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Etanol 2G é pesquisado em novo laboratório da UFRJ

Tecnologias para etanol de segunda geração – 2G no Brasil são testadas no Laboratório Bioetanol da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, inaugurado ontem. Já está em funcionamento com 20 pesquisadores, que trabalham com projetos de caracterização de diferentes biomassas (cana, milho, trigo e madeira), produção de enzimas para hidrólise e análise econômica do etanol 2G.

A tendência é que o número de pesquisadores aumente até três vezes com a chegada de projetos, pois o laboratório tem parcerias com universidades de outras partes do País e dez instituições no exterior. Os recursos da pesquisa foram liberados pela Finep – Agência Brasileira da Inovação e recebeu R$ 4 milhões em investimentos da Agência de Cooperação Internacional do Japão – Jica.

Produzido a partir da celulose, o etanol 2G ainda está em estágio experimental no País e poderá aproveitar resíduos da cana, como a palha e o bagaço.

“Como a palha tem poder calorífico menor que o da cana, a produção nacional poderia aumentar entre 30% e 40%, o que já amenizaria bastante o preço na bomba, sem aumentar a área plantada, que tem sido a base do crescimento da produção”, disse Marcos Freitas, coordenador do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, o Coppe. “A palha atualmente é queimada antes da colheita, o que causa danos ambientais e prejudica as condições de trabalho na lavoura. Com o aumento da produção de etanol e menores preços, diminuirá o consumo de gasolina.”

Para Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe, o aumento da produção é um caminho para o País reduzir as importações de etanol dos Estados Unidos, que o produzem a partir do milho, emitindo maior quantidade de CO2. “No momento, o Brasil não consegue fabricar quantidade suficiente de etanol para atender o mercado interno.”

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Bateria de célula de combustível com menos platina pode custar 50% menos

Pesquisa da Escola Politécnica – Poli da Universidade de São Paulo – USP propõe reduzir os custos das chamadas baterias de célula de combustível. Duradouras, mas atualmente muito caras, ainda não conseguiram entrar no mercado de dispositivos móveis de maneira definitiva por causa do preço proibitivo da platina, um de seus principais componentes. No mercado internacional, 28 gramas podem custar US$ 1.500. Agora, a tese de doutorado do químico Adir José Moreira, na Poli, poderá levar à fabricação de baterias de célula de combustível tão eficientes quanto as melhores do mercado, com menor quantidade de platina e, portanto, mais baratas.

O físico Ronaldo Domingues Mansano, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Poli e orientador de Moreira, acredita que a tecnologia pode estar no mercado em menos de um ano. “Basta que uma empresa esteja disposta a elevar a escala do nosso método”, disse. “Infelizmente no Brasil não há empresas interessadas nesse tipo de tecnologia e estamos tentando estabelecer conversas com representantes internacionais.”

Baterias de célula de combustível são chamadas assim porque geram energia a partir de um combustível que pode vir de fonte externa, como o hidrogênio, por meio de um processo eletroquímico e um facilitador, a platina. O metal separa o hidrogênio em prótons e elétrons. Uma membrana permite a passagem apenas dos prótons. Enquanto isso, os elétrons são obrigados a passar por outro caminho, gerando a corrente elétrica.

A célula de combustível pode usar hidrogênio para gerar energia, por isso especialistas a consideram fonte de energia renovável. A célula tem como produto final uma substância muito bem-vinda ao ambiente, a água.

Como a grande quantidade de platina torna a célula muito cara, além de muito do material ficar desperdiçado dentro da célula, Moreira conseguiu aumentar a atividade química da platina nas baterias de célula de combustível. Por meio de uma técnica desenvolvida no laboratório da Poli, ele reduziu o tamanho das partículas. “Por causa disso conseguimos atingir a mesma eficiência, mas com menor quantidade de platina”, comentou Moreira. “Quanto menor o tamanho das partículas, mais eficiente é o desempenho da célula. Partículas pequenas facilitam as reações eletroquímicas, partículas grandes as dificultam.”

As partículas criadas pelo químico são chamadas de nanopartículas e foram geradas a partir de um filete de platina e depositadas juntamente com um material à base de carbono diretamente em uma membrana, a mesma usada nas baterias de célula de combustível. Quão organizadas essas partículas são depositadas na película e na membrana é um dos fatores cruciais para o rendimento final da bateria.

Moreira conseguiu depositar nanopartículas de platina de forma organizada em um filme de carbono sobre essa membrana obtendo bons resultados. “Com um quarto da platina que normalmente se usa na fabricação de baterias de célula de combustível, conseguimos 50% do desempenho”, afirmou. “Agora, vamos aperfeiçoar nossa técnica para conseguir uma organização melhor das nanopartículas e do filme de carbono.” “Acredito que possamos reduzir o preço das baterias em relação as que existem atualmente no mercado em 50%.”


Brasil cria fibra de carbono de piche de petróleo

Pesquisa do Exército Brasileiro em parceria com a Petrobras resulta em tecnologia inédita para desenvolver fibra de carbono de piche de petróleo. O produto fabricado em escala semi-industrial será apresentado no congresso Carbon 2013, entre 14 e 19 de julho, no Rio de Janeiro-RJ. A produção em escala industrial está em estudo.

De acordo com o major Alexandre Taschetto, gerente do Projeto Carbono do Núcleo de Competência para o Desenvolvimento de Tecnologia de Carbono do Centro Tecnológico do Exército, a vantagem da invenção brasileira é que os derivados do petróleo ou “fundo do barril de petróleo” não têm mercado significativo, o que ajuda a baratear a fibra de carbono nacional e viabilizar o uso em larga escala. Segundo o estudo, a inovação é tão resistente quanto às comercializadas no exterior.

A fibra de carbono de piche é produzida comercialmente no Japão e nos Estados Unidos, porém com piche de alcatrão ou sintético e preço comercial entre US$ 50 e US$ 1 mil o quilo. O alto custo faz com que o material, que substitui sobretudo o aço e o alumínio, seja mais usado em carros de Fórmula-1, veículos de luxo, aviões e foguetes.

“Avaliamos que a fibra de carbono de piche de petróleo brasileira pode custar entre US$ 10 e US$ 15 por quilo. A indústria automobilística acredita que se o custo da fibra estiver abaixo de US$ 15 por quilo já compensa substituir o aço por fibra em maiores quantidades”, explicou o major ao salientar que carros com peças de fibra de carbono têm mais eficiência energética e emitem menos poluentes que os com peças de aço.

Taschetto disse que, para o Exército, a nova tecnologia também é útil na fabricação de materiais para os soldados, como capacete, armamento, pistola, fuzil, metralhadora, morteiro, e para viaturas.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Gás não convencional poderá reduzir preço do produto no País

A exploração do gás retirado diretamente da rocha geradora, chamado de shale gas, ainda não começou a ser feita no Brasil, mas poderá ajudar a reduzir o preço do produto nos próximos anos. Conhecido nos Estados Unidos como gás de xisto, por ser retirado dessa rocha, no Brasil, o shale gas será extraído de outra rocha, folhelho betuminoso.

“Se o País conseguir aumentar substancialmente a oferta, isso terá certamente impacto no preço”, disse Marco Antonio Almeida, secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia. No entanto, não se deve esperar por quedas significativas em curto e médio prazos.

As empresas que vencerem a 12ª rodada de exploração de petróleo, prevista para outubro, deverão cumprir exigências de pesquisas em shale gas, com o objetivo de disponibilizar as informações para que o governo possa mapear o potencial do Brasil. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis estima que o País tenha 14,6 trilhões de metros cúbicos de reserva de shale gas.

Almeida reconhece que existem riscos ambientais na exploração, principalmente pelo risco de rompimento da rocha, com vazamento de óleo ou gás, mas ressaltou que existem empresas especializadas que fazem esse trabalho com segurança. O governo quer que o licenciamento ambiental seja feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Indústria terá redução de até 32% no preço da energia, afirma o diretor da Aneel

Hoje (23) à noite a presidenta Dilma Rousseff deve anunciar, em pronunciamento em rede nacional, que a redução no preço da energia para as indústrias deve ser de até 32% e para os consumidores residenciais de até 18%. A afirmação é de Romeu Rufino, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, durante sua chegada para reunião no Ministério de Minas e Energia.

Caso a informação se concretize, o valor da conta de luz deve cair mais que o anunciado em setembro do ano passado. Na ocasição, também em pronunciamento à nação, a presidenta havia anunciado uma redução de 16,2% para os consumidores residenciais e 28% para as indústrias.

De acordo com o diretor da Aneel, o aumento do aporte de recursos do Tesouro Nacional é o responsável pelo corte maior no preço da energia. Segundo o Ministério da Fazenda, o Tesouro Nacional investirá de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões adicionais para assegurar a redução nas tarifas de energia.

As novas tarifas começam a valer em 5 de fevereiro.

Fonte: com informações da Agência Brasil