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Uma amostra da inovação para otimizar os processos produtivos

Estamos em um momento em que a inovação é mais que necessária, é uma questão de sobrevivência”, destacou Gisela Schulzinger, presidente da Associação Brasileira de Embalagem – ABRE. “Precisamos buscar alternativas ‘fora da caixa’ para superar um ano atípico, mas com situações já esperadas por todo o mercado. Inteligência e estratégia são duas palavras que devem ser incorporadas pelas empresas de todos os segmentos.” 

Enquanto se aguarda o novo ciclo de crescimento a partir de 2016, previsto pelos cientistas econômicos, a palavra de ordem é inovar, um dos mandamentos listados pelos próprios economistas para este ano de ajuste. E no setor de embalagem a situação não é diferente, pois acompanha os demais, já que atua com diversas indústrias, tanto de matérias-primas quanto as usuárias, sendo a interface do produto para o consumidor e, portanto, deve ser vista como parte integrante do produto. Por isso, esta seção reúne novas soluções para o mercado de embalagens, uma amostra da inovação de empresas empreendedoras, que proporcionam aumento da produtividade e da qualidade em sua fábrica. E nos próximos meses, veja mais lançamentos, já que ocorreu recentemente a Fispal Tecnologia – Feira Internacional de Processos, Embalagens e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas, no Anhembi, em São Paulo-SP.

A equipe de reportagem da Revista NEI questionou professores de engenharia de produção, materiais, embalagens e alimentos para descobrir as novidades na área de processos industriais de embalagens. E as respostas foram unânimes: bioplásticos, derivados de fontes de biomassa renováveis, como milho e cana-de-açúcar, que, como alternativas aos originados do petróleo, causam menor impacto ambiental.

José Alcides Gobbo Junior, pós-doutor no departamento de Packaging Logistics da Lund University, Suécia, e livre-docente da Faculdade de Engenharia de Bauru da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp, citou os bioplásticos de especial interesse para o Brasil, já que o País é fonte de recursos renováveis e tem grande parte do lixo urbano depositado em aterros. “Bioplásticos podem ter um papel essencial na satisfação de necessidades como a mitigação da mudança climática”, disse Junior. “Existe um consenso de que eles serão necessários em um futuro de baixo carbono.”

Segundo o livre-docente, os bioplásticos têm aplicações e características que crescentemente se assemelham às dos plásticos comuns. Podem ser processados utilizando-se tecnologias convencionais; apenas os parâmetros dos equipamentos precisam ser ajustados para as especificações de cada tipo. Apesar do custo mais elevado, os preços têm continuamente caído dado o crescimento da demanda e o potencial aumento do custo de petróleo, mas ainda é pouco explorado. Embalagem é o mercado principal, mas há aplicações em etiquetas, brinquedos, cosméticos, contêineres e nos setores automotivo, eletrônico e têxtil, como roupas de segurança.

O professor explicou que os bioplásticos são uma família de materiais que variam de um para outro. Existem três grupos: bioplásticos integrais ou parciais (não biodegradáveis), exemplo PE, PET e PP; bioplásticos biodegradáveis, como PLA e PHA; e novos biopolímeros à base de recursos fósseis, PBAT e PCL, por exemplo. Os materiais do segundo e do terceiro grupo são biodegradáveis e, sob certas circunstâncias, compostáveis. Produtos de polímeros biodegradáveis, que sejam certificados como compostáveis, podem ser utilizados em compostagem industrial. Dependendo do tipo de material/aplicação, os bioplásticos podem ser reciclados nos fluxos existentes.

Carlos Eduardo Sanches da Silva, pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Universidade Federal de Itajubá, além de pós-doutor em engenharia de produção, informou que a tecnologia para as biorrefinarias vem sendo desenvolvida no Brasil em universidades – com destaque para a rede colaborativa Network of Excellence in Biomass and Renewable Energy – Nobre, que reúne USP, UFRJ, Unicamp e UFRN, empresas e agências de fomento do Brasil e da Finlândia –, cujas pesquisas devem resultar em soluções que possam ser utilizadas pelo setor produtivo que atua em atividades florestal, química, de petróleo e biomassa.

Os filmes biodegradáveis, películas finas comestíveis ou não preparadas a partir de materiais biológicos e até rejeitos da indústria alimentícia, foram os destaques da entrevista realizada com Carla Saraiva Gonçalves, mestre e doutoranda em Ciência dos Alimentos e professora da Universidade Federal de Viçosa, e com Márcio de Andrade Batista, doutorando em engenharia mecânica, mestre em engenharia química e professor da Universidade Federal de Mato Grosso. “Já pensou em colocar uma pizza no forno sem precisar retirar a embalagem plástica?”, questionou a docente. “O filme ou película que a envolve pode ser composta por tomate e, ao ser aquecida, se incorpora à pizza, fazendo parte da refeição. Esse material já existe e foi desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Instrumentação, que produziram películas comestíveis de diferentes alimentos, como espinafre, mamão, goiaba e tomate. A Unicamp também já desenvolveu filmes comestíveis.”

Segundo Carla, os materiais têm características físicas semelhantes às dos plásticos convencionais, como resistência e textura, e igual capacidade de proteger alimentos. O fato de poderem ser ingeridos abre um imenso campo a ser explorado pela indústria de embalagens.

“Acredito que em breve as embalagens vacuum forming possam utilizar biofilmes comestíveis”, opinou Batista. “As com cascas de babaçu e cascas de castanha-de-baru podem ser novidades interessantes e de boas aplicações futuras.”

Outra novidade foi comentada por Gobbo Junior. São as Intelligent Tags, usadas para mensurar a temperatura acumulada e o tempo de exposição do produto e da embalagem à determinada temperatura, da produção ao consumo. Já a engenheira de alimentos citou a injeção digital e uma série de novas possibilidades na impressão digital para tubos, potes e garrafas. E o livre-docente finalizou que o Estado da Arte no setor é o uso de grafeno, bioplásticos e polímeros biodegradáveis com características de barreiras de qualidade superior, tecnologias de impressão de circuitos e nanotecnologia. “Muitos desses exemplos não têm aplicações comerciais ainda, mas em breve veremos sistemas de embalagem/produtos advindos dessas tecnologias”, disse.

De acordo com Carla, o desenvolvimento de materiais para embalagem de alimentos é a categoria de destaque das aplicações da nanotecnologia. Porém, compartilha a ideia de autores de que a produção de nanopartículas e de materiais nanoestruturados em escala industrial traz consequências imprevisíveis quando comparada aos métodos tradicionais. O que se descobriu ainda é considerado insuficiente para contato com o meio ambiente e o corpo humano.

Há quem diga que o principal nessa área não são as tecnologias, mas sim o pensamento racional do uso/reúso das embalagens. Na visão de Diego Fettermann, doutor e professor de engenharia de produção da Universidade Federal de Santa Catarina, práticas de aproveitamento, redução de matéria-prima e peso e reciclagem são as principais necessidades da área atualmente.

O futuro
Na visão de Gobbo Junior, para a melhora da indústria de embalagens, é necessário ter uma visão holística, considerando uma alteração de perspectiva de fornecedor de commodities para provedor de novas oportunidades e soluções.

Fettermann completou que a indústria de embalagem deve estar integrada ao projeto do produto e da logística de forma a otimizar o processo de produção e distribuição, combinando com o conhecimento das necessidades do consumidor final. Assim, a embalagem deve ser pensada de forma integrada.

Quanto à mão de obra, Silva informou que a formação qualificada ainda é escassa. “A curva de aprendizagem dura anos, o domínio tecnológico é desenvolvido no trabalho, são poucos especialistas que atuam na área, sendo comum a formação no exterior; e as competências necessárias envolvem vários conhecimentos, por exemplo, materiais, desenvolvimento de produtos, automação de processos e legislações”, justificou, deixando um alerta para as instituições de ensino, nas áreas de graduação, pesquisa e pós-graduação.

Dever de todos

Há quem diga que o principal nessa área não são as tecnologias, mas sim o pensamento racional do uso/reúso das embalagens. Na visão de Diego Fettermann, doutor e professor de engenharia de produção da Universidade Federal de Santa Catarina, práticas de aproveitamento, redução de matéria-prima e peso e reciclagem são as principais necessidades da área atualmente.

  • Para moderar o consumo de água e/ou energia, em primeiro lugar deve-se reciclar as embalagens.
  • Aperfeiçoar ou substituir os processos, focando também: redução e reutilização.
  • Estabelecer metas de consumo diário/semanal/mensal e fiscalizar.
  • Sugestão da profa. Carla Gonçalves, da Universidade Federal de Viçosa, é trocar embalagens de alumínio pelas de aço. A produção consome menos água e energia quando comparada com a de outros materiais, e a decomposição leva em média cinco anos, sem comprometer o solo. É 100% reciclável, sem que o aço perca as propriedades.
  • Aumentar a produção do refil para conservar a embalagem original.
  • Evitar desperdício. A embalagem inadequada pode causar prejuízo ao produto interno, que pode ser destruído devido à falta de proteção correta. Nesse caso, o produto e a embalagem são desprezados. Do ponto de vista ambiental, é melhor otimizar o sistema de embalagem.

 


SP terá fábrica de náilon a partir da reciclagem de resíduos têxteis

A H3 Polímeros receberá R$ 3 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES para implantação de unidade industrial para produção de náilon a partir da reciclagem de resíduos têxteis. Instalada em Bom Jesus dos Perdões-SP, terá capacidade instalada de 3,8 mil toneladas anuais. A previsão é que sejam gerados 200 novos empregos.

Esse náilon será destinado às indústrias automotiva, eletroeletrônica e moveleira, entre outras. O financiamento será feito no âmbito do programa BNDES Proplástico, subprograma socioambiental.

A H3 Polímeros é uma empresa start-up que usa restos de tecidos como sua principal matéria-prima, transformando-os em náilon, com um equipamento desenvolvido internamente. Assim, ajuda empresas têxteis a cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos e a diminuir o impacto ambiental.


Reciclagem tem amplo fôlego para crescer no Brasil, diz consultora

Pesquisa da Maxiquim Assessoria de Mercado, que compreende de 2003 a 2011, dados mais recentes, aponta estabilidade na capacidade ociosa das empresas de reciclagem. “Permaneceu entre 33% e 37%. Se para a indústria de transformação esse coeficiente é fatal, para a reciclagem é normal, significa que temos muito fôlego para fortalecer a atividade no País”, comentou Solange Stumpf, diretora da Maxiquim, durante palestra na Conferência Feiplastic – Feira Internacional do Plástico. Ela acrescentou que o Brasil descarta 2,6 milhões de toneladas e recicla 736 mil toneladas, predominantemente por meio da reciclagem mecânica. A feira foi realizada de 20 a 24 de maio, em São Paulo. 

Na apresentação, a diretora também comentou a geração de empregos no setor. Segundo ela, entre 2010 e 2011, o número de trabalhadores saltou de 18.288 para 22.705. O faturamento geral em 2011 foi de R$ 2,39 milhões, aumento de 22% em relação a 2010. Quanto à indústria de reciclagem mecânica, o Sudeste representa 55,5% do total; o Sul, 27,7%; e o Nordeste, 9,9%.

Solange apresentou ainda os destinos mais comuns dos materiais produzidos com matéria-prima reciclada no Brasil. As indústrias de bens de consumo não duráveis e semiduráveis são as maiores absorvedoras, representando 41%. A construção civil está em segundo lugar, com 16%.

Em 2003 as empresas recicladoras eram 492, em 2011, o número saltou para 815. “A informalidade dificulta a estimativa, pois somente 22% de todas as empresas do segmento no Brasil têm CNPJ”, informou a diretora.


Alta de 10% na reciclagem de embalagens longa vida em 2012

Mais de 65 mil toneladas de embalagens da Tetra Pak foram recicladas no ano passado. O volume representa incremento de quase 10% em relação a 2011. Segundo Fernando von Zuben, diretor de meio ambiente da empresa, com os avanços da implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a expectativa é de que esse número aumente ainda mais.

“Atualmente 29% de toda a produção segue para a reciclagem, sendo que o gargalo da cadeia está na coleta seletiva. Com o aumento da conscientização ambiental e a destinação correta dos resíduos, nossa previsão é de que até 2015 a porcentagem atinja pelo menos 35% do total”, completou o diretor.

Segundo a Tetra Pak, atualmente o Brasil é referência no desenvolvimento de tecnologias de reciclagem, havendo no País 33 indústrias que trabalham com as embalagens longa vida da empresa, somando R$ 80 milhões em negócios anualmente. Até o final do ano, mais cinco empresas recicladoras devem iniciar as operações, aumentando a geração de emprego e renda na cadeia.


Logística reversa: um recomeço imposto pela sustentabilidade

Corporações de todos os portes iniciam diferentes movimentos em prol da preservação do meio ambiente, e a logística reversa adquire maior importância, tanto no contexto internacional quanto nacional. O termo moderno nada mais é do que o retorno dos materiais do consumidor de volta à cadeia produtiva, o que também pode ser tratado como ciclo da reciclagem.

No Brasil, as práticas de gestão da Tetra Pak demonstram que é possível conciliar sucesso empresarial com uma postura social e ambientalmente responsável. Nos últimos anos, as principais frentes de trabalho da empresa no País têm sido o fomento às iniciativas de coleta seletiva das embalagens pós-consumo, o desenvolvimento de tecnologias de reciclagem e sua transferência para empresas recicladoras, a educação ambiental e a busca pela utilização de fontes de energia limpas e matérias-primas renováveis.

Após anos de trabalho, atualmente a Tetra Pak tem uma rede de parceiros que conta com mais de 600 cooperativas cadastradas no site Rota da Reciclagem (www.rotadareciclagem.com.br), que recebem embalagens longa vida de todo o País. Além disso, 33 fábricas recicladoras transformam o papel, o plástico e o alumínio contido nas embalagens em papel reciclado, canetas, vassouras, telhas e materiais de escritório, entre outros. No ano passado, mais de R$ 70 milhões foram gerados por toda essa cadeia recicladora. E esse número poderia ser quadriplicado, já que atualmente apenas 27% das embalagens são recicladas.

Atualmente o maior gargalo para aumentar a reciclagem de nosso País é a coleta seletiva. Isso acontece porque as embalagens descartadas e destinadas ainda não formam volume suficiente do material para atender a demanda das indústrias recicladoras já existentes. É um mercado potencial a ser desenvolvido, que trará geração de emprego e renda.

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, será obrigatória a logística reversa, ou seja, o retorno de embalagens e outros materiais à produção industrial após consumo e descarte pela população, possibilitando seu reaproveitamento, principalmente pelas cooperativas e associações de catadores. As empresas passam a responder por seus resíduos desde a fabricação até a comercialização e distribuição de seus produtos.

Crédito:
Artigo redigido por Fernando von Zuben, diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak.


Recorde de PVC pós-consumo reciclado no País: 19%

Pesquisa sobre o índice de reciclagem do PVC pós-consumo no Brasil revela que 157 mil toneladas foram descartadas e 19%, recicladas em 2011. Em 2010, o País descartou 167 mil toneladas e reciclou 15,1%. Mesmo com a diminuição no total de resíduo pós-consumo, a reciclagem aumentou. Essa foi a maior taxa registrada desde 2005, quando a análise começou a ser realizada. O volume reciclado foi de 29.857 toneladas em 2011 contra 25.302 toneladas em 2010.

O estudo mostra ainda que esse setor empregou 1.456 pessoas no ano passado e 1.339 em 2010, faturando cerca de R$ 138 milhões e R$ 133 milhões, respectivamente. A pesquisa foi encomendada pelo Instituto do PVC à consultoria Maxiquim.

Segundo Miguel Bahiense, presidente do instituto, o crescimento da atividade está diretamente relacionado à intensificação da coleta seletiva de resíduos. “O Brasil tem mais de 5.500 municípios dos quais apenas 8% apresentam algum tipo de coleta seletiva”, disse Bahiense. “É preciso mudar esse cenário para que a indústria de reciclagem tenha oportunidade não só de crescer, mas de ser um mercado formal.”

De acordo com instituto, o PVC, apesar de estar entre os três plásticos mais produzidos no mundo, é o que menos aparece no lixo, isso porque 64% dos produtos de PVC são usados em aplicações de longa duração, com vida útil superior a 15 anos, como tubos, conexões, pisos, esquadrias e janelas.


Nova análise do setor de transformados plásticos inova com dados de reciclagem

No Perfil 2011 – Indústria Brasileira de Transformação de Material Plástico pela primeira vez foram incluídos dados sobre a reciclagem de plásticos pós-consumo. O estudo, produzido pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico – Abiplast, mostra que o segmento é constituído por 801 empresas, que, somadas, têm capacidade instalada para processar 1,2 milhão de toneladas de material, faturamento bruto de pouco mais de R$ 2 milhões, e empregam mais de 21 mil pessoas. No ano passado, o consumo foi de 804,7 mil toneladas de resíduos e a produção, de 724 mil toneladas de matéria-prima reciclada.

A análise também aponta que o setor criou em 2011 quatro mil empregos em relação a 2010. Traz ainda informações sobre consumo aparente, produção, faturamento, exportação e importação. Clique aqui e conheça todas as informações.

Para incentivar o desenvolvimento sustentável do setor de transformados plásticos e reciclagem, a entidade criou recentemente a Câmara Nacional dos Recicladores de Material Plástico, cujo objetivo é lutar pela competitividade e o fortalecimento da imagem do material reciclado.


Nova unidade de manufatura reversa permite reciclar 1.000 toneladas/mês

1, março, 2012 Deixar um comentário

A Essencis Manufatura Reversa investirá R$ 6 milhões na construção de uma unidade de manufatura reversa na Central de Tratamento de Resíduos – CTR de Curitiba. A empresa prevê recuperar 500 toneladas/mês já no início do processo e, até 2013, espera duplicar essa quantidade para 1.000 toneladas/mês.

A nova planta permitirá a recuperação de 90% dos materiais e matérias-primas que compõem eletrodomésticos, eletroeletrônicos, refrigeradores, produtos de informática e telefonia. “O projeto vem ao encontro da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, que completou um ano em agosto, e prevê que todas as empresas serão responsáveis pelo seus produtos, da produção até seu destino final, a partir de janeiro de 2012. Essa nova planta fechará todo o ciclo da sustentabilidade, desde a eficiência energética até o reaproveitamento para a indústria”, diz Roberto Lopes, superintendente da Essencis Manufatura Reversa.

O processo. A manufatura reversa consiste em reciclar matérias-primas para ser reutilizadas em outros processos industriais. Antes de o produto ser descartado, passa por um processo de desmontagem, descaracterização e reaproveitamento das partes recicláveis. Esse processo transforma os produtos descartados em novos materiais e matérias-primas, permitindo seu reaproveitamento nos processos industriais.


Mais de 320 mil toneladas de pneus reciclados em 2011

16, fevereiro, 2012 Deixar um comentário

Em 2011, a indústria brasileira de pneumáticos descartou, de forma ambientalmente correta, mais de 320 mil toneladas de pneus inservíveis equivalentes a 64 milhões de pneus de carros de passeio. Os dados são da Reciclanip, entidade responsável por cuidar da coleta e destinação de pneus inservíveis.

Desde 1999, quando a Resolução 258 do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama responsabilizou os fabricantes e importadores de pneus a coletar e descartar de forma adequada os inservíveis, a Reciclanip já coletou o equivalente a 373 milhões de pneus de passeio, atingindo 1,86 milhão de toneladas de pneus inservíveis. Até dezembro de 2011, os fabricantes investiram US$ 159,8 milhões no programa. “A previsão para 2012 é manter o investimento do ano passado de US$ 41 milhões”, revela Eugênio Deliberato, presidente da Reciclanip e da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos – Anip.

Destinação ambientalmente correta

“Os pneus inservíveis descartados de forma errada contribuem para entupimentos de redes de esgoto, enchentes, poluição de rios, entre outros males ao meio ambiente. Se queimados de forma inadequada, geram poluição atmosférica”, conta Deliberato.

No Brasil, 63% dos pneus inservíveis são reaproveitados como combustível alternativo para as indústrias de cimento. O restante é utilizado na fabricação de solados de sapato, em borrachas de vedação, dutos pluviais, pisos para quadras poliesportivas, pisos industriais, asfalto-borracha e tapetes para automóveis. Todos os processos são aprovados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama.

A Reciclanip possui 726 pontos de coleta distribuídos em todos os Estados e Distrito Federal. Os endereços de todos os pontos, você acessa no www.reciclanip.com.br.


Sesi-SP lança Manual de Segurança e Saúde no Trabalho para a indústria do plástico

O Serviço Social da Indústria de São Paulo – Sesi-SP fez o lançamento do Manual de Segurança e Saúde no Trabalho – Indústria de Transformação do Material Plástico, voltado a empresários, trabalhadores do setor plástico e profissionais de recursos humanos e de segurança e saúde no trabalho. A previsão é de que a publicação esteja disponível no final deste semestre. As empresas beneficiadas do Sesi-SP terão direito a um exemplar gratuito. Para mais unidades, o custo será de R$ 8,10 por peça, além do frete.

O manual traz os riscos mais comuns e fornece sugestões para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Os principais perigos referem-se ao uso e disposição inadequada de máquinas, queda devido a óleo ou matéria-prima no piso, explosão e incêndio. Os danos para a saúde são dermatites, inalação de fumos de plástico e perda auditiva.

Na solenidade, também foi apresentado o Guia Ambiental da Indústria de Transformação e Reciclagem de Materiais Plásticos, uma publicação do Sindicato da Indústria do Material Plástico do Estado de São Paulo – Sindiplast voltada a estimular a postura sustentável. Clique aqui para acessar o guia.

Informações para recebimento do manual podem ser obtidas pelo tel. (11) 2291-1444, ramal 214, ou pelo e-mail atendesstcatumbi@sesisp.org.br.