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Textos com Etiquetas ‘produção’

Números do setor de embalagens

O último Estudo Macroeconômico da Embalagem, realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas para a Associação Brasileira de Embalagem – ABRE, mostra valor bruto de produção de R$ 55,1 bilhões em 2014, aumento de aproximadamente 6,2% em relação ao número de 2013, passando de 1,07% do PIB em 2012 e 2013 para cerca de 1,9% em 2014. E a expectativa para 2015 é de que a produção totalize até R$ 58,2 bilhões. O nível de emprego na indústria de embalagem atingiu, em dezembro do ano passado, 227.321 postos de trabalho.

Em 2014 as exportações diretas do setor de embalagem tiveram faturamento de US$ 523,2 milhões, valor que representa crescimento de 6,18% em relação ao ano de 2013. As importações tiveram retração de 5,84% na comparação com 2013, movimentando total US$ 860,1 milhões. O próximo Estudo Macroeconômico da Embalagem só será divulgado pela ABRE em agosto deste ano.


Cresce 6,74% produção de transformados plásticos em 2013

O setor de transformados plásticos totalizou produção de R$ 64,7 bilhões em 2013, com aumento nominal de 6,74%, abaixo do registrado pela indústria de transformação, de 7,82%, somando R$ 2,072 trilhões. A participação do setor nesse universo foi de 3,12%. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico – Abiplast.

O consumo aparente aumentou 9% em termos nominais. As exportações inverteram a tendência de queda dos últimos anos e tiveram alta de 3,36%. Já as importações, que registraram média anual de crescimento de 7%, subiram 3,39%. O déficit comercial foi de R$ 5,3 bilhões.

A parcela de produtos importados foi de 11,7% do total, contra 10,8% em 2012, e o coeficiente de exportação ficou em 4,6%, próximo dos 4,3% registrados no ano anterior.

O nível de emprego do setor de transformados plásticos ficou 1,4% superior em 2013, com 358 mil trabalhadores empregados, porém a produtividade não evoluiu, houve queda de 1,76% no índice no período.


Energia renovável atingirá 25% da produção mundial em 2018, informa IEA

A produção de energia renovável crescerá 40% até 2018, alcançando 7 mil TWh ou 25% da matriz mundial. Em 2035, a previsão é de que as fontes renováveis superem o gás natural, ficando atrás apenas do carvão na geração de energia. Os dados constam do Relatório de Médio Prazo do Mercado de Energia Renovável, produzido pela Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês).

O documento aponta que o Brasil acrescentará 130 TWh de energia renovável até 2018. Com isso, a matriz nacional será de 600 TWh. Podem contribuir leilões com contratos de venda de energia de longo prazo e financiamento a baixo custo. O potencial de crescimento recai sobre hidrelétricas, parques eólicos e usinas de biomassa de cana-de-açúcar.

De acordo com Paolo Frankl, chefe da Divisão de Energia Renovável da agência, China e Brasil liderarão o incremento das fontes renováveis nos próximos anos. Ele frisou que a expansão do mercado será acelerada mesmo em meio a incertezas sobre os rumos da economia mundial. “Os países emergentes compensarão o menor ritmo de crescimento e a volatilidade dos mercados norte-americano e europeu”, afirmou Frankl.

Fonte: com informações de Furnas.


Ugas Brazil Forum 2013: mercado está otimista para explorar gás de produção não convencional no Brasil

20, agosto, 2013 Deixar um comentário

Representantes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, Ministério de Minas e Energia – MME, Cemig, Secretaria de Desenvolvimento de Estado de Minas Gerais e outras entidades públicas e privadas do setor petroleiro brasileiro participaram do primeiro dia de apresentações de debates do Fórum Nacional de Exploração de Gás Não Convencional – UGas Brazil Forum 2013. Questões essenciais para o setor foram abordadas, como regras, desenvolvimento da cadeia de valor, financiamentos de projetos e inovações tecnológicas para explorar estas novas reservas. Para os especialistas do setor, o gás de xisto (também conhecido como folhelhos) é um dos principais itens que vai impulsionar o desenvolvimento da indústria petroleira.

Dorothea Werneck, secretária de Estado (MG), disse que o gás de produção não convencional será um dos vetores de desenvolvimento regional nos próximos anos e, inclusive, está na lista de prioridades no plano de desenvolvimento industrial de Minas Gerais. Além disso, Symone Christine de Araújo, diretora de gás natural do Ministério de Minas e Energia, afirmou que o governo federal pretende incentivar a exploração deste insumo em âmbito nacional.

Outro importante impulso para o setor será a 12º rodada de leilões a realizar-se em novembro. Segundo Helder Queiroz, diretor da ANP, o foco das novas rodadas será as bacias terrestres. Serão 240 blocos, entre jazidas maduras e novas fronteiras.

Financiamentos específicos para quem deseja investir na exploração de gás não convencional também foi destacado. Entre os bancos apoiadores, estão o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, Caixa Econômica Federal, Agência Brasileira de Inovação (Finep) e Banco Votorantim.

O UGas Brazil Forum 2013 termina hoje (20). Indústria consumidora de gás natural, operadoras que já atuam na exploração destas novas reservas, líderes do setor de geração termelétrica e especialistas nos desafios ambientais são os representantes do dia. Para mais informações, acesse aqui.


Agência Nacional do Petróleo publica anuário com dados de 2003 a 2012

30, julho, 2013 Deixar um comentário

A Agência Nacional do Petróleo – ANP publicou na última segunda-feira (29/07), em seu site, o Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013, com dados estatísticos sobre o desempenho da indústria e do sistema de abastecimento nacionais no período de 2003 a 2012.

De acordo com a ANP, o destaque do anuário é o recorde da produção bruta de gás natural no Brasil, que atingiu em 2012 70,8 milhões de m²/dia – um crescimento de 7,3% frente a 2011. Outros dados expressivos são a redução de queimas e perdas (-17,8%) e do volume de gás reinjetado nos poços (-12,3%), que contribuíram para uma produção líquida 16,5% maior em relação a 2011, somando 46,5 milhões de m²/dia. A produção de petróleo e gás natural a partir do pré-sal também aumentou em 2012, atingindo em dezembro de 2012, respectivamente, 247 mil barris/dia e 7,9 milhões de m²/dia.

Mais inovação. Os investimentos obrigatórios da cláusula de Pesquisa e Desenvolvimento – P&D somaram R$ 1,2 bilhão em 2012 e o Programa de Recursos Humanos da ANP – PRH-ANP disponibilizou R$ 59,8 milhões para a concessão de bolsas de estudos e taxa de bancada nas universidades.

Mais incentivo público. Em 2012, as participações governamentais bateram recordes, atingindo R$ 31,8 bilhões. Deste total, R$ 15,6 bilhões são royalties e R$ 15,9 bilhões são participações especiais.

Para acessar a versão online do Anuário Estatístico 2013, clique aqui.


Indústria da construção reduz atividade e funcionários em junho, mas continua otimista

24, julho, 2013 Deixar um comentário

sondagem_construcao_industrial_cni_junho_13De acordo com a Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, o segmento da construção perdeu fôlego em junho. O indicador que mede o nível da atividade em relação ao usual caiu para 42,3 pontos no mês passado. Esse resultado foi o mais baixo da série, que começou em dezembro de 2009, e  ficou 7,3 pontos abaixo da média histórica – que é 49,6 pontos. Em nota, a CNI afirma que o desaquecimento atingiu todos os portes de empresas. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem. Abaixo de 50 revelam retração da atividade.

Em conseqüência da retração da atividade, o uso da capacidade de operação recuou de 69% em maio para 68% em junho, sendo as pequenas empresas as mais prejudicadas, apontando 64% de capacidade de operação utilizada. Nas médias empresas o indicador foi de 70%, enquanto nas grandes foi de 69%.

O emprego também apresentou resultado negativo. Segundo a sondagem, o número de empregados ficou em 45,5 pontos, abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que significa redução no quadro de trabalhadores. Desde abril de 2012 a construção não expande o quadro de funcionários.

Mesmo diante de resultados negativos, os empresários da construção estão otimistas. Ainda de acordo com a pesquisa feita pela CNI, o indicador de expectativa sobre o nível de atividade do setor ficou em 54,6 pontos em julho, acima da linha dos 50 pontos (o que representa expectativa positiva). A expectativa sobre novos empreendimentos e serviços também é positiva, cujo indicador ficou em 54,4 pontos em julho. Além disso, a indústria da construção pretende contratar mais funcionários nos próximos meses (54,7 pontos) e ainda prevê comprar mais matérias-primas (54,4 pontos).

A pesquisa foi feita entre 1º e 12 de julho com 522 empresas. Dessas, 155 são pequenas, 236 são médias e 131 são de grande porte.


Produção cai, estoques crescem e ociosidade aumenta na indústria, aponta CNI

22, julho, 2013 Deixar um comentário

sondagem_industrial_cni_junho_13Segundo a Sondagem Industrial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, a produção e o emprego industrial caíram em junho. O índice de evolução da produção caiu para 46 pontos e o de evolução do número de empregados no setor apontou 48,1 pontos.  O índice varia de zero a cem e abaixo de 50 significa queda. A pesquisa aponta ainda que o índice de utilização da capacidade instalada efetiva em relação ao usual recuou para 42,9 pontos.

Mesmo com a redução de produção e emprego,  o indicador dos estoques da indústria apontou saldo positivo, registrando 50,6 pontos. É o terceiro mês consecutivo em que a indústria registra excesso de estoques. Indicadores acima de 50 pontos revelam que os estoques estão acima do previsto pelos empresários.

Para Renato da Fonseca, gerente executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, “há um ambiente de estagnação na indústria. A indústria precisa investir mais, não só para aumentar a produção, mas para ganhar competitividade”.

Os principais obstáculos
Elevada carga tributária é a principal dificuldade enfrentada pelo empresário brasileiro. Neste segundo trimestre de 2013, o número de menções aumentou 7,8% em relação ao primeiro trimestre, alcançando 60% do total. Competição acirrada (37,1%), alto custo da matéria-prima (35,5%), falta de demanda (32,8%) e falta de trabalhador qualificado (24,5%) completam as outras dificuldades em destaque.

O futuro
Embora com resultados negativos consecutivos, os empresários do Brasil estão otimistas quando planejam os próximos seis meses. Todos os índices recuaram, mas permaneceram acima da linha divisória de 50  pontos, o que indica expectativas positivas.

O índice de expectativa com relação à demanda  apontou 58,9 pontos em julho. O de quantidade exportada recuou para 54,2 pontos. O índice de expectativa de compras de matérias-primas registrou 56 pontos. E o de número de empregados apontou 51,5 pontos.

A Sondagem Industrial foi feita entre 1º e 12 de julho com 1.953 empresas. Dessas, 719 são pequenas, 737 são médias e 497 são de grande porte.


Sequenciamento das ordens de produção e sistema de métrica quantitativa a favor da excelência operacional

8, julho, 2013 Deixar um comentário

Marcelo Pinto, diretor da PPI-Multitask, durante o Congresso Fispal Tecnologia 2013, falou sobre soluções de APS e MÊS, fundamentais, segundo Marcelo, para automatizar os processos de produção no chão-de-fábrica e atingir a excelência operacional. “Embora os sistemas de ERPs englobem todos os dados e processos de uma organização em um único sistema, infelizmente, não conseguem lidar com a dinâmica do ambiente produtivo e não atendem as necessidades do chão- de- fábrica. Por isso a importância de sistemas complementares, como o Advanced Planning and Scheduling Systems – APS, que faz o sequenciamento das ordens de produção e geram programas de produção realistas e altamente confiáveis”, disse.

Marcelo Pinto também abordou a questão do Overall Equipment Effectiveness – OEE, sistema de métrica quantitativa que, segundo ele, tem sido cada vez mais utilizado na indústria, não somente para controlar e monitorar a produtividade dos equipamentos de produção, mas também como um indicador e um condutor no processo de melhorias de desempenho. Nesse contexto, o OEE é capaz de medir o desempenho, identificar oportunidades de desenvolvimento e direcionar o foco dos esforços de melhoria nas áreas relacionadas com o equipamento ou processo de produção.

Outro conceito indicado para melhorar a capacidade produtiva e operacional é o de Capabilidade do Processo – CP. Segundo o executivo, esse conceito mensura parâmetros de produção, tanto para a indústria atender normas e exigências de agências reguladoras, quanto para evitar desperdícios.

Sistemas MES, que conversa com todos esses indicadores e faz o gerenciamento e controle da produção, foi também citado para complementar e reforçar a solução.


Venda e fabricação de veículos batem recordes

Neste semestre, o País bate recorde de venda e de produção de automóveis novos, entre veículos leves, caminhões e ônibus, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – Anfavea. No acumulado do ano, 1,8 milhão de unidades foram vendidas. O recorde anterior foi registrado em 2011, quando o setor licenciou 1,73 milhão de veículos. Já a fabricação totalizou 1,85 milhão de automóveis, número que supera o recorde de 2011, quando o Brasil produziu 1,737 milhão.

A comercialização no mês de junho também foi recorde. “Foram vendidos 318,6 mil veículos novos, foi o segundo melhor junho de toda a história do setor”, destacou Luiz Maon Yakibu Junior, presidente da associação.

Outro balanço divulgado pela entidade foi o da venda de veículos flex. Foram licenciadas, desde o lançamento dos primeiros modelos, em 2003, 20 milhões de unidades. “O veículo flex nacional é diferente do de qualquer outro lugar do mundo”, disse o presidente. “Na minha visão, é muito mais tecnológico porque permite a mistura de gasolina e álcool em qualquer proporção. Em outros mercados, que dizem que têm veículos flex, não existe essa possibilidade.”

Fonte: com informações da Agência Brasil.


ABDI vai mapear indústria eólica no Brasil

Novo estudo da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI terá diagnóstico da indústria eólica no País, informou Eduardo Tosta, especialista de projetos da agência. O anúncio foi realizado durante o 2º Encontro de Negócios da Associação Brasileira de Energia Eólica – Abeeólica, realizado em São Paulo, neste mês, que reuniu empresas do setor para promover debate e tratar do Finame, linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

Intitulada “Mapeamento da Cadeia Produtiva da Indústria Eólica do País”, a análise mostrará o atual panorama da produção brasileira no setor e apontará suas potencialidades. “Vamos fazer o mapeamento de quais itens da cadeia produtiva da indústria eólica são produzidos no Brasil e quais são importados, apontar os gargalos produtivos e identificar potenciais fornecedores”, detalhou Tosta.

Durante o evento, o especialista da ABDI solicitou o apoio das empresas participantes, já que os consultores farão entrevistas com todos os fabricantes de aerogeradores e principais fornecedores do setor. O projeto terá duração de dez meses.