo empregavam 8.500 funcionários. Gera cerca de metade de seu faturamento nos Estados Unidos e demais mercados importantes são: América Latina, África, China e demais países asiáticos. Em 2013, ContiTech e Veyance somaram volume de negócios de 5,4 bilhões de euros e empregaram cerca de 38.000 funcionários no mundo.

Autoridades antitruste no mundo realizaram nos últimos 11 meses investigações sobre a compra e seus efeitos sobre os mercados relevantes. Com o intuito de atender a preocupações estruturais expressas pelas autoridades, a Continental terá de fazer o desinvestimento no negócio de molas pneumáticas da Veyance no Nafta e no negócio de Correias Transportadoras Cabos de Aço da Veyance no Brasil. Cerca de 600 funcionários trabalham em conjunto nas atividades desses dois negócios.

“Com a integração da Veyance em nossa divisão ContiTech, fortaleceremos nossa posição nas áreas de tecnologia de borracha e materiais plásticos em todo o mundo”, disse Elmar Degenhart, presidente do Conselho Administrativo da Continental. “Além disso, a Continental deu um passo significativo na direção do objetivo estratégico de aumentar ainda mais a participação de vendas na área industrial. “A Continental financiou essa aquisição inteiramente com recursos de caixa e linhas de crédito disponíveis. A Veyance trará imediatamente uma contribuição positiva para os resultados do grupo.”

Para Heinz-Gerhard Wente, membro do Conselho Administrativo da Continental e CEO da Divisão ContiTech, a fusão das duas empresas será de grande valia tanto para os funcionários quanto para os clientes. “A Veyance complementará a ContiTech nos mercados onde nossa participação é muito pequena”, comentou. “Também de grande importância é o fato de que, através da aquisição, expandiremos significativamente nosso negócio na área industrial e, assim, alcançaremos com a ContiTech participação de vendas de quase 60% fora do equipamento original automotivo.”

Em especial, as áreas comerciais da ContiTech que mais se beneficiarão desse posicionamento global otimizado são  Conveyor Belt Group (correias transportadoras), Fluid Technology (mangueiras e conjuntos montados de mangueiras) e  Power Transmission Group (produtos de transmissão de potência e acionamento). A divisão ContiTech é fornecedora mundial de produtos técnicos de elastômero e especialista na tecnologia da transformação de plásticos. Essa divisão desenvolve e produz peças funcionais, componentes e sistemas para a indústria automotiva e outros setores. Emprega atualmente cerca de 31.400 trabalhadores e obteve em 2013 volume de negócios de aproximadamente 3,9 bilhões de euros.

Pirelli anuncia investimentos de € 1,6 bilhão

A fabricante de pneus anunciou seu plano de investimentos para os próximos quatro anos. No total, € 1,6 bilhão serão injetados até 2017 em todo mundo. Deste valor, 26% serão destinados à América do Sul, região na qual o Brasil representa cerca de 90% do faturamento da Pirelli; 38% à Europa; 14% à Ásia-Pacífico; 10% aos Estados Unidos, Canadá e México; 6% à Rússia e 6% ao Oriente médio, África e Índia. 

Ainda segundo a empresa, 82% dos € 1,6 bilhão estão reservados para desenvolver pneus do segmento “consumer”, sendo 74% para veículos de passeio, 6% para motocicletas e 2% para outros setores. Os 18% restantes serão investidos no desenvolvimento de produtos industriais, sendo 11% para o setor de caminhões, 3% ao agrícola e 4% nos demais segmentos industriais, como mineração.

O objetivo da empresa é aumentar sua capacidade no segmento “consumer”, passando das atuais 69 milhões de unidades produzidas anualmente para 81 milhões em 2017. Para a produção do setor industrial, a Pirelli também prevê crescimento, de 6,2 milhões/ano de unidades produzidas atualmente para 6,8 milhões em 2017.

US$ 14 milhões: Bridgestone prevê dobrar produção de pneus para máquinas agrícolas

6, novembro, 2013 1 comentário

A Bridgestone anunciou investimentos de US$ 14 milhões (cerca de R$ 33 milhões) em sua fábrica localizada em Santo André (SP). O objetivo é dobrar a capacidade produtiva de pneu agrícola radial (AGR), destinado ao segmento de máquinas agrícolas, como tratores, colheitadeiras, pulverizadores, implementos agrícolas e retroescavadeiras.

O investimento engloba a compra de equipamentos, ferramentas e modernização de infraestrutura da unidade do ABC paulista. Segundo a empresa, após a expansão, a produção passará de 30 para 60 pneus por dia, a partir de julho de 2015. Além disso, a empresa acrescentará mais seis tamanhos de pneus AGR em seu mix de produção, aumentando o portfólio para 12 produtos.

Entre as novas tecnologias previstas, estão três prensas de vulcanização e a máquina BSJ Unistage, importada do Japão, cuja tecnologia permitirá a fabricação de pneus de alto desempenho para produtos mais robustos ou com menor compactação no solo. Segundo a Bridgestone, o primeiro equipamento chegará no segundo semestre de 2014.

Para o diretor comercial da divisão de pneus comerciais (BBTS), Marcos Aoki, o investimento reflete a crescente demanda do segmento agrícola do País, principalmente no setor de máquinas e equipamentos. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – Anfavea, 2013 deve vender 18,4% mais máquinas em relação a 2012, somando cerca de 83 mil unidades. Além disso, a previsão é que a produção aumente 13,5% frente a 2012, para 95 mil unidades.

Nova fábrica de pneus prevê contratar 1.500 trabalhadores

pneu

Com investimentos de aproximadamente R$ 560 milhões, a Dunlop, fabricante de pneus comandada pelo grupo japonês Sumitomo Rubber Industries, anunciou durante a Feira Internacional de Autopeças – Automec que começará a produzir pneus para veículos de passeio, SUV e vans. A operação deve começar em outubro, assim que for finalizado a construção da nova fábrica em Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba, no Paraná.

Inicialmente, a produção será de 1.500 pneus por dia, que abastecerão as montadoras instaladas no Brasil e também seu mercado de reposição, que contará com 50 lojas oficiais da marca até o final deste ano. “A nossa estratégia de vendas visa atender todo o território nacional, mas com distribuidores exclusivos em cada região. É por isso que nos concentraremos em 50 concessionárias”, conta Renato Baroli, diretor comercial e de marketing da Dunlop, afirmando ainda que a empresa contratará cerca de 1.500 trabalhadores.

O objetivo da empresa até 2015 é ampliar a produção diária para 15 mil pneus, iniciar a fabricação de pneus para veículos pesados e exportar para a América do Sul e Central. Atualmente, todos os produtos vendidos pela Dunlop no País são importados do Japão ou de outras plantas do grupo ao redor do mundo.

Com 300 milhões de euros, Michelin amplia produção de pneus de carro no País

Nesta semana, a Michelin inaugurou a extensão da fábrica de pneus para automóveis na sua unidade de Itatiaia (RJ) para a produção do modelo Energy XM2. Segundo a empresa, o investimento de 300 milhões de euros elevará a fabricação para cinco milhões de pneus por ano, em uma primeira fase. No total, serão gerados mais 300 empregos diretos e 1.500 indiretos.

“Para isso, nossa unidade será equipada com modernas tecnologias e nela trabalharão funcionários formados por nós no Brasil e em outras unidades da Michelin no mundo”, disse Cesar Moñux, diretor da fábrica de pneus de passeio de Itatiaia.

“A América do Sul é uma das zonas prioritárias na estratégia mundial da empresa. Essa nova linha de produção é essencial para o grupo, pois permitirá atingir o objetivo comercial na América do Sul, que é dobrar a participação de mercado nos próximos cinco anos”, comentou Jean-Dominique Senard, presidente mundial da companhia.

Esse novo investimento no Brasil faz parte do montante de um bilhão de euros investidos pela empresa de 2006 a 2012. Parte foi destinada para aumentar a capacidade de produção de pneus de carga e fabricar pneus para minas e terraplenagem, ambas as mudanças na unidade do bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro.

Mais de 320 mil toneladas de pneus reciclados em 2011

Em 2011, a indústria brasileira de pneumáticos descartou, de forma ambientalmente correta, mais de 320 mil toneladas de pneus inservíveis equivalentes a 64 milhões de pneus de carros de passeio. Os dados são da Reciclanip, entidade responsável por cuidar da coleta e destinação de pneus inservíveis.

Desde 1999, quando a Resolução 258 do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama responsabilizou os fabricantes e importadores de pneus a coletar e descartar de forma adequada os inservíveis, a Reciclanip já coletou o equivalente a 373 milhões de pneus de passeio, atingindo 1,86 milhão de toneladas de pneus inservíveis. Até dezembro de 2011, os fabricantes investiram US$ 159,8 milhões no programa. “A previsão para 2012 é manter o investimento do ano passado de US$ 41 milhões”, revela Eugênio Deliberato, presidente da Reciclanip e da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos – Anip.

Destinação ambientalmente correta

“Os pneus inservíveis descartados de forma errada contribuem para entupimentos de redes de esgoto, enchentes, poluição de rios, entre outros males ao meio ambiente. Se queimados de forma inadequada, geram poluição atmosférica”, conta Deliberato.

No Brasil, 63% dos pneus inservíveis são reaproveitados como combustível alternativo para as indústrias de cimento. O restante é utilizado na fabricação de solados de sapato, em borrachas de vedação, dutos pluviais, pisos para quadras poliesportivas, pisos industriais, asfalto-borracha e tapetes para automóveis. Todos os processos são aprovados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama.

A Reciclanip possui 726 pontos de coleta distribuídos em todos os Estados e Distrito Federal. Os endereços de todos os pontos, você acessa no www.reciclanip.com.br.