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Dias melhores

Alguns indicadores e análises recentes de entidades e especialistas apontam que estamos caminhando para uma moderada recuperação, mais confiantes, mesmo diante de um cenário desafiador.

Dados do IBGE mostram que a produção industrial avançou 1,1% em junho na comparação com maio. É o 4º resultado positivo, acumulando crescimento de 3,5% no período. O ICEI – Índice de Confiança do Empresário Industrial, de julho, medido pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, também aponta alta de 1,6 ponto em relação a junho, atingindo 47,3 pontos. É o terceiro mês consecutivo com variação positiva e crescimento acumulado de 10,5 pontos no período. O indicador de expectativa variou 1,2 pontos, ficando acima dos 50 pontos, o que sugere expectativa positiva do empresário para os próximos seis meses.

Um bom momento para avaliar onde e como otimizar, e planejar seus investimentos com foco na eficiência operacional. Para ajudá-lo a identificar soluções que incrementem seu chão de fábrica, esta edição reúne, em seção especial, a partir da página 10, uma seleção de novas máquinas-ferramenta. A produtividade e a qualidade dos produtos dependem basicamente de seu desempenho; por isso conhecer essas novidades pode fazer toda a diferença. A edição traz ainda outras notícias de equipamentos, instrumentos e produtos para uso nas mais diversas áreas da indústria, lançados recentemente no Brasil e exterior.

A indústria está mais exigente, e o cliente, também. É preciso se preparar para desenvolver soluções mais eficientes, que promovam redução do consumo de energia, sejam sustentáveis, otimizem a performance de processos e propiciem redução de custo operacional, sem perda de qualidade. Essas são algumas das diretrizes que estão impulsionando muitas companhias a desenvolver novos produtos e serviços, mesmo diante das oscilações do mercado.

O que podemos aprender com elas? Priorizar o cliente, para começar. Ele busca soluções cada vez mais eficientes. Observar, escutar e entender suas necessidades e o mercado, conhecendo as novas exigências, é premissa básica. Mas é preciso construir uma relação de confiança. Estar presente nos momentos mais difíceis, como nas crises, é vital; seu cliente precisa saber com quem pode contar.


Precisamos ser mais competitivos

Todos os dias a indústria está sendo desafiada a inovar e encontrar soluções para produzir melhor e sem desperdício, aproveitando ao máximo seus recursos. É necessário gerenciar processos de modo mais eficaz, identificando onde e como otimizar, e investir na atualização tecnológica do parque fabril, essencial para o aumento de produtividade e eficiência – ganhos que vão impulsionar a indústria a melhorar processos e, consequentemente, reduzir custos operacionais. Cada vez mais o profissional da indústria precisa se atualizar e conhecer as inovações que vão apoiar esses incrementos no chão de fábrica. 

Neste mês, uma seleção de novos produtos de automação hidráulica e pneumática, pesquisados aqui e no mercado externo, revela tecnologias que contribuem para a automatização de processos nos mais diversos segmentos industriais, ampliando o desempenho de máquinas e equipamentos. Você verá tecnologias que promovem a popularização de sistemas de monitoramento e controle, com o compartilhamento de informações via M2M (Machine to Machine) e IoT (Internet of Things) – tudo para facilitar a análise e tomada de decisões. Além disso, essas novas soluções mostram a incorporação cada vez mais frequente da eletrônica, proporcionando aumento significativo da precisão e repetitividade nas aplicações pneumáticas, bem como o uso de novos materiais, capazes de reduzir o peso e o tamanho dos componentes.

As inovações tecnológicas estão acontecendo, principalmente no mercado externo; por isso estamos diariamente empenhados em identificar soluções que cedo ou tarde chegarão à sua empresa. O cenário atual impõe novos desafios – e entendemos que não tem sido fácil para o empresário brasileiro superá-los. No entanto, alguns desses desafios podem ser encarados como oportunidades. A depreciação cambial, por exemplo, é vista como um incentivo às exportações. Mas é preciso que a indústria esteja preparada tecnologicamente para fabricar produtos competitivos no mercado externo.

De acordo com o recém-divulgado Relatório Global de Competitividade 2015/16, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial , o Brasil perdeu 18 posições, ocupando hoje a 75ª colocação! À indústria cabe o desafio de superar as diferentes barreiras, que têm origens políticas, econômicas, fiscais, profissionais e também tecnológicas. E, como sempre, contar com um aliado fiel – a Revista NEI, há mais de 40 anos ao lado da indústria brasileira, apresentando mensalmente as novidades em máquinas e equipamentos.


Atitude radical e planejada aumenta 30% a produtividade da Gühring

3, novembro, 2014 Deixar um comentário

Após parar de culpar o alto Custo Brasil pelos baixos resultados alcançados, a Gühring Brasil investiu em reestruturação de gestão, processos, pessoas e parques fabris. A empresa fechou duas fábricas, substituídas por uma planta moderna operando com tecnologia de ponta. As consequências foram produtividade 30% maior, custos operacionais 40% menores, crescimento de 57% de participação no mercado e, principalmente, competitividade assegurada para estar, até 2017, entre as três maiores fabricantes de ferramentas rotativas do País. E uma conclusão – vale a pena procurar soluções ativamente em vez de lançar culpa em bodes expiatórios.

Esse bode tem nome abrangente de Custo Brasil e frequenta as estatísticas econômicas com consequências desastrosas. O Brasil está entre os seis países que cobram mais impostos de empresas. Anualmente, o brasileiro
paga acima de R$ 1 trilhão de tributos. Brasil é campeão mundial em taxa real de juros . Entre 144 países, estamos na 113ª posição quando o assunto é disponibilidade de engenheiros e cientistas. Importação de máquinas e equipamentos chineses cresceu 121% em sete anos porque o “custo China” torna-se mais conveniente apesar da distância.

GRAFICO_NOVEMBRO_2014

Essas recentes manchetes são continuamente repetidas por empresários para justificar a falta de competitividade da indústria nacional. Na contramão, as empresas de sucesso encaram essa realidade. Corajosas, param de culpar o alto Custo Brasil por suas dificuldades e investem em revisão de processos, pesquisa e planejamento, descobrindo um único caminho para ser competitivas – o da modernização.

Inserida nesse cenário está a Gühring Brasil, fabricante alemã de ferramentas rotativas. Em 2011, após resultados nacionais 50% abaixo do esperado, corajosamente reestruturou processos e decidiu substituir suas duas fábricas brasileiras por uma planta altamente tecnológica. Hoje a empresa, 30% mais produtiva e com custos operacionais 40% menores, oferece mais produtos para uma carteira maior de clientes, de novos segmentos. Nos últimos três anos, viu crescer 57% sua participação no mercado.

Choque de realidade

Presente em 45 países e líder na Alemanha, a Gühring no Brasil ocupa a 8ª posição no mercado de ferramentas rotativas. Em 2011, ao ver suas fábricas brasileiras atingirem somente a metade da meta estipulada, a matriz alemã (em parceria com a equipe do Brasil) decidiu radicalizar, reestruturando gestão, processos, pessoas e parques fabris. Era preciso dar a volta por cima.

A missão foi dada para Jorge Jerônimo, o novo diretor-geral contratado ainda naquele ano. No início de 2012, contrataram também um consultor externo, especialista em reorganização e marketing. Os primeiros passos foram revisão de custos, processos e contratos existentes e análise de estrutura física e tecnológica. Resultado, um choque de realidade:

– Cultura organizacional deficiente;
– Comercial e marketing com pouco foco no cliente;
– Marca sem posicionamento;
– Foco apenas no mercado automobilístico;
– Falta de padrões na produção;
– Processos manuais;
– Falta de certificação de qualidade;
– Custos operacionais acima da média;
– Estrutura inchada e lenta.

Imediatamente, treinamentos direcionados para mudança da cultura organizacional passaram a acontecer periodicamente, em especial focados em aumento de vendas e recuperação da rentabilidade. Novas práticas
comerciais e oferecimento de novas opções de produtos complementaram as primeiras estratégias.

As vendas melhoraram e novos clientes foram conquistados, mas os resultados continuavam insuficientes em relação às ambições da companhia. Era preciso radicalizar. No primeiro trimestre de 2013, ainda resultado de todas as revisões e análises, decidiu-se então fechar as portas das duas fábricas brasileiras, inicialmente em Diadema (SP) e posteriormente em Joinville (SC). A ideia era construir uma nova planta industrial, dessa vez bem localizada e estruturada com máquinas mais modernas.

As máquinas de Diadema foram transferidas para o parque fabril de Joinville, que, apoiado por fábricas da Alemanha, passou a atender 100% a demanda do mercado nacional – considerado imprescindível no plano estratégico da Gühring. Em paralelo, a cidade de Salto, localizada no interior de São Paulo, foi escolhida para abrigar a nova planta industrial da empresa. A escolha minuciosa baseou-se em uma matriz de atributos e pontuações, que analisa, entre outros itens, infraestrutura da cidade, ocupação no entorno do imóvel, custo para aquisição e construção, acessibilidade e aspectos ligados à contratação, capacitação e desenvolvimento dos recursos humanos.

A estratégia vital da retomada

Em abril de 2013 iniciou-se uma maratona contra o tempo. Mais de R$ 30 milhões foram disponibilizados pela matriz alemã para construir a nova planta, reestruturar o modo de operação no Brasil, modernizar os maquinários já existentes e adquirir novos.

Para manter os funcionários, a empresa criou um programa de transferência com uma série de benefícios. Ainda assim, dos 43 profissionais, apenas 20% aceitaram o desafio. A distância foi determinante na decisão dos outros 80%. As contratações complementares vieram de Salto e região – o projeto não podia parar.

Após 12 meses de trabalhos intensos, em maio deste ano foi inaugurada a fábrica de Salto – na mesma época, a planta de Joinville foi fechada. Em agosto, a nova planta, instalada em um terreno de 14 mil m² (2 mil m² de área construída), já funcionava com 100% da sua capacidade.

Vale a pena modernizar-se

Ao longo dos últimos três anos, a Gühring, que em nível global conta com mais de 45 mil itens, passou a vender mais modelos de ferramentas ao mercado brasileiro, conquistando novos segmentos, como de petróleo e gás, energia e infraestrutura, além de fortalecer as vendas para a indústria automobilística. De 2012 a 2014, aumentou 57% sua participação no mercado. Nesse período vendeu mais de 600 mil ferramentas, sendo 55% nacionais. Somente em 2014 (até setembro) foram quase 300 mil produtos vendidos, representando um aumento de 73% em relação ao ano anterior.

O novo parque fabril da Gühring Brasil é equipado com máquinas (como retificadoras CNC e fornos de revestimentos) e softwares de última geração, muitos desenvolvidos pela própria Gühring. A infraestrutura, focada em novas tecnologias e automação, é similar à das plantas na Alemanha – um dos mercados mais exigentes do mundo. Produtividade 30% superior com custos operacionais 40% menores foram os benefícios consequentes. A maior demanda ocasionou a chegada de mais 20 funcionários.

A opção por Salto também foi estratégica e fundamental para as ambições da organização. Segundo o diretor-geral, a cidade está próxima das principais rodovias estaduais e federais e do Aeroporto Internacional
de Campinas (Viracopos). Conta com escolas técnicas, universidades e uma unidade do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP, que facilitam o acesso à mão de obra qualificada. Comprar um terreno 50% mais barato em relação ao das cidades vizinhas com infraestrutura similar premiou o planejamento da empresa.

Inicia-se uma nova era

Segundo a Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos – Abraman, mais da metade do parque fabril nacional está obsoleto, com máquinas e equipamentos entre 11 e 40 anos de idade, agravando a falta de
competitividade do País. Agora, contrariando essa estatística, uma política de modernização contínua, seja de máquinas e/ou processos, é regra obrigatória na Gühring Brasil. Para cumpri-la, ela prevê investimentos de milhões de reais (valor definido conforme demanda) na atualização e inovação de sua fábrica.

Para facilitar as vendas, a fabricante pretende implantar novos processos – e tecnologias – para a nacionalização de produtos até então produzidos pela
matriz. A ideia principal é atender as especificidades do mercado brasileiro, aliando preço com qualidade. Além de custos mais competitivos, a estratégia facilitará financiamentos. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, por exemplo, só aprova financiamentos de produtos com, no mínimo, 60% de componentes fabricados no Brasil.

Ampliar o atendimento em segmentos pouco explorados, como construção civil e petróleo e gás, é outra meta da companhia. Segundo o diretor-geral, isso será possível principalmente porque a empresa passou a oferecer ferramentas de alta performance, brocas para furação profunda, equipamentos para armazenamento de ferramentas, serviços de gerenciamento logístico e tecnológico e sistema de gestão de estoque, entre outros. Ainda hoje, centenária (há 25 anos no Brasil) e com 45 mil itens em seu portfólio, a Gühring é reconhecida por muitos apenas como uma fabricante de brocas de metal duro.

Além de torná-la mais produtiva, rentável e moderna, a atitude corajosa e planejada inseriu a empresa entre as principais do País e trouxe ambições por voos mais altos, como diz Jorge Jerônimo, “agora é manter o foco para cumprir nosso planejamento de dobrar as vendas nos próximos três anos. Em 2017, estaremos entre as três maiores fabricantes de ferramentas rotativas do Brasil, com 20% do market share”.

Reportagem produzida pela Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções. Este é o 10º texto da série Modernizar ou Modernizar. Todas as reportagens anteriores estão disponíveis no: http://www.nei.com.br/artigos/artigos.aspx

 

 


Nova pesquisa apresenta dados para o setor logístico

Como referência para as próximas análises da área de logística das empresas, em abril de 2014 foi realizada pela Imam Consultoria a pesquisa Indicadores de Qualidade e Produtividade, dividida em quatro partes – produtividade, qualidade, logística e organizacional –, que considerou respostas de 1.265 empresas brasileiras. Confira na tabela a média dos resultados dos indicadores relacionados à logística.

Indicador Interpretação Índice
Tamanho médio dos lotesproduzidos (peças) Quantidade de um mesmo produto produzido em um lote. Indicador com maior desvio padrão, pois há empresas trabalhando com unitários e outras, com grandes lotes. 3.570
Giro de inventário (rotatividade/ano) Número de vezes que o inventário é renovado durante o ano. 19 dias
Nível de serviço Pedidos atendidos completamente no prazo (disponibilidade de estoque). 85%
Desempenho das entregas Entregas no prazo (transporte). 91%
Acuracidade dos estoques Consistência das informações do sistema e reais saldos nas prateleiras. 93%
Fator de ocupação da frota Utilização dos veículos (capacidade). 83%
Custo logístico operacional total Média do custo total dedicado apenas às atividades logísticas. 8,3%
Acuracidade dos pedidos Pedidos separados, embalados e expedidos corretamente. 96,2%
Fator de ocupação do armazém Utilização dos espaços de estocagem. 88%

I Encontro de Líderes da Indústria debate produtividade e inovação para crescimento do Brasil

Em comemoração aos 40 anos da Revista NEI e 30 edições da Feira Internacional da Mecânica, foi realizada nesta manhã o I Encontro de Líderes da Indústria, no hotel Holiday Inn, ao lado do Anhembi, em São Paulo, onde é realizada a feira, que segue até 24 de maio. Organizado por NEI Soluções e pela Reed Exhibition Alcantara Machado, promotora da Mecânica, o encontro foi composto por duas palestras: “Produtividade e crescimento no Brasil”, com Ildefonso Alvim de Abreu e Silva e Bjorn Hagemann, sócios da McKinsey & Company; e “Inovação tecnológica na indústria – condição para a modernização e a competitividade interna e externa”, com Marcelo Prim, diretor nacional de Inovação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai.

Na ocasião, os sócios da McKinsey & Company comentaram cinco mudanças que influenciarão as empresas nacionais. São elas: grande equilíbrio entre as balanças dos países; desaceleração do crescimento demográfico populacional compensado por ganho de produtividade; demanda por recursos finitos aumentando e fornecimento se tornando mais volátil; crescente fluxo de dados permitirá novos níveis de controle, colaboração e extração de valor; e avanços econômicos. Para eles, parte dos ganhos sustentáveis de competitividade tem início na modernização das práticas e processos das empresas e, apesar da melhora da competitividade brasileira, o País está longe do patamar ideal. “A iniciativa privada continuará sendo a impulsionadora do desenvolvimento, devido aos desafios relacionados à eficácia do governo”, disseram. “A produtividade será o maior fator do crescimento futuro do PIB brasileiro, em função de nossa pirâmide populacional e nível de emprego.”

Já o diretor do Senai dedicou sua palestra aos problemas vividos no Brasil que atrasam a subida de posições na lista dos países mais  inovadores. Comentou a falta de investimento, laboratórios, centros de pesquisas e inovação, educação, profissionais qualificados e de parcerias entre empresas e universidades, entre outras necessidades. Além do trabalho realizado para melhorar essa posição, como as atividades do Senai, o Brasil tem muito para evoluir. Para Prim, a educação é a base, e citou como exemplo a Suíça, que se tornou a primeira do ranking porque investe arduamente em educação. O diretor afirmou que o trabalho é longo e vai demorar de 20 a 30 anos para o Brasil subir alguns níveis, mas que é possível acelerar se houver criação de muito mais parcerias internacionais e incentivos para que pequenas se tornem médias empresas e médias se transformem em grandes.

A maior feira industrial do Brasil é fundamental na trajetória de NEI

A Feira Internacional da Mecânica é parte importante da história de NEI. A equipe editorial visitou todas as edições desde 1974, a fim de divulgar as tendências mundiais de diversos setores, contribuindo para a modernização do parque industrial do Brasil e de vários países nestas três décadas. Além disso, como de costume, no mês do evento e no anterior, NEI antecipa diversos lançamentos para que os leitores possam fazer os contatos previamente e programar a visita aos expositores dessa megafeira.

Na 30ª edição são expostas mais de 2.100 marcas nacionais e internacionais, com participação de empresas da Itália, Espanha, Áustria, República Checa, Turquia, China, Taiwan, Japão, Argentina e outros países. A organizadora prevê 100 mil visitantes qualificados.


Valor da mão de obra no País cresceu 7,2% em 2012, revela Firjan

O custo do trabalho no Brasil teve alta de 7,2% no ano passado, o que significa que o valor da hora da mão de obra no País avançou em maior ritmo do que a quantidade de unidade produzida. Em 2011, o aumento foi de 3,8%. Os dados estão no estudo Custo do Trabalho no Brasil da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – Firjan.

O Custo Unitário do Trabalho – CUT mede a relação entre o custo da hora trabalhada e a produtividade do trabalhador. “Se os custos de produção ficam maiores, mais caro se torna o produto final”, ressaltou Guilherme Mercês, gerente de economia e estatística da Firjan. “O custo de produção no Brasil aumentou não só por conta do crescimento dos salários, mas também porque passou a ser preciso mais horas de trabalho para produzir o mesmo produto.”

De 15 segmentos pesquisados que integram a indústria da transformação, 13 apresentaram aumento no custo do trabalho. O segmento têxtil foi o que mais cresceu no acumulado de 2011 e 2012: 25,3%, seguido por material de transporte (21,3%) e máquinas e equipamentos (21%), refletindo queda de produtividade dos três setores no período. Papel e gráfica (-6,3%) e madeira (-13,6%) foram os únicos segmentos a apresentar recuo, o que indica que a produtividade cresceu em maior ritmo do que o custo da mão de obra.

Em comparação com as maiores economias mundiais, o Brasil foi o único a apresentar crescimento do CUT entre 2004 e 2011: alta de 6%. Na França, Alemanha, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos, o CUT apresentou recuo de, em média, 14,6%. Nos Estados Unidos, a queda foi de 22% no período, enquanto na Coreia do Sul e no Japão a variação foi negativa, respectivamente, -20,1% e -18,7%.

Para a Firjan, os dados confirmam a importância de políticas voltadas ao aumento da produtividade do trabalho no Brasil, o que envolve mais investimentos em educação, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, além de mais abertura comercial e modernização das leis trabalhistas. Mais informações do Custo do Trabalho no Brasil estão disponíveis em http://migre.me/gxbS7


Indústria se reune para discutir produção sustentável

4, outubro, 2011 1 comentário

A fábrica do futuro – Tecnologias-chave para uma produção sustentável” é o tema da palestra que o conferencista internacional Richard Morley, físico pelo Massachusetts Institute of Technology e considerado o “pai” do PLC – Programer Logic Computer, vai proferir na 2ª edição do NEI International Industrial Conference & Show – evento industrial promovido por NEI Meetings, divisão de NEI Soluções, que será realizado no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, nos dias 25 e 26 de outubro.

Morley vai expor sua visão inovadora sobre a gestão de ativos, a produtividade e o choque de tecnologias. Detalhes da revolução sem fio e da irrelevância do software serão demonstrados, assim como a relação entre custo e valor, discutida.

Esse evento contará com a participação de acadêmicos e experientes profissionais do cenário nacional e internacional que discutirão, de maneira inédita e exclusiva, temas como automação, instrumentação e controle, cadeia de suprimentos, tendências e avanços tecnológicos, competitividade industrial, tecnologia da informação, gestão e negócios na indústria e outras inovações.

As inscrições podem ser feitas pelo telefone (11) 3327-4600 ou www.eventosnei.com.br.


Estamos sorteando uma inscrição para o NEI International Industrial Conference & Show pelo Facebook. Para participar, acesse: http://on.fb.me/olqQyV e siga as instruções.



A geração da qualidade na informação

Suponha que um dos supervisores do chão de fábrica entra em sua sala para reclamar do mau comportamento daquela velha talha que já não vem prestando bons serviços há muito tempo. Você reconhece que está na hora de substituí-la, em benefício da produtividade e da segurança. Confiando na internet, você promete solução rápida.

Logo que o colega se retira, você abre o computador e digita “talha” no browser de sua preferência e, 0,19 segundo depois, recebe a informação de que existem 162.000 opções.

Claro que estão embutidos nesse número muitos fabricantes de filtros domésticos de água que também são talhas, mas que não resolvem seu problema.

É preciso selecionar melhor, então você digita “talhas industriais”. Em apenas 0,24 segundo você fica sabendo que há 92.700 opções. É preciso continuar tentando. Talhas elétricas?

Aparecem 87.700 opções. Fabricantes de talhas elétricas? Você esperava uma redução de opções e surpreende-se – agora são 384.000 sites disputando sua atenção. Resolve então ir ao extremo da especificação e pede fabricantes de talhas elétricas automáticas para 5 toneladas. O número melhora muito, mas está longe de ser uma solução, pois você precisaria visitar 8.650 sites.

Gastando a mesma fração de segundos, você poderia digitar NEI.com.br e encontrar informações mais precisas, mais completas e confiáveis. Os produtos que você encontra em NEI.com.br foram identificados pela equipe de pesquisa editorial desta publicação nas visitas a meia centena de feiras em três continentes ou através de pesquisas diretas com fabricantes do País e do exterior, em intercâmbio com as revistas internacionais especializadas associadas.

Cada produto identificado é comparado com o banco de dados para assegurar que nunca foi publicado. A partir desse ponto, ele gera uma notícia que identifica claramente o produto e inclui suas principais características técnicas, com ênfase naquela que o fabricante identifica como diferencial mercadológico. Pronta a notícia, ela é enviada para consultores técnicos, que avaliam sua relevância para o mercado interno.

Para que todos os setores encontrem, em cada edição, produtos de seu interesse imediato, o espaço editorial disponível (250 notícias neste mês, 3.199 de janeiro a dezembro) é rateado entre os diferentes segmentos da indústria, conforme as proporções estabelecidas pela Pesquisa Anual de Intenção de Compras. Assim, todos os leitores encontram, em todas as edições, produtos de seu interesse direto.

Esse cuidadoso processo, executado por equipes experientes, produz informação de alta qualidade – porque poupa seu tempo, é fácil de ser localizada em qualquer das mídias do sistema NEI e está orientada para as exigências e necessidades específicas dos profissionais da indústria.

Se aquela talha continua problemática e o supervisor voltou a reclamar, veja nesta edição a mais recente talha lançada no mercado e/ou digite “talha” em NEI.com.br. Você verá como é fácil, simples e rápido.


Consumir com eficiência energética, pagar menos e preservar o meio ambiente: Smarts Grids, a visão das redes elétricas do século XXI Sustentabilidade e Lucro nas Indústrias I

23, novembro, 2010 Deixar um comentário

A sua indústria quer salvar o planeta? Ao mesmo tempo quer manter a produtividade, pagar menos pelo consumo de energia elétrica e, além disso, alinhar-se a uma rede de sustentabilidade ambiental? Então precisa conhecer o Smart Grids. Para alguns, este tema ainda é pouco conhecido, mas, para os especialistas da área, é uma realidade a ser pesquisada e comprovada. Em alguns lugares do mundo essa realidade já se faz presente, podendo-se verificar os resultados e as lições aprendidas. No Brasil, os órgãos e as empresas responsáveis pelo setor energético já estão investindo em pesquisa para o desenvolvimento de rede de energia elétrica mais inteligente. Assim, conhecer e saber escolher o melhor modelo para administrar o consumo de energia elétrica em uma indústria pode ser estratégico para o bolso e para o meio ambiente! Sustentabilidade e lucro com eficiência.

A questão energética é um dos desafios mais importantes que temos pela frente e tem se tornado uma questão impostergável. Temos presenciado nos últimos anos muitos avanços tecnológicos importantes nessa área, com o objetivo de desenvolver uma matriz energética mais equilibrada e amigável com o meio ambiente.

A nossa rede elétrica surgiu no início do século XIX, na Europa, e, logo depois, nos Estados Unidos, sendo conhecida tradicionalmente pelo trinômio GTD (geração, transmissão e distribuição). O sistema de distribuição de energia elétrica como um todo recebeu recentemente um ator adicional, representado pela letra “C”, de comercialização. Trata-se de um ambiente virtual, onde acontece a compra e a venda de energia elétrica entre os agentes. Mas esta rede elétrica, como a conhecemos atualmente, tem vários problemas que precisam ser resolvidos. Para evidenciar alguns destes problemas só precisamos voltar meses atrás e lembrar o blecaute sofrido no País, que atingiu a maioria dos Estados e alguns países vizinhos.

Com o objetivo de atacar esses problemas surge, no final do século XX, o conceito de Smart Grid. Este conceito dificilmente pode ser definido em uma única frase, pois aborda uma nova visão das redes elétricas do futuro.

Essa visão está focada em conseguir melhorias nas seguintes seis áreas:

  • Meio Ambiente: deve ser mais amigável com o meio ambiente, reduzindo impactos ambientais indesejados, melhorando a eficiência e permitindo a integração de uma grande porcentagem de novas fontes de energia sustentável.
  • Disponibilidade: a nova rede deve ter alta disponibilidade, ou seja, prover energia quando e onde os consumidores necessitam e com a qualidade preestabelecida. Também contar com um amplo sistema de alarmes, que permita detectar os problemas sem chegar na falha. Tomar ações corretivas antes que a maioria dos consumidores seja afetada.
  • Resistência: deve oferecer maior resistência, tanto contra ataques físicos como cibernéticos, sem sofrer blecautes massivos ou altos custos de recuperação. Deve ser menos vulnerável a desastres naturais e se recuperar rapidamente de problemas.
  • Economia: deve ser mais econômica, operar baixo as regras de oferta e demanda, conseguindo preços mais justos e um serviço adequado.
  • Eficiência: deve ser mais eficiente, empregando estratégias de controle de gastos, perdas mínimas de transmissão e distribuição, produção eficiente e utilização ótima dos ativos, provendo aos consumidores opções para administrar o consumo de energia.

Entre os principais pontos a serem considerados na visão Smart Grid, estão:

  • Participação ativa dos consumidores. A Smart Grid deve prover os consumidores de informação, controle e opções, para estes se envolverem no mercado. Estes consumidores, melhor informados, têm a habilidade de mudar os hábitos de consumo, balanceando suas demandas e recursos, com as capacidades da rede elétrica para suprir essas demandas.
  • Fácil utilização de mecanismos de armazenamento e geração. Isso significa integrar todo tipo e tamanho de sistema de geração e armazenamento de energia utilizando processos simples de interconexão e padrões de interoperabilidade que suportem “plug and play”, facilitando, assim, a integração de novas fontes de energia limpa e diminuindo a utilização de tecnologias ecologicamente agressivas.
  • Permitir novos produtos, serviços e mercados. A Smart Grid conectará compradores e fornecedores, desde a oficina de transmissão regional até os clientes, e suportará a criação de novos mercados de energia elétrica, de sistemas de gestão de consumo nas próprias casas dos consumidores até tecnologia que permitirá a consumidores e terceiros oferecerem seus recursos de energia elétrica para o mercado.
  • Prover energia de qualidade para a economia digital. Deverá monitorar, diagnosticar e responder a deficiências de qualidade de energia, reduzindo dramaticamente as perdas nos negócios experimentadas pelos consumidores, devido a insuficiências de qualidade na energia. A Smart Grid vai prover níveis de qualidade diferentes a preços diferentes.
  • Otimização dos ativos que conformam a rede aumentando a eficiência operacional. A Smart Grid poderá melhorar as cargas do sistema, a administração das interrupções no sistema elétrico e diminuir as perdas. A disponibilidade de maior inteligência na rede dará condições para que planejadores e engenheiros realizem intervenções quando necessário, aumentando a vida dos ativos, reparando os equipamentos antes de terem falhas inesperadas.

Existem vários projetos-piloto sendo executados em bairros, cidades e até países ao redor do mundo.

Acompanhe o próximo post para conhecer alguns!

Crédito: artigo escrito por Ana Paula Arbache, sócia diretora da Arbache Consultoria e responsável pelas ações de gestão de pessoas, cidadania corporativa, sustentabilidade ética, social e ambiental.


Aumente a produtividade e a qualidade do seu chão de fábrica

4, maio, 2010 Deixar um comentário

foto_mecanica_20103Com a primeira edição realizada em 1959, a 28a Feira da Mecânica, com cerca de 1.950 expositores de 35 países e público estimado de 115 mil visitantes/compradores de 40 países, está acontecendo de 11 a 15 de maio no Parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Trata-se, sem dúvida, de um dos eventos mais importantes do setor na América Latina e um dos mais tradicionais do mundo, uma vez que a mecânica é a “mãe das indústrias”.

Como resultado do trabalho efetuado pelo Departamento de Pesquisa do Sistema NEI, estão reunidos AQUI os lançamentos dos expositores da Feira, incluindo-se máquinas de mecânica pesada (centros de usinagem, prensas, tornos, cortadoras, curvadoras, retificadoras, fresadoras), ferramentas, rolamentos, lixadeiras, motores, redutores de velocidade e outros equipamentos.

Inovações importantes, contudo, estão associando a mecânica com a hidráulica, pneumática, eletricidade e eletrônica, tendências que continuam criando novos padrões de produtividade e qualidade para a indústria em geral e multiplicaram as inovações e possibilidades de lançamentos de novas máquinas.

Crédito: Lilian Mary Gabriel Lopes é graduada em língua portuguesa pela USP e pós-graduada em literatura brasileira pela UFRJ.