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Novos robôs trazem maior segurança e elevam desempenho dos processos

Entre as inovações para a indústria mecânica global estão novidades na área de robótica. Um dos exemplos é uma série de robôs redundantes, que contêm mais eixos que o robô comum, e com sentido sensorial para segurança, podendo operar de forma cooperativa em ambientes com humanos, informou Tarcisio Antonio Hess Coelho, coordenador e professor do curso de engenharia mecatrônica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP, doutor em engenharia mecânica e membro dos comitês técnicos Robotics e Multibody Dynamics da International Federation for the Promotion of Mechanism and Machine Science.

Um modelo recém-lançado, com capacidade de carga de 7 ou 14 kg, é constituído por apenas um braço com sete eixos de movimentação e sofisticado controle de força, tornando eficiente e mais segura a interação com os operários. “Um parâmetro de desempenho desse robô é a relação entre a capacidade de carga e sua massa total que é de aproximadamente 0,5, o que normalmente, nos convencionais, é de 0,07”, comentou o docente. Também já estão disponíveis modelos de dois braços com sete eixos cada, que, além de trabalharem de forma cooperativa, são seguros para interagir com humanos.

Além dos redundantes e de interação intuitiva, o professor destacou que atualmente nota-se aumento da participação dos robôs manipuladores com estrutura mecânica paralela nos diversos setores produtivos, como automotivo, aeroespacial, alimentício e farmacêutico. “Esse tipo de estrutura permite a elevação do desempenho, principalmente em relação à velocidade de movimentação da ferramenta”, contou. Segundo ele, as garras de alguns alcançam 10 m/s, atingindo aceleração de 150 m/s2, sendo, portanto, adequados para operações de montagem, manuseio ou empacotamento.

E ainda há os modelos de cinco eixos, que possuem topologia híbrida combinando duas estruturas mecânicas, a paralela e a serial. “Em relação ao desempenho, têm volume de trabalho signi­ficativo, com repetitividade de 10 micrometros, adequada para operações de fresamento e soldagem por atrito”, disse Hess Coelho, completando que empresas dos setores automotivo e aeronáutico, como GM e Boeing, já utilizam essas máquinas tendo em vista sua capacidade de gerar componentes com geometria complexa.

De acordo com o docente, por enquanto poucas empresas no mundo, localizadas na Alemanha, Suécia, Japão e Estado Unidos, detêm a tecnologia para o desenvolvimento desses equipamentos. “Enquanto isso, nas universidades brasileiras diversas pesquisas são conduzidas para o desenvolvimento de robôs, com propósitos diversos, desde para atuar no setor industrial e exploração de petróleo até para reabilitação motora”, comentou o professor. “No entanto, o tempo para o desenvolvimento experimental normalmente é longo, uma vez que há dificuldades associadas à importação de motores, redutores e outros componentes especiais.”

Além dos robôs, especialistas em mecânica apontam as impressoras 3D de produtos metálicos como tendência no setor. Segundo Anna Carla Araujo, engenheira mecânica, professora do Departamento e Programa de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica e Coppe – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisadora de usinagem e processos fabris, até pouco tempo havia muita dificuldade para se realizar prototipagem rápida com metais, mas agora é uma realidade. Porém, de acordo com a docente, essa manufatura aditiva ainda enfrenta os desafios de qualquer novo processo, do desenvolvimento à fabricação das máquinas com custos menores e ao estudo das propriedades das peças acabadas e suas possibilidades. E acrescentou um destaque da impressão 3D: a colaboração com o meio ambiente. “A manufatura aditiva é uma tecnologia net shape, ou seja, produz a peça no formato final com mínimo de resíduo do processo”, disse Anna, alertando: “A sustentabilidade e a preservação ambiental estão em moda há muito tempo, mas não há uma preocupação real, por exemplo, no descarte de fluidos com óleo, reutilização da energia e adaptação de itens que poderiam ser aproveitados. Preferimos descartar e comprar novidades a transformar”.

Compartilha da mesma opinião sobre a tendência da impressora 3D para metal Eraldo Jannone da Silva, professor e pesquisador do Departamento de Engenharia de Produção da Escola de Engenharia de São Carlos da USP e doutor em engenharia mecânica, acrescentando outra novidade: centro de usinagem que combina o fresamento e a manufatura aditiva por deposição a Laser. Para Silva, como ainda há poucas máquinas de manufatura aditiva disponíveis no Brasil, seria conveniente lançar linhas de financiamento para esses produtos.

Para programar suas próximas compras, conheça aqui novidades da indústria mecânica pesquisadas pela Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções no Brasil e no mundo.

O Estudo de Intenção de Compras da Indústria Brasileira 2014/2015, realizado por NEI Soluções com uma parcela de leitores da Revista e usuários do NEI.com.br, revela que nos próximos meses cerca de 1.500 pro­fissionais da indústria pretendem investir mais de US$ 500 milhões na compra de máquinas, equipamentos e componentes industriais. As máquinas operatrizes e as especiais somam 31% dessas intenções de compras; componentes mecânicos representam 9%; equipamentos para fábricas, 7%; e acessórios e ferramental para máquinas, 8%. Em suma, 55% das intenções recaem sobre produtos relacionados ao setor mecânico.

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Retomada de confiança

Na edição de fevereiro da Revista NEI e aqui, neste canal de notícias, um artigo exclusivo sobre as perspectivas para o Brasil em 2015 reúne a opinião de vários economistas e especialistas do País, consultados por NEI, sobre o cenário político e econômico, e como todas as mudanças previstas devem impactar no desenvolvimento da indústria. Com o anúncio da nova equipe ministerial no final de 2014, optamos por divulgar este artigo em fevereiro, comumente publicado em janeiro.

Os desafios são muitos, como a retomada de confiança de empresários e consumidores, e do diálogo, permitindo à indústria resgatar seu papel na discussão econômica. Como afirmou o novo líder do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, Armando Monteiro Neto, que já presidiu a Confederação Nacional da Indústria – CNI entre 2002 e 2010, crescer pela indústria é sempre o melhor caminho. Entre medidas importantes previstas estão reformas microeconômicas para melhorar e simplificar o ambiente tributário e regulatório, incentivos ao investimento e à renovação do parque fabril, estímulos à inovação e política de comércio exterior mais ativa.

O ano de 2015 será de ajuste: é hora de “arrumar” a casa. À medida que a confiança aumentar – e isso está acontecendo gradativamente, afirmam os especialistas –, será hora de planejar, investir, buscar produtividade com inovação para elevar a competitividade e se preparar para a aproveitar as oportunidades geradas pelo novo ciclo de crescimento esperado a partir de 2016.

Em fevereiro trazemos também uma seção especial sobre Indústria Mecânica, reunindo uma seleção de novas máquinas, equipamentos e dispositivos direcionados às áreas produtivas que podem contribuir com a otimização de processos e a modernização de fábricas. Para conhecer as inovações mais recentes da área mecânica, a equipe editorial de NEI conversou com especialistas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Escola de Engenharia de São Carlos. Eles apontam como destaque os robôs com sentido sensorial para segurança, que operam de forma colaborativa em ambientes com humanos; os robôs manipuladores com estrutura mecânica paralela; e ainda os robôs com topologia híbrida, ou seja, duas estruturas mecânicas: a mecânica e a serial. Outra tecnologia citada pelos especialistas, e que já temos trazido em edições anteriores, é a impressão 3D de produtos metálicos.

As inovações estão acontecendo no mercado global. É preciso acompanhar as tendências e estar atento em como tudo isso pode ajudar sua empresa a se modernizar. A introdução de novas soluções tecnológicas contribuem, com certeza, com o desenvolvimento de produtos melhores e mais competitivos.

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Nova automação para a aviação

5, novembro, 2014 Deixar um comentário

Linhas automatizadas para construção de aviões não são lançadas todos os anos, tampouco são parecidas com aquelas que entregam um automóvel a cada 50 minutos. As soluções para o setor aeronáutico exigem critérios de segurança, rastreabilidade, confiabilidade e qualidade que, se não adequadamente atendidos, podem causar falhas catastróficas. Um grave defeito em um único ponto de solda da carroceria de um automóvel pode passar despercebido e talvez nunca causar problema. Já um simples defeito em qualquer uma das etapas do processo de rebitagem pode comprometer toda a aeronave e certamente colocar em risco a vida de várias pessoas. Quando uma solução de automação surge no setor aeronáutico, representa inovação com elevado conteúdo tecnológico e de ineditismo.

A Embraer tomava forma em 1950 com a fundação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA para fomentar e desenvolver a indústria aeronáutica no País, pouco antes de o Brasil receber as primeiras montadoras de automóveis no início da década de 60. Desse o início, a demanda de produção de aeronaves nunca alcançou um número que justifique o investimento de uma linha de produção com elevado nível de automação, porém algo já está mudando.

A grande quantidade de automóveis fabricados diariamente exige nível alto de automação na produção, que facilmente alcança o ponto de equilíbrio para viabilizar o investimento. No entanto, no setor aeronáutico, esse equilíbrio é obtido por outros critérios, como nível de criticidade do processo, redução no tempo de preparação e montagem e ganho com a qualidade de execução do processo. Uma única aeronave pode demorar até dois meses para ser fabricada, testada e entregue ao cliente. Logo, um pedido de dez aeronaves pode exigir até dez vezes esse prazo. Esse fato produz um frenesi contraditório; por um lado a empresa fica satisfeita com a quantidade do pedido, por outro, insegura, caso o cliente o cancele no meio tempo. Logo, a ação importante consiste em reduzir o prazo de entrega (time to market) de cada aeronave, sendo essa a justificativa-chave para automatizar os processos de montagem.

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Figura 1 – robô tipo manipulador Fonte: autor

figura 1As soluções de automação para o setor aeronáutico são bem diferentes quando comparadas às estabelecidas no setor automotivo. Um bom exemplo é o uso de robôs industriais do tipo manipuladores (antropomórficos), já que são os representantes definitivos de qualquer processo de automação (figura 1). Todavia, seu emprego em processos aeronáuticos não ocorre naturalmente, pois as tolerâncias e os requisitos de montagem de aeronaves estão pelo menos uma ordem de grandeza menor. Pode-se citar o processo de solda a ponto das partes que compõem a carroceria de um automóvel. Existem robôs no mercado prontos para essa operação (on the shelf), bastando comprá-los e colocá-los para trabalhar: em média, erram em 1 mm na posição de cada ponto de solda (erro de posicionamento absoluto), o que para um automóvel não representa problema algum, já que é a tolerância de execução típica. Entretanto, para o setor aeronáutico, a grande maioria dos processos de fabricação tem como tolerâncias e requisitos de montagem valores em torno de 0,1 mm, ou seja, dez vezes menores (uma ordem de grandeza). Dessa forma, para que um robô industrial possa ser utilizado em processos de junção de partes do setor aeronáutico, mecanismos adicionais de refinamento de sua exatidão de posicionamento absoluto devem ser considerados.

Existem vários caminhos críticos no processo de montagem de uma aeronave, que consomem uma quantidade significativa de tempo. Destaca-se a montagem das seções da fuselagem, que não é realizada pelo processo de soldagem, mas de rebitagem. A automação desse processo é complexa, exige soluções criativas e recheadas de toques de inovação, pois não existe algo pronto no mercado para atender seus requisitos e tolerâncias. Devido a isso, mais de 95% da cravação de rebites para fechamento de fuselagens é realizada por colaboradores especializados e com uso extensivo de ferramentas manuais de furação, além da aplicação de selante.

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Figura 2 – projeto de pesquisa para utilizar robôs no alinhamento e rebitagem de seções de fuselagem Fonte: autor

Recentemente a Embraer adquiriu uma célula especial para realizar o fechamento da fuselagem de sua linha de jatos executivo Legacy™. Essa máquina realiza de forma automática a furação e a rebitagem das seções da fuselagem (chamadas de charutos), além do alinhamento prévio dessas partes. Essa aquisição é o resultado de um projeto de pesquisa que durou dois anos em conjunto com o ITA para justamente desenvolver esse processo de alinhamento e rebitagem com o uso de robôs industriais, os mesmos usados no setor automotivo. Um fragmento desse projeto é apresentado na figura 2, em que é possível ver um robô (à direita) suportando uma seção de fuselagem e outro com uma ferramenta especial de rebitagem. Seu uso em sistemas de manufatura aeronáutica representa uma inovação para o setor, sendo que, nesse projeto de pesquisa, eles foram usados tanto para o posicionamento das seções de fuselagem, quanto para realizar os processos de furação, aplicação de selante e rebitagem.

Para atender o requisito de erro de posicionamento do processo de alinhamento das seções de fuselagem, tipicamente da ordem de 0,5 mm, um sistema metrológico externo foi integrado ao controlador de posição dos robôs para corrigir interativamente seu posicionamento. Foram avaliadas soluções de metrologia de grandes volumes, como sistemas de iGPS (in door Global Positioning System), CLR (Coerent Laser Radar) e Fotogrametria, sendo esse o sistema de melhor desempenho para o processo.

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Figura 3 – destaque dos sensores de um sistema de Fotogrametria para melhoria do posicionamento absoluto de robôs Fonte: Nikon K-series system

O uso do sistema metrológico baseado em CLR também atendeu o desafio, porém seu elevado custo e atuais problemas de integração com o controlador do robô acrescentam fatores negativos para sua escolha. O sistema de iGPS não apresentou, até a data de fechamento do projeto, maturidade tecnológica suficiente para viabilizar sua aplicação em uma linha de produção de alta criticidade produtiva. Já o sistema de Fotogrametria avaliado foi capaz de realizar medições estáticas e dinâmicas com elevada acurácia (tipicamente ± 0,02 mm), sendo formado por conjunto de três câmeras digitais e um aplicativo dedicado a medir e fornecer as coordenadas espaciais de cada grupo visível de marcadores luminosos. Esses marcadores, destacados no exemplo da figura 3, são pontos luminosos no infravermelho formados por LED que piscam cada um em uma determinada frequência, sendo detectados pelas câmeras. Esses pontos no espaço são calculados pelo computador de coordenadas do sistema, que, por sua vez, fornecem um retorno de posição e orientação para o robô, aumentando a exatidão de posicionamento absoluto. Esse sistema foi escolhido devido à sua robustez, boa relação custo/benefício e relativa facilidade de operação.

Figura 4 – ferramenta para realizar a rebitagem automática de estrutura aeronáutica com robô industrial Fonte: autor

Figura 4 – ferramenta para realizar a rebitagem automática de estrutura aeronáutica com robô industrial
Fonte: autor

Para realizar o processo automático de furação, aplicação de selante e rebitagem, esse projeto apresentou o desenvolvimento de um ferramental exclusivo (end-effector), fixado no punho de um robô industrial, sendo capaz de realizar cada um desses processos, conforme apresenta a figura 4. Para cravar cada rebite, são necessárias seis operações sequenciais e distintas: furação, escareamento, aplicação de selante no rebite, inserção do rebite, cravação e inspeção visual do processo. O dispositivo desenvolvido realiza todas com a vantagem de gerar pouco cavaco na interface de fixação das fuselagens, além de corrigir a posição e a orientação do robô para atender os requisitos exigentes de tolerância do setor aeronáutico.

A tolerância típica de erro de posicionamento de cada furo é de ± 0,1 mm, impossível de ser obtida por um robô industrial sem um sistema metrológico externo. Com efeito, cada furo deve atender os requisitos de forma (erro de circularidade < 36 µm) e orientação (erro de desvio de perpendicularidade < ± 0,5°), conforme ilustrado na Figura 5.

figura 5

Figura 5 – exemplo de erro de circularidade, posicionamento e perpendicularidade em furos Fonte: autor

Um típico avião comercial pode conter mais de 100 mil rebites, exigindo para isso a mesma quantidade de furos com a mesma qualidade e repetição dos demais processos. Esses procedimentos devem ainda ser repetidos em outras aeronaves com a máxima semelhança possível e confiabilidade, principalmente devido aos requisitos de segurança de fabricação impostos ao produto. A automação desse processo, mesmo que realizado parcialmente em uma aeronave, acarreta ganhos consideráveis de produtividade e qualidade, sendo esse o divisor de águas para investir em automação do processo de rebitagem em estruturas aeronáuticas. Grande parte dessa nova automação, chamada de automação de precisão, está representada por atividades de pesquisa realizada em laboratórios dedicados para isso, a exemplo do Laboratório de Automação da Manufatura do Centro de Competência em Manufatura do ITA, mostrado na figura 6.

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Figura 6 – vista parcial do processo de alinhamentos de fuselagens desenvolvido no CCM/ITA Fonte: autor

Apesar das limitações com relação à exatidão de posicionamento absoluto, robôs industriais apresentam erro de repetitividade (capacidade de repetir seu posicionamento) muito baixo (± 0,2 mm), ou seja são muito bons para realizar tarefas repetitivas. A grande oferta de capacidade de carga (payload), aliada à elevada robustez de funcionamento, colocam os robôs industriais em uma categoria de equipamento confiável e de elevada maturidade tecnológica (Technology Readiness Level 9). Seu uso em sistemas de manufatura aeronáutica ou aeroespacial é possível pela integração de sistemas metrológicos para medição de grandes volumes junto ao controlador de eixos do robô.

Existem diferentes tecnologias capazes de permitir a medição da posição e atitude (coordenadas e orientação) de ferramentas ou peças acopladas em um robô industrial, porém sua correta seleção e integração representam os desafios tecnológicos de automação que o setor aeronáutico e aeroespacial enfrenta.

Referências consultadas:

Alvarado, B. H. L., Avaliação do desempenho metrológico do sistema de medição iGPS, Dissertação de mestrado, ITA, 2010.

Amorim, D. Y. K., Avaliação de um sistema de fotogrametria para medição e correção da posição de robô industrial empregado na montagem de fuselagem aeronáutica. Dissertação de mestrado, ITA, 2011.

Anjos, J. M. S., Proposta de arquitetura de software de controle para efetuador robótico multifuncional. Dissertação de mestrado, ITA, 2010.

Eguti, C. C. A. & Trabasso, L. G., Design of a robotic orbital driller for assembling aircraft structures, Mechatronics Vol. 24, pp. 533-545, 2014.

Mosqueira, G. L., Towards the robotic assembly of fuselage, Dissertação de mestrado, ITA, 2012.

Crédito:

Artigo escrito por Carlos Eguti, doutor em engenharia mecatrônica pela Technische Universität Darmstadt – TUD e pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA na área de engenharia aeroespacial e mecatrônica, mestre em engenharia mecânica (ciências térmicas) pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” –Unesp e engenheiro elétrico pela Unesp. Atualmente faz pós-doutorado no Centro de Competência em Manufatura – CCM/ITA na área de mecatrônica, onde atua como pesquisador.

Para ler outros artigos, acesse: http://www.nei.com.br/artigos/artigos.aspx


Nissan inicia atividades no complexo industrial em Resende

Começam as produções em série no complexo industrial da Nissan em Resende-RJ, com 220 mil m2 de área construída. O investimento de R$ 2,6 bilhões originou planta com ciclo de produção completo, da área de estamparia até as pistas de testes, incluindo chaparia, pintura, injeção de plásticos, montagem e inspeção de qualidade. As atividades iniciam com a fabricação do novo automóvel New March e do motor 1.6, 16 V, flexfuel – equipado com bloco de alumínio. No total, tem capacidade para produzir até 200 mil veículos e 200 mil motores por ano.

Além das fábricas, a empresa montou área ao lado da unidade de Resende para receber fornecedores, que já abriga quatro fabricantes de autopeças. Outros dois operam dentro da fábrica de veículos. A expectativa é incluir mais fornecedores no complexo. Assim, além de reduzir os custos com logística e deixar a produção mais ágil, a Nissan pretende aumentar gradativamente o índice de integração local de peças de seus veículos e motores produzidos no Brasil. O objetivo é chegar a quase 80% até 2016.

Cerca de 1.500 pessoas já trabalham na área e a previsão é somar dois mil empregos diretos. Todos os funcionários da nova unidade passaram por formação no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai de Resende e dentro da Nissan. Além disso, mais de 300 tiveram treinamento de até três meses fora do País, em fábricas da companhia no Japão, México, Estados Unidos e Inglaterra. No último ano, para a realização da capacitação técnica dos funcionários, a empresa investiu R$ 9 milhões.

No total, 88 robôs são usados na linha de produção. Na maioria das áreas, o transporte dos automóveis durante o processo é realizado por Automatic Guided Vehicles – AGVs, pequenos robôs autoguiados que conduzem carrinhos de peças e plataformas.

A estamparia conta com linha de prensas com quatro estágios, sendo o primeiro estágio de 2.400 toneladas e os três restantes com 1.000 toneladas cada. A área dispõe de tecnologia de transferência em V-Transfer, em que as peças são transferidas de uma estação para outra automaticamente.

“Nossa meta é atingir 5% de participação de mercado, ser a primeira entre as marcas japonesas e a líder em qualidade de produtos e serviços no Brasil até 2016”, afirmou Carlos Ghosn, presidente e CEO global da Nissan.


Fispal Tecnologia 2013: robô que atende as especificidades da indústria alimentícia ganha destaque

3, julho, 2013 Deixar um comentário

A Fispal Tecnologia – 29ª Feira Internacional de Embalagens, Processos e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas aconteceu de 25 a 28 de junho no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo. Um dos destaques do evento foi o robô C3-VHP, lançado pela Epson.

Indicado para transportar, selecionar, embalar e dosar produtos nas indústrias farmacêutica, alimentícia, química e médica, o robô é revestido com um tipo de metal, geralmente utilizado em utensílios de cozinha, ideal para uso em ambientes esterilizados com gás de peróxido de hidrogênio vaporizado, o VHP.

Entre outras características destacam-se suas vedações com proteção IP 67, conexões localizadas na parte inferior do robô, punho do eixo de aço inoxidável, seis eixos articulados e dois controladores. Com capacidade nominal de 1 kg e capacidade máxima de 2,5 kg, possui repetitividade de ±0,02 mm e alcance horizontal para o flange de montagem de 690 mm e para o centro do punho de 605 mm.

Para conhecer outras características do robô, assista ao vídeo abaixo.


Feimafe 2013: ABB apresentará inovações em robótica

Novas soluções para o mercado automobilístico estarão em exposição no estande da ABB, como os produtos do SpotPack, pacote funcional de solda a ponto. O IRB 6640 LeanID com ServoGun é equipado com cabo umbilical, que permite flexibilidade e amplitude nos movimentos do punho do braço robótico. A ServoGun, totalmente integrada e controlada por robô, é flexível e modular, e pode ser configurada de acordo com as necessidades de cada processo. O diferencial é o comando de abertura e fechamento controlado por um motor elétrico. A Feimafe – Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura será realizada de 3 a 8 de junho no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo – SP.

Completando a linha de robótica, será apresentado o robô de solda IRB 1600 ID, com fonte de solda CMT Fronius, que possui tecnologia ABB Quick Move/True Move, indicada para aplicações de soldagem MIG e MAG.

Além dos robôs, também serão apresentados os produtos da linha Dodge, de transmissão mecânica de potência. Os destaques ficam por conta de acoplamentos, buchas, mancais, redutores e tambores.


Vídeo: robô ganha destaque na Raumak

23, junho, 2012 Deixar um comentário

A empresa Raumak apresentou durante a Fispal Tecnologia 2012, que aconteceu de 12 e 15 de junho, no pavilhão de exposições do Anhembi, em São Paulo, o robô M-410iB 160.

Assista no vídeo abaixo alguns diferenciais do robô.


Os horizontes da Mecatrônica

4, julho, 2011 3 comentários

“Nunca se vendeu tanto robô como nos últimos três anos”. A afirmação de Edouard Mekhalian, diretor da Kuka Roboter do Brasil, em palestra no NEI International Industrial Conference & Show, reafirma que a Mecatrônica, uma das áreas mais novas da engenharia, tem permitido à indústria otimizar seus processos, tornando-os mais produtivos, rápidos e qualificados.

A complexidade dos processos industriais e a exigência por alta qualidade impulsionam o mercado de robótica. Para atender suas exigências, os fornecedores especializam-se cada vez mais, fabricando robôs com novo design, mais leves e sustentáveis. “A tendência é que os robôs sejam mais esguios, compactos e robustos. Além de proporcionar maior produtividade, as máquinas terão alta eficiência energética, garantindo uma dinâmica 20% maior comparada com a dos robôs atuais”, declarou o diretor da Kuka.

Mekhalian disse ainda que a programação em modo Teach-in dos robôs é confusa e primitiva. “A forma atual provoca um trabalho tedioso, ocupando muito tempo do profissional. Em breve, teremos touchscreen com menus contextuais e interação flexível, menos botões e entrada de dados intuitiva, gerando rapidez na programação e na instrução de tarefas para o robô.”, afirmou.

“A interação homem-máquina é difícil e os riscos devem ser bem conhecidos e devidamente cobertos.” Segundo Mekhalian, as empresas devem atender os requisitos de segurança exigidos por lei (NR12); manter estocadas peças de reposição, principalmente as de desgaste e treinar e capacitar melhor seus funcionários, exigindo constante aprimoramento.