Arquivo

Textos com Etiquetas ‘PSI’

Feimafe 2015: conheça antecipadamente mais de 40 lançamentos do evento

Esta seção especial apresenta alguns dos lançamentos que serão destaque na 15ª Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – Feimafe 2015, que acontece de 18 a 23 de maio no Anhembi, em São Paulo, SP, considerada a mais completa feira do segmento na América Latina. A próxima edição da Revista NEI e aqui, no NEI.com.br, também terá outros lançamentos da Feimafe, compondo uma série de soluções que podem contribuir para a modernização do parque fabril.

Para conhecer o principal avanço tecnológico na área de máquinas-ferramenta, a equipe de reportagem de NEI Soluções conversou com especialistas de processos produtivos. Adalto de Farias, mestre em engenharia mecânica, especialista em processos de produção e máquinas-ferramenta e professor do Centro Universitário da FEI, apontou o surgimento recente das máquinas multitarefas híbridas, conceito que será encontrado na Feimafe.

O termo híbrido, nessa situação, se refere à união de avançadas tecnologias da manufatura não subtrativa – isto é, sem remoção de material, o que é o oposto da usinagem –, em uma máquina-ferramenta CNC de usinagem, informou Farias.

“Os fabricantes de máquinas já enxergaram as possibilidades dessa tecnologia associada à usinagem convencional”, destacou o docente. “Trata-se de sistema de adição de material por fusão, chamado de Sinterização Seletiva por Laser, que faz a deposição consecutiva de pequenas camadas de material, praticamente na geometria final da peça. É similar à tecnologia utilizada nas máquinas para a fabricação de peças e protótipos rápidos com polímeros, porém esse é um caso mais recente, cujo trabalho é realizado com ligas metálicas. Para polímeros, já se tem um bom domínio, mas para metais ainda há bastante para ser desenvolvido.”

Como exemplo, Farias comentou a produção de peças extremamente técnicas que exigem resistências mecânicas diferenciadas ao longo dos perfis, como pontas de eixo, colos para rolamentos e colos de retentores em eixos. “Durante a usinagem, um módulo/cabeçote/ferramenta da máquina entra no eixo árvore e modifica a superfície depositando com Laser pó metálico de material com resistência mecânica diferente do metal-base. Logo após, a região pode ser usinada com uma ferramenta convencional”, disse. Outra utilização citada pelo professor é no reparo de lâminas de turbinas da indústria aeroespacial, peças de fabricação extremamente caras.

“Infelizmente ainda desconheço grandes estudos no Brasil”, destacou o professor. “O que vemos bastante é a expansão do comércio de máquinas de prototipagem de polímeros de pequeno porte, mas nada similar a uma
máquina com conceitos híbridos.”

Ainda nesse contexto de máquinas híbridas, mais uma novidade é a união de outra tecnologia de ponta: a solda por atrito linear (Friction Stir Welding – FSW), solda sem adição de material, que pode ser executada em centros de usinagem com as devidas adaptações.

Segundo o docente, a grande vantagem é unir duas ou mais peças de geometrias simples para gerar uma complexa – por exemplo, elemento da estrutura da asa de avião e longarina de carro ou caminhão –, por meio da usinagem, uma vez que o processo FSW pode ser um resíduo de material a ser removido.

“Trabalhei com a adaptação de um centro de usinagem convencional para tornar o processo mais acessível e simples de ser executado, já que esse tipo de máquina é especial, o que significa alto custo e aplicação limitada. E acredite, foi realmente um desafio”, contou Farias.

Movimentação do mercado

O ano começou com a desvalorização do real frente ao dólar, encarecendo as importações, estimulando as exportações e abrindo espaço para a substituição por nacionais. E essa é a grande aposta de Henry Goffaux, presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq para o fortalecimento do segmento de máquinas e equipamentos e um dos principais estímulos para a competitividade do País. Além de crer no movimento interno aquecido pela atualização do parque industrial. “Acredito, sim, na substituição de máquinas mais velhas, por meio de planos como o nosso Modermaq, isso pode ser um impulso importante para alcançarmos novamente a produtividade”, disse Goffaux. “O Modermaq é uma modalidade do Finame que permite financiamento de até 90%.

Para auxiliar o setor, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES amplia as alternativas de financiamento para a compra de bens de capital de fabricação nacional. O banco passa a adotar uma nova taxa de juros fixa, a valores de mercado, para complementar os financiamentos no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento – PSI, cujo limite é de 50% (grande empresa) e de 70% do valor do bem (para empresas de porte menor). O cliente, entretanto, pode financiar até 90% do valor, complementando a taxa do PSI com taxas de mercado. A novidade é que o BNDES oferece aos clientes a opção de cobrir a parcela que exceder os 50% ou 70% também com uma taxa fixa, a custo de mercado.

O novo instrumento já está disponível, sendo adotado inicialmente para a aquisição de ônibus, caminhões e para o BNDES Procaminhoneiro. Na segunda etapa, o benefício será ampliado para o financiamento dos demais bens de capital financiados pelo BNDES PSI.

A indústria brasileira de bens de capital mecânicos fechou 2014 com faturamento real de R$ 71,2 bilhões, consumo aparente de R$ 108,2 bilhões, faturamento interno de R$ 39,5, exportações de US$ 13,4 bilhões (aumento de 7,4% em relação ao ano passado, impulsionado pelos Estados Unidos), importações de US$ 28,7 (queda de 12,1% em relação a 2013) e mais de 242 mil trabalhadores. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.


Indústria lidera aumento das liberações do BNDES até maio

Entre janeiro e maio deste ano, os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES foram de R$ 73 bilhões, alta de 67% na comparação com os mesmos meses de 2012. No período, todos os setores apoiados pelo banco tiveram aumento nos valores desembolsados e o maior crescimento relativo foi observado na indústria, com expansão de 123% nas liberações, de R$ 25,8 bilhões.

Os destaques foram química e petroquímica, metalurgia, mecânica e material de transportes, segmentos intensivos em bens de capital. As operações do BNDES Finame totalizaram R$ 29,5 bilhões, registrando alta de 87%.

As liberações do Programa BNDES de Sustentação do Investimento – PSI somaram R$ 36,5 bilhões. Mais de 50% desse total (R$ 18,7 bilhões) foi destinado às micros, pequenas e médias empresas. As operações do PSI cresceram 285% neste ano, financiando a aquisição de máquinas e equipamentos, bens de capital e projetos de inovação.

Às micros, pequenas e médias empresas o banco desembolsou R$ 27,4 bilhões até maio, resultado 60% superior ao registrado em 2012. Responderam por 38% das liberações totais nos cinco primeiros meses de 2013.

Os desembolsos ao setor de infraestrutura, de R$ 20,7 bilhões, cresceram 19% no período, puxados por construção, transporte rodoviário e “outros transportes” (alta de 155%), em que estão classificadas operações relativas a transporte de passageiros, como metrôs.

Aumentaram também as aprovações para financiamento a novos projetos (R$ 70,7 bilhões) e as consultas das empresas por novos financiamentos (R$ 102,7 bilhões), com altas respectivas de 21% e 9% no acumulado.


Juros do BNDES Cerealistas será de 3,5% ao ano e programa terá mais de R$ 1 bi para financiamento

O Programa de Incentivo à Armazenagem para Empresas Cerealistas Nacionais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, conhecido como BNDES Cerealistas, passa a operar no âmbito do Programa BNDES de Sustentação do Investimento – PSI. Com isso, os produtores de grãos contarão com linha de crédito mais barata, já que a taxa de juros passa de 5% ao ano (TJLP) acrescida das remunerações do BNDES e do agente financeiro para 3,5% ao ano.

O objetivo é financiar a construção e a ampliação de silos e estruturas auxiliares. Os beneficiários serão empresas cerealistas, com sede e administração no Brasil, que exerçam as atividades de secar, limpar, padronizar, armazenar e comercializar produtos in natura de origem vegetal.

O total de recursos disponíveis para financiamento com a nova taxa de juros é de R$ 1 bilhão, além dos R$ 500 milhões já disponíveis para a contratação com a taxa anterior. O prazo de pagamento será de 180 meses, incluindo a carência de até três anos. O prazo total anterior era de 144 meses. As novas condições passarão a valer para operações contratadas até 31 de dezembro próximo.

O BNDES Cerealistas foi criado em abril de 2008 com o objetivo de apoiar o desenvolvimento e a modernização do setor de armazenagem nacional, bem como a ampliação de sua capacidade. Desde o início até o final de abril deste ano, foram registradas 106 operações, para as quais o banco desembolsou R$ 221,8 milhões.


Categories: Economia Tags: , , ,

Destaque para máquinas e equipamentos no resultado quadrimestral do BNDES

De 3 a 8 de junho, 68.170 pessoas percorreram os 85 mil m² do Anhembi, em São Paulo, para conhecer os lançamentos de 1.466 marcas expositoras da 14ª Feimafe, sendo 776 nacionais e 690 internacionais, de 37 países. Além das inovações tecnológicas apresentadas, outra boa notícia para o setor foi anunciada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES na mesma semana do evento: desembolso de R$ 54,4 bilhões entre janeiro e abril deste ano, incremento de 59% na comparação com o mesmo período do ano passado. O destaque foi para a indústria, que respondeu por 37% dos desembolsos totais no período (R$ 20,2 bilhões e expansão de 113% em relação ao mesmo período anterior).

Os resultados do BNDES nos primeiros quatro meses do ano reforçam a tendência de elevação da taxa de investimento e de crescimento na formação bruta de capital fixo – FBCF, puxado por expansão dos financiamentos a máquinas e equipamentos.

As operações da linha BNDES Finame, voltadas à aquisição de bens de capital, somaram R$ 23 bilhões nesse período, alta de 77,5% na comparação com os mesmos meses de 2012. Máquinas-ferramenta e caldeiraria tiveram incrementos nas liberações, de 122% e 430%, respectivamente. Os desembolsos do BNDES de Sustentação do Investimento – PSI atingiram R$ 28,5 bilhões de janeiro a abril deste ano, com quase 90 mil operações efetuadas. Nos últimos 12 meses, até abril, as liberações do PSI acumularam R$ 65,1 bilhões, alta de 94% na comparação com os 12 meses anteriores.

A equipe de NEI Soluções, que também contou com um estande na Feimafe 2013, adiantou em maio e junho notícias e vídeos de alguns lançamentos da feira, publicados na revista impressa, no NEI.com.br e na versão tablet da revista. Além disso, dias antes de começar o evento até o seu término, a equipe divulgou diariamente notícias e vídeos aqui, no Blog NEI.


Redução de juros para projetos de inovação tecnológica do PSI

O Conselho Monetário Nacional – CMN diminuiu de 5% para 3,5% ao ano os juros das linhas de crédito para projetos de inovação tecnológica do Programa de Sustentação do Investimento – PSI. A medida beneficiará dois subprogramas com orçamento de R$ 4 bilhões, voltados para o financiamento de processos de pesquisa e desenvolvimento e para a aquisição de máquinas com baixo consumo de energia.

Com recursos de R$ 3,5 bilhões, o Subprograma Inovação financia planos de negócios, processos de pesquisa e desenvolvimento e inovações em produtos, processos e marketing. Com orçamento de R$ 500 milhões, o Subprograma Máquinas e Equipamentos financia a compra, o aluguel e a produção de máquinas e equipamentos com maior eficiência energética.

Nos dois subprogramas, os financiamentos podem ser parcelados até 144 meses (12 anos), sendo que o principal da dívida só começará a ser pago depois de dois anos.

Fonte: Agência Brasil.


Logística – um cenário repleto de oportunidades

3, março, 2013 Deixar um comentário

Com os inúmeros anúncios de construção, nos próximos anos, de novas indústrias e ampliação de unidades em variados setores, como automotivo, alimentício, de máquinas, papel e celulose, energia, petróleo, plástico e informática, a área de logística deve receber um estímulo significativo em seus negócios. Seus produtos e serviços são altamente relevantes tanto nas fases de construção quanto na operação das novas unidades.

Uma amostra da audiência de NEI Soluções entrevistada para o Estudo de Intenção de Compras 2012/2013 revelou que há disposição de investir mais de US$ 40 milhões nos segmentos Armazenagem e Movimentação & Transporte.

O setor também será impulsionado diretamente pelo novo Programa de Investimentos em Logística, que prevê aplicação de R$ 133 bilhões em nove trechos de rodovias (R$ 42 bilhões em 7,5 mil km) e em 12 trechos de ferrovias (R$ 91 bilhões em 10 mil km). O objetivo é aumentar a escala dos investimentos públicos e privados em infraestrutura de transportes e promover a integração de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, reduzindo custos, ampliando a capacidade e a eficiência de transporte e aumentando a competitividade do País.

Do valor total, R$ 79,5 bilhões serão aplicados nos próximos cinco anos e o restante, em até 25 anos. O planejamento das ações e o acompanhamento dos projetos serão feitos pela Empresa de Planejamento e Logística – EPL, criada pelo governo federal  para promover a integração logística no Brasil.

Os dois mapas abaixo mostram as redes rodo e ferroviária beneficiadas pelos investimentos.

mapa1

mapa2

O Programa de Investimentos em Logística do governo federal, lançado em dezembro de 2012, prevê recursos de R$ 54,4 bilhões. Trata-se de um conjunto de medidas para incentivar a modernização da infraestrutura e da gestão portuária, a expansão dos investimentos privados no setor, a redução de custos e o aumento da eficiência.

Os portos beneficiados no Sudeste são Espírito Santo, Rio de Janeiro, Itaguaí e Santos; no Nordeste, Cabedelo, Itaqui, Pecém, Suape, Aratu e Porto Sul/Ilhéus; no Norte, Porto Velho, Santana, Manaus/Itacoatiara, Santarém, Vila do Conde e Belém/Miramar/Outeiro; e no Sul, Porto Alegre, Paranaguá/Antonina, São Francisco do Sul, Itajaí/Imbituba e Rio Grande. A Secretaria de Portos centralizará o planejamento portuário, e o Ministério dos Transportes responderá pelos modais terrestres e hidroviários.

Para completar os planos anteriores, em dezembro de 2012 também foi anunciado pelo governo federal o Programa de Investimentos em Logística: Aeroportos. Serão investidos R$ 7,3 bilhões na primeira etapa do plano de aviação regional. Na primeira fase, serão contemplados 270 aeroportos. Os projetos deverão promover o reaparelhamento, a reforma e a expansão da infraestrutura aeroportuária, tanto em instalações físicas quanto em equipamentos. Os investimentos incluirão, por exemplo, reforma e construção de pistas, melhorias em terminais de passageiros, ampliação de pátios, revitalização de sinalizações e de pavimentos, entre outros. Os recursos virão do Fundo Nacional de Aviação Civil – FNAC.

Os investimentos previstos são de R$ 1,7 bilhão em 67 aeroportos na região Norte; R$ 2,1 bilhões em 64 aeroportos na região Nordeste; R$ 924 milhões em 31 aeroportos no Centro-Oeste; R$ 1,6 bilhão em 65 aeroportos no Sudeste; e R$ 994 milhões em 43 aeroportos do Sul.

NEI.com.br reuniu 31 lançamentos de máquinas e equipamentos que podem contribuir para a execução desses projetos que visam resolver os gargalos da movimentação de material nas plantas e de bens na malha logística atual do País.


Boas expectativas pela retomada do setor

A indústria brasileira de bens de capital mecânicos, que representa 1,3% do Produto Interno Bruto – PIB (dados de 2011 da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos – Abimaq) e emprega mais de 254 mil pessoas, começa o ano otimista. Os incentivos governamentais poderão estimular a indústria a investir e a modernizar seu parque fabril.

As medidas lançadas devem contribuir para a retomada do nível de atividade da indústria de máquinas e equipamentos, como prorrogação da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI para máquinas e equipamentos até 31 de dezembro deste ano; aumento do Imposto de Importação; e redução da taxa de energia elétrica.

Os eventos esportivos e a exploração de petróleo e gás também devem influenciar o crescimento do mercado interno, conforme a associação. Além disso, há diversas obras para a instalação de novas indústrias e ampliação de unidades no Brasil nos próximos três anos, em média, dos mais variados setores, que movimentam a compra de máquinas e de diversos tipos de materiais, além de gerar empregos.

A previsão de faturamento nacional da indústria de bens de capital mecânicos para 2011-2014, segundo a Abimaq, é de R$ 267,5 bilhões. De 2006 a 2009, a receita atingiu R$ 180,8 bilhões.

De acordo com o Estudo de Intenção de Compras 2012/2013, produzido por NEI Soluções, os segmentos máquinas operatrizes, máquinas especiais, componentes mecânicos, equipamentos para fábricas e transmissão/redutores somam 43,7% das intenções de compra reveladas por uma parcela da audiência de NEI, prevendo investimentos de mais de US$ 176 milhões.

“O ano de 2012 vai ser para esquecer”, disse Luiz Aubert Neto, presidente da Abimaq. “Com essas medidas que o governo federal está tomando, se não vier nada de ruim da Europa, acredito que 2013 seja o ano da virada.” A declaração completa do presidente está disponível em Blog.nei.com.br. (acesse: http://migre.me/cHqdW).

Para reforçar a projeção, segundo a Abimaq, o consumo aparente, que representa o gasto total de máquinas e equipamentos no mercado nacional, fechou o acumulado de janeiro a outubro de 2012 com R$ 94,3 bilhões, resultado 1,9% superior ao da mesma época de 2011. Os importados representaram 61,1% desse valor, as vendas internas das empresas locais, 23,6%; e as dos produtos importados incorporados à produção de bens de capital, 15,3%. Os setores que tiveram crescimento foram: infraestrutura e indústria de base, com 22,9%; petróleo e energia renovável, com 8,3%; e máquinas agrícolas, com 1,9%.

Nesse mesmo período de 2012, as exportações somaram US$ 10,8 bilhões, resultado 11,2% superior ao de 2011. Já as importações atingiram US$ 25,1 bilhões, 3,2% acima do valor obtido no ano anterior. O déficit da balança comercial no período, comparando 2012 com 2011, foi de -2,1%.

Na visão dos importadores, a ponta de confiança vem com a expectativa de que as obras de infraestrutura saiam realmente do papel em 2013, devido à proximidade dos eventos esportivos mundiais, como a Copa do Mundo e a Olimpíada, além da escala de incentivos que o governo prevê até 2017 com o novo regime automotivo. “São medidas de longo prazo, mas se começarem a acontecer efetivamente, poderão dar novo fôlego à indústria”, disse Ennio Crispino, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas-Ferramenta e Equipamentos Industriais – Abimei.

No site NEI.com.br, você encontra 62 lançamentos de máquinas, equipamentos e uma série de outros produtos direcionados às áreas fabris, que visam aumentar a qualidade e aperfeiçoar o processo produtivo.

 

PSI: algumas linhas terão aumento de juros e outras, redução
Os juros para três linhas de crédito do Programa de Sustentação do Investimento – PSI, financiamento de caminhões, Finame e Procaminhoneiro, foram reajustados para permitir que o sistema financeiro disponibilize os recursos às micros e pequenas empresas, explicou Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. De 2,5% ao ano passam para 3% ao ano no primeiro semestre e 3,5% ao ano no segundo semestre.

Ele, no entanto, ressaltou que, na média, os juros dessas linhas em 2013 serão menores que os de 2012 porque as taxas só foram reduzidas em setembro.

Para as demais linhas de crédito de financiamento de bens de capital, as taxas serão reduzidas. Os juros variam de 5,5% a 4% ao ano e cairão para 3% ao ano. Os financiamentos de exportações de bens de capital, cujas taxas são de 7% ao ano para pequenas e médias empresas e 8% para as grandes empresas, terão os juros reduzidos para 5,5% ao ano.

No total, o PSI contará com R$ 100 bilhões em linhas de crédito em 2013 para financiar a compra de bens de capital e investimentos em inovação e tecnologia. O governo também anunciou a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo – TJLP de 5,5% para 5% ao ano.

O PSI trará ainda novidades neste ano. Passará a financiar a aquisição de equipamentos rurais. Além disso, as empresas também poderão usar os recursos do programa para contratar operações de leasing nas linhas de bens de capital e veículos. Em vez de obter crédito para comprar esses equipamentos, os tomadores poderão contrair empréstimos para alugá-los.

Fonte: com informações da Agência Brasil


PSI também financiará projetos de infraestrutura logística

O governo federal editou ontem (28) uma Medida Provisória alterando o Programa de Sustentação do Investimento – PSI 2013, de modo que o programa não só libere recursos para aquisição de bens de capital e estímulo à inovação, mas também financie projetos no âmbito do Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias. “Esta é mais uma medida de apoio aos investimentos, que são fundamentais para sustentar um crescimento econômico robusto e sustentável no longo prazo”, avalia Guido Mantega, ministro da Fazenda.

O plano de financiamento dos projetos de infraestrutura logística do PSI 2013 oferece taxa de juros de 3% ao ano nas operações contratadas no primeiro semestre e de 3,5% ao ano, no segundo semestre. O prazo é de até 20 anos com carência máxima de 36 meses.

Para implantar essa nova modalidade de financiamento via PSI, o governo utilizará R$ 15 bilhões de recursos próprios do sistema bancário, decorrentes da liberação de depósitos compulsórios sobre depósitos à vista. O valor total do PSI 2013 continua previsto em R$ 100 bilhões.

Fonte: Ministério da Fazenda


BNDES libera R$ 156 bi em 2012, alta de 12%

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES alcançaram R$ 156 bilhões em 2012, crescimento de 12% na comparação com o resultado de 2011. As consultas, com alta de 60%, e as aprovações de novos projetos, que aumentaram 58% em relação a 2011, atingiram níveis inéditos na história do banco.

Os setores da indústria e infraestrutura absorveram juntos 65% (R$ 100 bilhões em termos absolutos) do total desembolsado em 2012. Química e petroquímica (R$ 8,5 bilhões) e material de transporte (R$ 7 bilhões) foram destaques nas aprovações da indústria. Em infraestrutura, os líderes foram os segmentos de energia elétrica (R$ 18,9 bilhões) e transporte rodoviário (R$ 15,5 bilhões).

O Programa BNDES de Sustentação do Investimento – BNDES PSI liberou R$ 44 bilhões, com a realização de quase 150 mil operações de financiamento ao setor produtivo, sobretudo no segmento de máquinas e equipamentos. Do total, 57% foram para micros, pequenas e médias empresas.

Consultas

Observa-se tendência de aceleração dos investimentos em 2013, conforme indicam as altas de 60% nas consultas (R$ 312,3 bilhões) e de 58% nas aprovações (R$ 260,1 bilhões) em 2012.

Na indústria, o crescimento das consultas foi liderado pelos segmentos extrativo (R$ 32,2 bilhões), químico e petroquímico (R$ 23,3 bilhões, no qual se enquadram projetos de investimento voltados para o pré-sal), material de transporte (R$ 15,4 bilhões) e metalúrgico (R$ 11 bilhões).

Na infraestrutura, o destaque foi energia elétrica, com consultas de R$ 29,5 bilhões e aprovações de R$ 38,6 bilhões; na sequência, transporte rodoviário (R$ 19,6 bilhões em consultas), outros transportes (R$ 17,6 bilhões) e telecomunicações (R$ 9 bilhões).

Micros, pequenas e médias

O volume de recursos liberados para as micros, pequenas e médias empresas – MPMEs também foi o maior da história do banco, atingindo R$ 50,1 bilhões. Os desembolsos para as empresas de menor porte representaram 32% do total liberado no ano passado. Foram realizadas, no período, 990 mil operações com MPMEs, o que representa 96% do total efetuado pelo banco.


BNDES ajusta spread bancário para viabilizar o PSI

Os juros para três linhas de crédito do Programa de Sustentação do Investimento – PSI foram reajustados para permitir que o sistema financeiro disponibilize os recursos, explicou Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Segundo ele, foi necessário aumentar as taxas para que os bancos possam viabilizar empréstimos a micros e pequenas empresas. De 2,5% ao ano passam para 3% ao ano no primeiro semestre e 3,5% ao ano no segundo semestre.

De acordo com Coutinho, os bancos não conseguem acomodar a diferença entre os juros cobrados dos tomadores e as taxas que eles pagam para atrair recursos dos correntistas em três linhas do PSI: financiamento de caminhões, Finame (programa de financiamento de máquinas e equipamentos) e Procaminhoneiro (que financia a compra de caminhões por pessoa física e pequenas empresas).

“Detectamos que alguns bancos não queriam emprestar para pequenas empresas porque o spread bancário era pequeno. Não adianta reduzir o spread e não ter oferta de crédito”, explicou Coutinho. Ele, no entanto, ressaltou que, na média, os juros dessas linhas em 2013 serão menores que os de 2012 porque as taxas só foram reduzidas em setembro.

Para as demais linhas de crédito de financiamento de bens de capital, as taxas serão reduzidas. Os juros variam de 5,5% a 4% ao ano e cairão para 3% ao ano. Os financiamentos de exportações de bens de capital, cujas taxas são de 7% ao ano para pequenas e médias empresas e 8% para as grandes empresas, terão os juros reduzidos para 5,5% ao ano.

No total, o PSI contará com R$ 100 bilhões em linhas de crédito em 2013 para financiar a compra de bens de capital e investimentos em inovação e tecnologia. O governo também anunciou a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo – TJLP de 5,5% para 5% ao ano.

O PSI trará ainda novidades neste ano. Passará a financiar a aquisição de equipamentos rurais. Além disso, as empresas também poderão usar os recursos do programa para contratar operações de leasing nas linhas de bens de capital e veículos. Em vez de obter crédito para comprar esses equipamentos, os tomadores poderão contrair empréstimos para alugá-los.

Fonte: com informações da Agência Brasil.