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Petrobras investirá R$ 28 milhões para aumentar a produção de biodiesel em Minas Gerais

A Petrobras Biocombustível e o governo do Estado de Minas Gerais assinaram, dia 26 de janeiro, em Belo Horizonte, MG, acordo para ampliar em 40% a capacidade de produção da Usina de Biodiesel de Montes Claros. O volume produzido atingirá 152 milhões de litros por ano.

A usina, que já conta com 167 profissionais, contratará mais 27 colaboradores. O acordo considera ainda o incremento da participação de agricultores de soja, girassol e mamona na cadeia do biodiesel, passando de 3.200 para 4.500 pequenos produtores até 2014.

Minas Gerais é o segundo maior consumidor de biodiesel no Brasil, sendo obrigado a importar o produto de outros Estados para suprir sua demanda. Com a ampliação, o governo estadual prevê incentivo para aquisição de matéria-prima e insumos em Minas Gerais, estimulando a oferta de biodiesel e redução da importação do produto. “Isso significa mais renda e desenvolvimento para Minas Gerais”, afirma Miguel Rossetto, presidente da Petrobras Biocombustível.

Produção de gás natural tem alta de 6,2% em 2011

O volume de gás natural (sem gás liquefeito) produzido pela Petrobras no Brasil foi 6,2% acima da produção de 2010, atingindo 56 milhões 374 mil metros cúbicos/dia. Já a produção de petróleo bateu o recorde anual, alcançando média diária de 2.021.779 barris (17.607 barris a mais que a produção de 2010). Considerando a soma da produção de petróleo e gás natural, o volume registrado de 2.376.359 barris/dia  também foi recorde, indicando alta de 1,6% em relação a 2010.

No exterior, em 2011, a produção de gás natural foi de 6 milhões 538 mil metros cúbicos/dia, indicando um crescimento de 3,3% frente a 2010. Já o volume de 147.511 barris/dia produzido de petróleo apontou retração de 2,5%. Somando a produção de gás e petróleo, a Petrobras fechou o ano de 2011 com pequena queda, de 0,2%.

Os resultados de dezembro último, comparados com novembro, indicam crescimento contínuo na produção de gás e petróleo no Brasil: gás natural (sem gás liquefeito): aumentou 5,3% frente a novembro; petróleo: 1,1% e petróleo e gás: aumentou 1,7%.

Produção de petróleo e gás da Petrobras no Brasil cresceu 3,1 % em setembro

28, outubro, 2011 Deixar um comentário

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil e no exterior em setembro foi de 2.591.624 barris de óleo equivalente por dia (boed). Esse resultado ficou 2,43% acima do volume registrado no mesmo mês de 2010 e foi 1,41% maior que o volume total extraído em agosto deste ano.

Considerados apenas os campos no Brasil, a produção média de petróleo e gás alcançou 2.353.057 boed, indicando um aumento de 3,1% em relação a setembro do ano passado e de 1,3% quando comparado a agosto deste ano. Contribuíram para o crescimento a entrada em produção de novos poços nas plataformas P-25 (Albacora), P-57 (Jubarte) e P-56 (Marlim), todas na Bacia de Campos; a retomada do teste de longa duração (TLD) do poço 1-ESS-103 (Jubarte), na parte capixaba da Bacia de Campos; e o retorno das plataformas P-20 e P-35 (Marlim), que estavam paradas para manutenção.

A produção exclusiva de petróleo dos campos nacionais chegou a 2.002.237 barris diários. Esse resultado reflete um acréscimo de 3% sobre setembro de 2010 e de 2% em relação à produção de agosto do corrente ano.

A produção de gás natural dos campos nacionais atingiu, em setembro, 55 milhões 776 mil metros cúbicos diários, indicando um aumento de 3,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O volume de petróleo e gás natural dos campos situados nos países onde a Petrobras atua chegou a 238.567 boed em setembro. O resultado indica um crescimento de 2,2% comparado a agosto de 2011. Este aumento se deve à normalização na produção do reservatório D no Campo de Akpo, na Nigéria.

A produção de gás natural no exterior foi de 16 milhões 805 mil metros cúbicos, registrando um acréscimo de 5,1% em comparação ao volume de gás em setembro de 2010. Isso ocorreu em função da maior demanda pelo gás boliviano e maior produção nos campos de gás na Argentina.
A produção só de petróleo no exterior em setembro deste ano foi 5,7% superior à de agosto do mesmo ano.

O quadro mostra a produção por estado do Brasil e por região do exterior em setembro de 2011.

Observações:
* Produção Consolidada refere-se à produção proveniente das empresas controladas pela Petrobras.
** Produção Não-Consolidada refere-se à produção proveniente de empresas onde a Petrobras detém participação, mas não o controle.

Por solicitação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Petrobras informa, ainda, que a produção total divulgada ao órgão regulador foi de 8.975.384,55 m³ de óleo e 1.894.735.507,61 m³ de gás natural em setembro de 2011. Esses volumes correspondem à produção total das concessões em que a Petrobras é operadora. Além disso, não estão incluídos os volumes do xisto, LGN e produção de parceiros em concessões onde a Petrobras não é operadora.

A figura do administrador de estoques

13, outubro, 2011 1 comentário

Pretendo colocar, neste artigo, uma situação em que irei generalizar uma forma de pensamento, mas, pelo que tenho visto em consultorias e treinamentos que desenvolvo, isso acontece em muitas empresas…

Dentro das empresas muitas vezes nos deparamos com a seguinte situação colocada pela Gerência ou Diretoria: “Precisamos reduzir nossos níveis de estoque (ou inventários), portanto, vamos parar de comprar, pois o volume está alto demais…”. Nesse momento, quem faz administração do estoque tem um frio na barriga e logo pensa: “Como irei fazer isso, sendo que compramos e produzimos as principais matérias-primas e produtos acabados que tem rotatividade no limite do necessário todos os meses? As matérias-primas, por exemplo, estamos comprando e recebendo em cargas menores todos os dias (praticamente)?”

Nem sempre as matérias-primas foram compradas de acordo com o que o administrador de estoque solicitou, ou seja, somente o necessário, e também nem sempre a Produção realiza exatamente o que foi solicitado. A decisão do que comprar ”deveria” partir de quem administra os estoques, pois é quem executa esse trabalho, que sabe o que é necessário para a empresa operar, e não o departamento de Suprimentos, por ter negociado um desconto com o fornecedor e que por isso, em muitos casos, acaba comprando um lote grande que fica parado alguns meses no estoque. A Produção deveria produzir somente o que é solicitado pelo planejamento e não trabalhar de acordo com o seu lote para facilitar a preparação de máquina.

Vejam que nessas situações quem acaba pagando o “pato” é quem cuida do estoque (que pode ser um Administrador de Materiais ou quem faz o Planejamento e Controle da Produção), ele é o culpado tanto do que sobra quanto do que falta. Vejam que nas situações discutidas irá sobrar material no estoque de matéria-prima e de produto acabado.

Então, o que é administrar materiais?

É a pior atividade dentro da empresa. Porque se falta matéria-prima ou produto acabado é “CULPA” do Administrador de materiais, se “SOBRA”, é porque o Administrador de materiais é um INCOMPETENTE, não sabe administrar…

Muito bem, de acordo com esse cenário, vemos que há uma situação que precisa ser resolvida. Por um lado temos a empresa com seus níveis de inventários altos e, por outro, sejamos realistas, na maioria das empresas quem faz a Administração dos Estoques tem autonomia para tomar decisões e fazer o que precisa ser feito para fazer os estoques chegarem aos níveis desejados pela companhia. A figura do Administrador de estoque é importantíssima, pois ele está preocupado em reduzir, porque normalmente é o “pescoço” dele que está em perigo, e não só por isso, mas por ser ele a pessoa mais consciente e esclarecida de toda a cadeia produtiva interna, além de saber onde estão os principais problemas e gargalos.

O Administrador de Materiais “deveria” analisar, gerenciar, controlar e decidir o que deve e o que não deve ser colocado em estoque, buscando atender os clientes no prazo combinado e os objetivos da organização com o mínimo de estoque e alto giro, sem interferências das áreas envolvidas direta ou indiretamente com os estoques, pois ele também sabe que para aumentar as “vendas” não é necessário aumentar os estoques e, mesmo se houver a redução do estoque, a empresa poderá perder vendas.

Se o Administrador não sabe administrar os estoques, então porque sempre temos esses problemas?

• Os processos não estão definidos de forma clara e isso faz com que os envolvidos tenham dificuldade de entendimento, de comunicação e de ver as interfaces e as conexões com as responsabilidades de cada um;

• Produção produz: em lotes grandes e não comunica, não tem flexibilidade para produzir lotes menores, nem sempre conhece os seus custos;

• Suprimentos compra em grandes quantidades, muda de fornecedor, compra do fornecedor com menor preço e este, por sua vez, não tem um nível de serviço compatível com a necessidade da empresa;

• Fornecedor atrasa as entregas;

• Vendas não planeja e também não sabe o que vai vender e não passa nenhuma informação para a empresa;

• O “dono do estoque” não tem autonomia para:

  • Decidir o que comprar e como comprar.
  • Sobre os demais processos.

Vejam que as empresas precisam ter estoques para melhorar o atendimento aos clientes, e se proteger contra as incertezas do mercado, porém, se as empresas somente pensarem em se proteger, aumentarão os estoques. Quem sabe e tem consciência disso tudo é o Administrador de estoques, pois ele faz o acompanhamento diário de toda a gestão do processo produtivo.

Defendo a ideia de que o Administrador de materiais deveria ter mais autonomia para decidir sobre o que precisa ser feito. Fica fácil simplesmente fazer uma boa negociação sem se preocupar com quanto tempo o material irá ficar parado e não ter responsabilidade por isso; produzir com lotes mínimos e não se preocupar em ser flexível e somente vender. Cada elo: Suprimentos precisa comprar bem e negociar com fornecedores entregas em lotes menores e, antes de tomar qualquer decisão, consultar a Administração de estoques; Produção precisa ser flexível e produzir em lotes menores e buscar formas de reduzir seus set-ups; e Vendas precisa informar o que irá vender e ser responsável por essas informações. Cada elo (suprimentos, produção e vendas) tem sua parcela no estoque e cada um precisa fazer sua parte para que o resultado do todo apareça, caso contrário, os resultados não aparecerão e sempre irão procurar um “culpado”.

O desempenho da Administração de materiais depende basicamente de vendas, suprimentos, produção, recebimento, distribuição, variedade de itens e, principalmente, do grande número de “boas” informações, para gerenciar os estoques, ou seja, o sucesso depende da sinergia de todos departamentos.


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Dados da ABIQUIM apontam recorde no consumo aparente nacional

12, outubro, 2011 Deixar um comentário

Os principais índices de volume do segmento de produtos químicos de uso industrial tiveram resultados positivos em agosto de 2011: produção +2,47% e vendas internas +9,84%.

Tradicionalmente, agosto é um mês de volumes bons no setor, sobretudo em razão de formação de estoques para atendimento da demanda de final de ano, que normalmente cresce entre os meses de setembro e outubro. No entanto, na comparação com agosto do ano passado, os dados deste ano são negativos. Com relação ao índice de preços, após cinco elevações consecutivas, o segmento vem registrando deflação nos últimos dois meses, com resultado de -3,15% em agosto. Tal fato decorre da queda de preços no mercado internacional, parte atribuída à redução da demanda mundial, mas uma parte também pode ser justificada pelo novo cenário de ganhos de competitividade no mercado americano, com o advento do shale gas. O gás nos Estados Unidos, que custa atualmente um terço do preço praticado no Brasil, está motivando a retomada de plantas que haviam sido paralisadas no passado, bem como atraindo novos investimentos.


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Apesar da melhora recente, na média de janeiro a agosto de 2011, sobre igual período do ano passado, o índice de produção apresentou declínio de 4,34% e o de vendas internas teve queda de 3,59%. Nos primeiros oito meses deste ano, as empresas trabalharam com ociosidade elevada, uma vez que o índice de utilização da capacidade instalada foi de apenas 79%, quatro pontos abaixo de igual período do ano passado. Para um segmento que opera na maioria dos casos em processo contínuo, esse nível de produção é preocupante. Quanto ao índice de preços, houve elevação de 14,86% nos primeiros oito meses do ano, comparado com igual período do ano passado. Na análise dos últimos 12 meses, encerrados em agosto, sobre igual período imediatamente anterior, o índice de produção foi negativo em 2,21% e o de vendas internas teve recuo de 0,47%.

A boa notícia, no entanto, é que o País continua demandando produtos químicos e o reflexo disso está no consumo aparente nacional (CAN) dos produtos amostrados no RAC, que alcançou recorde histórico em agosto de 2011, crescendo expressivos 14,1% sobre o mês anterior. Vale registrar que as importações dessa mesma amostra de produtos, em volume, subiram 35,5% em agosto na comparação com julho. De janeiro a agosto de 2011, sobre igual período de 2010, o CAN cresceu 10,2%.

No entanto, como houve recuo da produção, todo o incremento na demanda interna foi atendido por acréscimos na parcela de importação, cujo volume subiu expressivos 36,7% na mesma comparação. A questão da apreciação do real frente ao dólar, combinada com a situação internacional mencionada e com o custo Brasil, está favorecendo as importações.

Há fortes indicações de que o segmento deverá registrar novo recorde no seu já elevado déficit, que pode superar US$ 25 bilhões neste ano. Essa situação irá pressionar muito a balança de pagamentos do Brasil. Para reverter esse quadro, o setor carece de medidas de longo prazo que venham a estimular a produção atual em bases competitivas com os seus principais concorrentes no mercado internacional, além de destravar investimentos.

Uma dessas medidas diz respeito à adoção de uma política para o uso do gás natural como matéria-prima, já prevista na lei do gás. Não se pode deixar de mencionar que a química tem a capacidade e o poder de agregar valor, transformando matérias-primas (ou commodities) em produtos de elevado conteúdo e que, nesse processo, há um forte efeito multiplicador sobre a economia. Não é coincidência que não existe nenhuma economia desenvolvida sem uma química de base também forte.

Fonte: ABIQUIM - RAC – Relatório de Acompanhamento Conjuntural

Como as Redes Neurais Artificiais vão Integrar o Negócio da Indústria

7, outubro, 2011 Deixar um comentário

O que são redes neurais artificiais? Para que servem e por que têm sido tanto utilizadas nos negócios das empresas? Quais são as suas potencialidades de aplicações práticas junto aos setores industriais? Quais tipos de problemas podem resolver e que outras ferramentas não resolvem? Por que produzem soluções muito mais otimizadas frente a outras técnicas consideradas consagradas?

A partir da consideração de tais questionamentos é que a palestra do Prof.Dr.Ivan Nunes da Silva da Escola de Engenharia de São Carlos / EESC USP, será ministrada no NEI International Industrial Conference & Show, enaltecendo-se então os benefícios de se integrar ferramentas baseadas em redes neurais artificiais junto aos negócios da indústria. Como decorrência desta integração, os sistemas e processos modelados conseguem atingir altas taxas de precisão, desempenho e eficácia. Tais soluções inovadoras proporcionadas pela aplicação de redes neurais artificiais são advindas da exploração de suas habilidades intrínsecas, tais como a adaptação por experiência,  capacidade de aprendizado, habilidade de generalização, organização de dados, tolerância a falhas, armazenamento distribuído e facilidade de prototipagem.

Entre suas potencialidades de aplicação visando à integração dos negócios da indústria está a otimização de processos de produção/manufatura, previsão de vendas de produtos/serviços, classificação automática de padrões, diagnóstico de falhas, previsão de ações no mercado financeiro, análise de perfis de crédito, processamento e análise de sinais/imagens, etc.

Mais informações sobre o evento: www.eventosnei.com.br

Veículos sem conteúdo nacional mínimo terão aumento do IPI

20, setembro, 2011 Deixar um comentário

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) será o responsável por avaliar quais montadoras ficarão isentas do aumento de 30 pontos percentuais no Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), medida anunciada nesta quinta-feira para estimular a produção nacional. Essa avaliação começará em 60 dias. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, da Fazenda, Guido Mantega, e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante.

“É uma medida para defender a produção nacional. Não queremos desestimular a indústria, mas atrair investimentos”, explicou Pimentel. Os automóveis (veículos de passeio e caminhões) que não atenderem esse critério terão o IPI reajustado em 30 pontos percentuais, a partir da publicação no Diário Oficial, prevista para esta sexta-feira.

Estarão livres do aumento, os veículos que cumprirem, no Brasil, seis de 11 requisitos, como montagem do veículo, estampagem, pintura, fabricação de motores, de transmissões, de embreagem e câmbio. Os veículos produzidos em países do Mercosul e no México, que têm acordos automotivos com o Brasil, estão isentos da medida, que vigorará até 31 de dezembro de 2012. O aumento médio do IPI, para os carros que não cumprirem os requisitos estabelecidos, será de 25% a 30%.

O que é Logística?

29, março, 2010 16 comentários

Quando perguntadas “O que é Logística”, a maioria das pessoas responde que é a distribuição ou a entrega de materiais para os clientes. Sim, este é o ponto final da cadeia. Porém, esquecemos que para distribuir ou entregar, precisamos ter o material em “estoque”, e para isso é necessário produzir e que para produzir, precisamos comprar matérias-primas e componentes. Significa que a Logística engloba todo o fluxo operacional, de forma que os elos dessa cadeia interna da empresa consigam atender as necessidades dos clientes. Para isso é necessário que cada um faça sua parte, procurando atender as necessidades dos clientes  -internos e externos – sem esquecer de também atender os objetivos traçados pela direção da empresa em seu Planejamento Estratégico.

De acordo com Ronald H. Ballou, em seu livro “Logística empresarial”: “a logística empresarial trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviço aos clientes a um custo razoável”.

Veja o fluxo abaixo:

Fluxo

 

 

 

 

 

 

Para que a empresa faça Logística é necessário ir além dos conceitos estabelecidos pela Direção da empresa, em conjunto com seus Gerentes e Supervisores. É preciso o que chamo de “incorporar o espírito de Logística”. Isto significa que TODOS são responsáveis por fazer esse processo acontecer. De forma bem simples e didática:

a)      Setor de Compras ou Suprimentos – precisa comprar bem, procurando negociações onde ambos ganhem com o negócio e boas parcerias. Quando a empresa ganha e o fornecedor não, o que vai acontecer no futuro é que este fornecedor não vai atender bem, pode provocar atrasos e isso pode levar a um problema muito sério, como uma parada de produção; pior ainda, se esse atraso provocar uma parada de produção em prejuízo ao cliente. Se isso ocorrer, a empresa pode até perder clientes.

b)      Setor de Manufatura ou Produção – precisa produzir para atender os clientes nos prazos solicitados, interagindo com informações de disponibilidade de produto. Se a produção vai atrasar, é necessário informar a área comercial para que previna o cliente. Quando um cliente solicita uma quantidade maior, ou muda o prazo de entrega, ou, ainda, muda a especificação do produto, é necessário conversar com o cliente e entender o que houve no processo e tomar as ações necessárias dentro da empresa. Nestes casos, tanto o negociador quanto a área de Produção precisam ter flexibilidade para entender o que ambos podem fazer para atender estas mudanças, sem causar prejuízos à empresa.

c)      Setor de Armazenagem e Distribuição (Transporte) – é necessário armazenar de forma correta, considerando desde a limpeza do armazém, até a organização dos produtos  e sua correta identificação. Por exemplo, não adianta guardar uma embalagem com um pequeno “defeito”, pois pode acontecer que no momento em que este produto for faturado, esta embalagem precise ser trocada e isso pode atrasar a entrega (isso normalmente acontece quando um produto precisa ser faturado para um cliente que está precisando do produto com “urgência”). A área de Distribuição (Transporte) precisa entregar conforme as necessidades dos clientes, mas para isso é necessário “informação” de quando o cliente vai precisar. É fundamental que o produto seja faturado no prazo, de forma que seja possível carregar e se deslocar até o cliente.

Podemos observar que o fluxo de informações ocorre a todo o momento, e que essas informações devem ser transmitidas de forma clara, porque quando a informação é ruim haverá um processamento ruim e por sua vez o resultado será ruim. Isso tudo parece simples e óbvio, mas quando colocado em prática vemos que muitos problemas acontecem porque as pessoas não estão preparadas ou porque não conhecem o conceito de Logística e o processo como um todo.

Celso Luchezzi – Consultor em Logística e Professor Universitário

Tem dúvidas sobre Logística? Quer que seja comentado aqui no Blog NEI algum tema específico de Logística? Deixe seu comentário neste post que nós vamos respondê-lo!

O desafio dos estoques

9, fevereiro, 2010 27 comentários

Atualmente, quando as empresas falam em redução de estoques, a área de Vendas fica muito preocupada, pois sempre paira a seguinte pergunta: “o que será reduzido irá comprometer meu trabalho junto com o cliente?”.  Por seu lado a área de Produção se preocupa com os materiais que irá precisar, pois precisa produzir com o melhor custo.

estoqueAo mesmo tempo, o setor de Compras preocupa-se como irá negociar com os fornecedores. Nesse ínterim, quem controla o estoque está preocupado em reduzir, sendo este o principal responsável por organizar a logística e as  informações com a fluência necessária para atender as diretrizes da empresa. Pensemos:

1)     Para aumentar as “vendas” as empresas precisam aumentar a disponibilidade de estoque?

2)     Mais estoque é sinônimo de mais vendas?

3)     Quanto é o custo financeiro de estoque?

4)     Reduzindo estoque a empresa irá perder vendas?

5)     Quanto vale cada percentual de vendas perdidas em relação ao faturamento? Será que essa perda é prejudicial a imagem da empresa no mercado?

6)     O que a empresa está prometendo vender ela tem condição de cumprir?

7)     Meus fornecedores tem condições de me atender naquilo que irei precisar?

8)     Qual é o meu estoque ideal?

Hoje as empresas estão preocupadas em “atender o cliente”, e assim o fazem, ou seja, atendem o que o cliente quer sem analisar o custo desse atendimento; muitas vezes isso acontece devido à correria do dia a dia, e também porque essa filosofia ou forma de pensamento está enraizada. Na maioria das vezes o que se ouve é “o importante é atender o cliente”

Sabemos que:

-   Produção produz, Vendas vende, Compras compra, Financeiro analisa o fluxo de caixa e paga os fornecedores, Expedição separa e entrega os produtos, Almoxarifado armazena.

Porém quem administra o “estoque” (o patrimônio físico mensurável) da empresa, nem sempre sabe ou consegue obter informações necessárias, ou não tem autonomia para tomada de decisões como:

- Quais itens manter em estoque?

-  Como serão atendidas as necessidades de vendas?

- Quando repor e quanto comprar?

É necessário que as pessoas que trabalham dentro de uma empresa, e que estão ligadas ao estoque, seja por uma informação, uma tomada de decisão ou pela execução de algum produto, tenham a consciência de que isso um dia irá se transformar em estoque, e que  “todos são responsáveis por uma parcela do que está dentro desse estoque”,

O importante é definir o processo de como será gerado o fluxo de informações, quem irá administrar o estoque e as responsabilidades de cada um dos envolvidos.

Por esta linha de raciocínio, o responsável por administrar o estoque é quem organiza, controla e detém as informações, com isso tomando as decisões necessárias para “redução de estoques“, de forma que as vendas sejam afetadas o mínimo possível e que exista o máximo de disponibilidade de estoque, conforme as diretrizes estabelecidas “pelos próprios envolvidos”, sendo eles os principais responsáveis pelo fluxo de informações e pelo que existe dentro do estoque.

Celso Luchezzi – Consultor em Logística e Professor Universitário

Tem dúvidas sobre estoque? Tire-as com Celso Luchezzi. Deixe seu comentário neste post do Blog NEI.

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Mais da mesma fórmula

A indústria entra no último trimestre de 2009 experimentando dupla e contraditória sensação.

foto_dialogo_outAlívio, com certeza, porque reconhece a eficácia das medidas anticrise praticadas pelo governo, mas também incertezas que travam as decisões até dos mais ousados.

Como o mais afetado dos setores econômicos, a indústria tem direito a suas dúvidas, e as últimas manifestações do Ministério da Fazenda e do Banco Central reconhecem a especificidade da situação de nossa indústria no cenário pós-crise.

Em primeiro lugar, parece garantido que não será desmobilizado o elenco de providências adotadas para surfar a gigantesca “marola” que nos acometeu vinda do norte, até porque é preciso manter a vigilância contra eventuais e possíveis recaídas.

Medidas de ordem financeira, entre as quais a sustentação de uma política de juros que encoraje a produção, associadas a novas medidas no campo fiscal, como por exemplo a aguardada e sempre protelada  desoneração da folha de pagamento, são providências que não eliminam, mas vão impactar positivamente no sempre desgostante e desgastante “custo Brasil”.

O conjunto das medidas em gestação para apoiar a indústria revela que seu objetivo mais importante é a melhoria da competitividade da indústria nos mercados interno e externo.

A crise que atormentou o mundo nos últimos 12 meses serviu para revelar com maior clareza as nossas insuficiências e deve servir agora para orientar um programa de reativação e nova fase de desenvolvimento da indústria. Um programa que passa necessariamente pelas providências fiscais e financeiras, como as que mencionamos acima, mas também – quiçá devamos dizer sobretudo – pelo apoio à inovação.