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Como estão as indústrias que mais exigem a classe Zero da ISO 8573

Os setores alimentício, farmacêutico, químico e eletrônico são os que mais exigem de seus fornecedores operações com ar comprimido adequado à classe Zero da ISO 8573, publicada em 2010 – menor risco de contaminação de óleo, partículas sólidas e água –, pois necessitam de ar o mais puro possível para suas produções.

A indústria alimentícia está sofrendo menos com a crise, podendo ser uma aposta mais assertiva de investimento. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação – Abia, em 2013 o segmento faturou R$ 484,7 bilhões (participação de 10% no Produto Interno Bruto – PIB e na indústria de transformação, 21%) contra R$ 431,9 bilhões em 2012. Ainda no ano passado, apresentou 12,24% de crescimento nominal em valor de produção; 3,16% de aumento da produção física; e alta de 4,26% nas vendas reais. As vendas no mercado interno (varejo alimentar e food service) somaram R$ 371,7 bilhões, contra R$ 328,72 bilhões em 2012. O saldo comercial ficou em US$ 37,2 bilhões (alimentos industrializados), com exportações de US$ 43 bilhões e importações de US$ 5,8 bilhões, valores que se manteram praticamente estáveis nos últimos três anos. A associação divulgou ainda que no ano passado foram criados 41 mil postos de trabalho.

Para 2014, a previsão da Abia é crescimento das vendas reais (nominais deflacionadas) de 4 a 4,5%; evolução da produção física, de 3,2 a 3,7%; e exportações totais entre US$ 44 e 46 bilhões.

Além da área alimentícia, a farmacêutica colhe bons frutos. Quanto ao avanço desse setor, em oito anos, de 2003 a 2011, o Brasil saltou de 10º para 6º no ranking mundial (maiores produtores de remédios) e a previsão é alcançar a 4ª colocação em 2016, divulgou a Interfarma, Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa. No varejo, em 2013 o País faturou R$ 37,8 bilhões (preço pago na farmácia), que corresponderam a 115 bilhões de doses comercializadas; contra R$ 33,4 bilhões em 2012, representando 101 bilhões de doses vendidas – números em crescimento constante desde 2009. Porém quanto à balança comercial brasileira, os dados não são animadores. Acesse aqui mais informações.

A estimativa é de que esse mercado atinja faturamento de cerca de US$ 1,1 trilhão em 2015 em todo o mundo e de que os principais países emergentes sejam responsáveis por 28% das vendas globais em 2015, contra 12% em 2005.

Em relação a maquinário, a Câmara Setorial de Alimentícia, Farmacêutica e Refrigeração Industrial – CSMIAFRI da Abimaq informou que as exportações de janeiro a maio de 2014 somaram US$ 390 milhões, mesmo valor totalizado em todo o ano de 2013, sendo os principais destinos, do maior comprador para o menor, Estados Unidos, México e China. Porém, as importações até maio deste ano registraram US$ 978 milhões, contra US$ 865 milhões no ano de 2013, sendo a China a grande vendedora. Os dados da balança comercial dessa câmara são os únicos divulgados pela Abimaq.

Para a indústria eletroeletrônica, também são boas as previsões da Associação Brasileira da Indústria elétrica e eletrônica – Abinee para 2014, que indica faturamento de R$ 169 bilhões (3,3% do PIB), contra R$ 157 bilhões em 2013 e R$ 144 bilhões em 2012; aumento dos investimentos de 14%, somando R$ 4,8 bilhões (de 2013 em relação a 2012 o crescimento foi de 12%); acréscimo de 1% na quantidade de empregados, chegando a 180 mil; valor das exportações parecido com o de 2013, de US$ 7,2 bilhões; e incremento de 5% nas importações de 2013, devendo somar US$ 46 bilhões.

Quanto à indústria química nacional, que também engloba produtos farmacêuticos, registrou faturamento líquido de US$ 162,3 bilhões em 2013 (26,5% refere-se à área farmacêutica), contra US$ 160 bilhões em 2012, informou a Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim, que não fez projeções para o ano de 2014. Em média, desde 1995, o faturamento líquido dessa área é crescente, idem do segmento farmacêutico. A química representou em 2013 participação de 10,5% na indústria de transformação, quarta maior no ranking do PIB industrial desde 2008; e de 2,8% do PIB total em 2012. Dados de 2013 confirmam crescimento do consumo aparente nacional de 7,1% na comparação com o ano anterior. Ainda em 2013, importou US$ 46 bilhões, contra US$ 43 bilhões em 2012, e as exportações tiveram leve queda, de US$ 14,8 bilhões em 2012 para US$ 14,2 bilhões no ano passado.


Empresa britânica de iluminação LED abre em Jundiaí primeira fábrica da América do Sul

10, setembro, 2013 5 comentários

Em outubro será inaugurada em Jundiaí-SP a primeira unidade da Dialight na América do Sul. Especialista em tecnologia de iluminação LED, a multinacional britânica investe R$ 4 milhões na instalação da nova fábrica.

Na primeira fase, que deve empregar cerca de 20 pessoas, a empresa pretende trabalhar com a venda e a montagem de luminárias a partir de subconjuntos. “Caso o mercado local ofereça condições de competitividade, investiremos mais e implantaremos outras etapas de produção, como eletrônica, inserção de LEDs e fabricação de fontes de alimentação”, disse Laércio Pereira, diretor da Dialight do Brasil.

A unidade terá capacidade para produzir anualmente cerca de 25 mil luminárias industriais para os mercados de óleo e gás, químico, petroquímico, mineração, siderurgia e outros. Serão fabricadas ainda produtos para iluminação pública e equipamentos de controle de gestão remota. A expectativa é de que o faturamento em 2014 seja de R$ 10 milhões e o crescimento anual, acima de 30% nos próximos dez anos.

O grupo britânico tem unidades na Grã Bretanha, Estados Unidos, México, Dinamarca, Alemanha, Emirados Árabes, Japão, Cingapura e Malásia.


Pesquisa da FNQ aponta setores que mais investem em capacitação profissional

Realizada com 137 empresas brasileiras, pesquisa da Fundação Nacional da Qualidade – FNQ revela que os setores de energia, químico e petroquímico (empatados), automobilístico e de tecnologia da informação – TI são os que mais capacitam profissionais. O estudo mostra ainda que 88% das companhias têm dificuldade para contratar profissionais qualificados e, em função disso, 92% investem em capacitação de seus funcionários. Além disso, 59% informaram que também oferecem programas de formação para pessoas que não trabalham na empresa.

Ainda de acordo com a análise, praticamente todas as empresas consultadas (97%) consideram que quanto mais o profissional for capacitado, melhor será seu desempenho.

Para Jairo Martins, superintendente-geral da FNQ, os resultados da pesquisa demonstram a necessidade imediata de reformular o sistema educacional brasileiro, que não acompanha as rápidas mudanças socioeconômicas e os novos desafios no âmbito dos negócios. “Os dados evidenciam que cada vez mais as empresas têm atuado além de sua vocação básica de prover produtos e serviços competitivos”, disse Martins. “Agora os empresários se juntam com governos e escolas para suprir essa lacuna educacional, compreendendo a importância de sua atuação em prol de grandes temas essenciais ao desenvolvimento do Brasil.”

País pode perder R$ 115 bi por falta de profissionais de TI

Se a escassez de mão de obra no setor de TI persistir, o Brasil pode deixar de arrecadar R$ 115 bilhões em receitas em 2020, levando em consideração valores de 2010. O alerta foi feito por Virginia Duarte, gerente do Observatório Softex, durante o Rio Info, que ocorreu no início de setembro, no Rio de Janeiro.

O comentário baseia-se na publicação Software e Serviços de TI – A indústria brasileira em perspectiva, em que o observatório analisa o mercado de trabalho de TI, considerando faixa etária, perfil do profissional, carreira, condições de contratação, modelo de negócio, nível de escolaridade e remuneração.

“O quadro mostra que vai existir uma escassez [de profissionais] e ela é tanto quantitativa como qualitativa”, disse. Virginia acrescentou que já existe distância entre os profissionais esperados pelas empresas e o grupo formado pelas instituições de ensino.

Para evitar o colapso, é necessário dobrar a quantidade atual de profissionais na área até 2020, tanto com formação superior como técnica. Atualmente, há um milhão de pessoas contratadas formalmente.

“O foco tem sido muito na tecla de formar gente, no sentido quantitativo. Essa é uma vertente importante, mas existe outra, que é a discussão de produtividade e qualidade”, apontou a gerente. Ela ponderou que melhorar a produtividade pode significar a demanda por menos profissionais. “É um plano B para você resolver a questão da necessidade de gente.”

Fonte: com informações da FNQ e Agência Brasil.