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Automação industrial – novas tecnologias para acelerar a modernização do parque fabril

Imprescindível para as indústrias que buscam maior competitividade num mercado globalizado e cada vez mais exigente de soluções eficientes, a automação industrial é decisiva para acelerar a modernização do parque fabril em todas as etapas de produção. Ela introduz no chão de fábrica a necessidade de adoção de novas tecnologias, capazes de proporcionar mais eficiência, produtividade, exatidão, qualidade e segurança, além de contribuir com a redução de custos e eficiência energética.

Por isso, reunimos na seção “Automação Industrial”, da Revista NEI de novembro/dezembro de 2016, algumas novidades em automação industrial pesquisadas nos mercados nacional e internacional que podem ajudá-lo a incrementar os processos produtivos de sua empresa.

Para conhecer as novas soluções apresentadas na edição de nov/dez da Revista NEI, incluindo as de automação industrial, acesse a seção “Lançamentos de Produtos” do NEI.com.br, clicando aqui.

 

Panorama da automação industrial

Os modos de produção vêm se transformando nos últimos anos, impactados pelos avanços da quarta revolução industrial.  Segundo Renato Ely Castro, professor da Faculdade SENAI de Tecnologia de Porto Alegre/RS, a Indústria 4.0 está associada a um novo modelo de negócio que, no âmbito da automação, demanda capacidades de operação em tempo real, virtualização dos processos, distribuição (descentralização) das funções de controle, orientação a serviços, “eficientização” dos processos produtivos, estruturação e modularização das aplicações, ou seja, produzir mais, melhor, mais rápido e com menos impacto energético. O tema eficiência energética, de acordo com o professor, está em evidência e a automação desempenha importante papel nesse contexto.

Nessa área, as inovações acontecem com rapidez. Renato Ely destaca o crescimento consistente da rede Ethernet Industrial que, por sua natureza padronizada, aberta e com múltiplos fornecedores, facilita a monitoração e o controle de processos, otimizando o tempo de produção. Com o avanço da Internet das Coisas no meio industrial, cresce em importância a automação baseada em PC (IPC), afirma o docente, agregando novas possibilidades ao já consagrado controlador programável (PLC), como, por exemplo, maior flexibilidade, conectividade e desempenho, mídias variadas de armazenamento e novas soluções de interfaces de operação (HMI).

No âmbito do desenvolvimento de programas aplicativos, Renato Ely ressalta o conceito de programação modularizada e estruturada preconizado pela IEC 61131, que enfatiza o uso de blocos funcionais (FBs), facilitando a reutilização, portabilidade e validação da aplicação, incluindo a redução no tempo de comissionamento dos sistemas.

O avanço das novas tecnologias aplicadas à automação industrial também vai exigir profissionais bem preparados. O perfil do engenheiro que trabalha nessa área, por exemplo, deve ser multidisciplinar, como sugere o professor, agregando competências que incluem a gestão (liderança) de projetos de sistemas automatizados, o conhecimento das novas tecnologias, tanto de hardware quanto de software, e a busca de soluções inovadoras em automação industrial. Sem contar, é claro, do domínio de ferramentas de tecnologia da informação e comunicação (TIC).


Por que é importante investir?

A indústria é o setor mais importante para o crescimento da economia, e ter uma indústria forte deve ser prioridade para o Brasil. Essa é a opinião dos brasileiros revelada na pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira – A indústria brasileira na visão da população”, realizada pela Confederação Nacional da Indústria – CNI em parceria com o Ibope. De sua importância para o fortalecimento desta nação, não há dúvidas. Mas reconhecemos que são necessários mais incentivos e investimentos, e também coragem e visão estratégica das empresas na busca por inovação. Há uma corrida tecnológica acontecendo e as exigências de modernização serão cada vez maiores e mais frequentes.

Na edição de julho de NEI, o tema Logística ganhou espaço de destaque, reunindo, a partir da página 18, novas soluções tecnológicas que permitem à indústria planejar seus estoques e suas entregas com maior segurança, eficiência e rapidez. O Estudo dos Custos Logísticos no Brasil 2014, realizado pela Fundação Dom Cabral, revela que o custo logístico consome, em média, 11% da receita das empresas.  Conhecer novas tecnologias que ajudem a gerenciar melhor a cadeira logística, de modo integrado, da produção à distribuição, é imprescindível, principalmente porque grande parte das novidades nos processos logísticos envolve a automação.

A adoção do RFID na segurança de empilhadeiras, a introdução de robôs nos centros de distribuição adotando a tecnologia de tags com RFID e também o uso de robôs para inspeção de cargas em portos e aeroportos, capazes de visualizar em minutos o interior de contêineres, são alguns exemplos dos avanços apontados por especialistas consultados por NEI. Eles preveem o aumento do número de robôs nesse setor, com ganhos em flexibilidade, e ainda alertam que a habilidade em lidar com volumes massivos de dados e informações é requisito primordial para o profissional de logística nos dias atuais.

Big Data, internet das coisas… esses avanços não estão distantes e prometem revolucionar também os processos industriais e logísticos. Como exemplo, a Internet das Coisas impulsionará com US$ 1,9 trilhão as operações logísticas, indica o Relatório de Tendências Internet of Things – IoT elaborado pela DHL (fornecedora mundial de serviços de logística) e Cisco (líder mundial em TI), na Conferência Global de Tecnologia da DHL em Dubai. Ambas trabalham num projeto conjunto de inovação da IoT que irá melhorar a tomada de decisões em operações de armazéns por meio de análises de dados praticamente em tempo real, com base em dispositivos conectados via Wi-Fi. Estima-se que haverá 50 bilhões de dispositivos conectados à internet até 2020 (em comparação aos 15 bilhões de hoje). Para qualquer organização com operações logísticas ou da cadeia de abastecimento, a IoT trará consequências revolucionárias, afirma o relatório.

Alguém ainda duvida de que conhecer essas novas tecnologias é essencial para se manter competitivo num futuro tão desafiador?


Necessidade de reduzir custos e aumentar a produtividade incentiva desenvolvimento de tecnologias

O último Estudo dos Custos Logísticos no Brasil, realizado pela Fundação Dom Cabral, mostrou que o custo logístico consome, em média, 11,19% da receita das empresas pesquisadas, cujo faturamento equivale a 17% do PIB. Estas revelaram ter alto nível de dependência de rodovias (85,6%), máquinas e equipamentos (68,5%) e energia elétrica (66,7%) e apontaram que os maiores custos logísticos se referem ao transporte de matéria-prima e do produto acabado. Sendo assim, é importante que a indústria conheça soluções para gerenciar melhor a cadeia logística, da produção até a distribuição, colaborando para a redução de custos, maior eficiência e qualidade. Conheça a seguir uma amostra de novos produtos que podem ajudar sua empresa a otimizar os processos logísticos.

A equipe de reportagem da Revista NEI conversou também com especialistas da área para trazer os novos debates do setor. Predominaram: Radio Frequency Identification – RFID, robôs, automação, uso de dados de variadas origens para as tomadas de decisões e softwares.

Para começar, Fabiano Stringher, professor de pós-graduação em logística e supply chain da Fundação Vanzolini e pesquisador do Centro de Inovação em Sistemas Logísticos – CISLog/Poli USP, informou que pesquisadores brasileiros criaram um sistema inédito de segurança para empilhadeiras com RFID com o objetivo de prevenir acidentes. As pesquisas começaram em fevereiro de 2013 e hoje duas empresas já estão habilitadas para comercializar a tecnologia, que foi desenvolvida pela Ambev e pelo CISLog com a participação da Poli Elétrica.

O incentivo ao desenvolvimento dessa solução veio após estudos de três soluções prontas: norte-americana, espanhola e italiana. Todas baseadas em tags com RFID ativos, porém, embora acionassem alarmes sonoros para detecção de pedestres, não dispunham de sistema de atuação desejado, além disso havia o alto custo para suas implantações. “Por não ser importado e ter sido customizado para uso em empilhadeiras, o sistema com implantação completa pode ser de 30 a 40% mais competitivo”, disse Stringher.

O sistema de segurança é instalado nas empilhadeiras, podendo ser vendido à parte ou em conjunto com a empilhadeira. As tags de RFID alojadas nos pedestres e operadores (quando não estão atuando) que ocupam a região de segurança acionam o sistema com atuações sonora, luminosa e de parada da empilhadeira. A tecnologia permite guardar e exportar os registros de ocorrências com o objetivo de identificar a frequência de acionamento e as pessoas envolvidas.

Já Daniel de Oliveira Mota, professor do Instituto Mauá de Tecnologia, mestre em engenharia industrial e de sistemas, especialista em logística e supply chain pelo Massachusetts Institute of Technology e engenheiro de produção, discorreu sobre um robô, que também utiliza automação por meio de tags com RFID, indicado para uso em centros de distribuição para as atividades relacionadas à separação das ordens a ser transportadas. “Não o vejo como substituto do trabalho humano, mas auxiliar, complementando os operários em tarefas repetitivas”, opinou Mota. “O que torna essa tecnologia viável e interessante é o fato de ser eficiente e sustentável, por ser produtiva e movida a energia elétrica.” Esses robôs são utilizados por empresas estrangeiras há alguns anos; um exemplo é a Amazon, que passou de usuária a dona da empresa fabricante.

Ainda sobre robôs, Paulo Ignacio, doutor em engenharia de transportes, engenheiro de produção mecânica e professor da Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas – FCA/Unicamp, comentou os que estão em teste para inspeção de cargas em portos e aeroportos, capazes de, em minutos, “visualizar” o interior de contêineres, tirar amostras para inspeção e classificar os materiais verificados. Ignacio aposta que as novidades nos processos logísticos continuarão envolvendo a automação.

“O conceito geral é aumentar o número de robôs para ganhar em flexibilidade e redundância, pois os robôs podem ser rapidamente reprogramados para seguir uma nova estratégia de operação e, no caso de quebra, são prontamente substituídos por outro robô do mesmo modelo”, comentou Eduardo Okabe, doutor em engenharia mecânica, professor da Unicamp, com ênfase em estática e dinâmica aplicada. “No entanto, a estratégia de movimentação de materiais se torna razoavelmente complexa e, sem a devida otimização, não se extrai o melhor desempenho do sistema. O conhecimento em temas tradicionalmente associados à logística, como a pesquisa operacional e os métodos de otimização, é cada vez mais necessário na gestão e concepção dos novos sistemas logísticos.”

Outro pronto comentado por Mota foi o uso de dados para as tomadas de decisões. Antes chamado de controle estatístico de processo, depois Data Driven, recentemente, Big Data, hoje o conjunto de informações utilizadas no ambiente de negócios é conhecido por Analytics. “Quando se diz Analytics não se refere somente ao uso de estatísticas para a tomada de decisões, mas ao abundante uso de dados de variadas origens para ganho de eficiência”, comentou o docente da Mauá. “Pode-se utilizar as informações do banco de dados da empresa, celular do funcionário e hábitos, entre outros, tudo isso com o objetivo de tornar mais precisas as decisões; portanto, a habilidade para lidar com volumes massivos de dados é requisito primordial para o praticante da logística nos dias atuais, por isso as escolas tradicionais de engenharia passam por uma mudança profunda para preparar os profissionais para essa nova realidade.”

Para finalizar a parte tecnológica, Mauro Vivaldini, doutor em engenharia de produção, especialista em logística e professor de pós-graduação em administração da Universidade Metodista de Piracicaba, listou mais novidades da logística:

* Software de interface uniforme (Warehouse Control System) para gestão dinâmica e controle de uma vasta gama de sistemas de manuseio de materiais e equipamentos, incluindo qualquer combinação de transportadores de triagem, armazenamento automatizado, sistemas de Pick/put by light, sistemas de escalas em movimento, equipamento de dimensionamento, impressão/aplicação, scanners, câmeras e outros;

* Labor Management System integra o Warehouse Management System com a gestão de mão de obra servindo de ferramenta para auxiliar nessa gestão;

* Sistemas de rastreamento e monitoramento de veículos;

* Sistema de picking/separação de produtos via voz, Voice Picking, com uso de headfone;

* Transelevadores e miniloads – sistemas de armazenagem que facilitam e otimizam a estocagem;

* Tecnologia LED na iluminação, telhas translúcidas e baterias de empilhadeiras inteligentes que economizam 50% de energia são usadas em centros de distribuição.

Convém acrescentar que a expansão da Internet das Coisas beneficiará os armazéns, o transporte de cargas e outros elementos da cadeia de abastecimento, alavancando a eficiência operacional.

 

 


Novas soluções tecnológicas para processos produtivos

Nesta seção, estão reunidas as novidades em máquinas, equipamentos e sistemas que serão apresentadas na Feira Internacional de Máquinas Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – Feimafe 2015, que acontece em maio, em São Paulo. Com os lançamentos antecipados na edição de abril, você tem a oportunidade de conhecer 117 soluções que serão apresentadas na mais expressiva feira de máquinas-ferramenta da América Latina. Por meio da Revista NEI, é possível se inteirar das tendências do setor metalmecânico, organizar sua visita à feira e proporcionar até mesmo àqueles que não puderem comparecer ao evento conhecer os novos produtos da área.

Para agregar ainda mais conhecimento, além de agrupar na edição notícias de novos produtos do setor de máquinas-ferramenta, a equipe de reportagem de NEI conversou com especialistas de processos produtivos para apresentar nesta abertura as tecnologias do setor que ganham importância na indústria atualmente.

Segundo o prof. Rodrigo Lima Stoeterau, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP, são elas: máquinas para usinagem por jato d´água com cinco eixos; tornos CNC com árvores indexados e ferramentas ativas para operações de torno-fresamento e torno brochamento; tornos de múltiplos cabeçotes; tornos automáticos CNC; e o uso cada vez mais amplo de robôs em operações de usinagem, principalmente na retificação de superacabamentos em geometrias complexas, como as encontradas em moldes e matrizes. Outro ponto destacado por ele é a integração da usinagem tanto convencional, com ênfase no fresamento, quanto a Laser com processos de soldagem,  tratamento térmico e estruturação superficial com Laser em uma única estação de trabalho.

“O desenvolvimento e a integração de ferramentas ativas para retificação em tornos e fresadoras também têm se mostrado uma tendência”, acrescentou Stoeterau. “Isso deve ser associado a máquinas rígidas com elevada exatidão de posicionamento, o que permite a usinagem completa em materiais de alta dureza e cerâmicas vítreas com requisitos ópticos. A integração do processo de retificação de máquinas, como tornos e fresadoras CNC, permite que sejam substituídas as retificadoras clássicas, dando maior flexibilidade às máquinas, geração de formas e produção.”

Para acrescentar, Durval Uchôas Braga, engenheiro mecânico e professor doutor da Universidade Federal de São João del-Rei, citou a usinagem nanométrica de materiais no estado endurecido e com altas velocidades de corte. Soma-se a essas novidades a preocupação com a redução do consumo de água e energia nas máquinas, que, além de colaborar com o meio ambiente, resulta em economia de custos.

Stoeterau informou que os grandes centros de pesquisas na Europa, em especial o WZL RWTH Aachen, o Fraunhofer-Institut für Produktionstechnologie IPT, o Fraunhofer-Instituts für Produktionsanlagen und Konstruktionstechnik IPK e o ETH Zürich – IWF têm se mostrado bastante ativos no desenvolvimento de máquinas-ferramenta para as necessidades futuras da indústria. Para ele, uma novidade que chama a atenção é a simulação total de máquinas-ferramenta, desde tempos e movimentos de fabricação até previsão de vida da ferramenta e de danos de superfícies nas peças, tudo integrado em um único pacote. A simulação total da usinagem permite a integração em ambiente de Fábrica 4.0 ou Fábricas Digitais.

O professor da USP acrescentou que as incertezas na política e economia brasileira – devidas também à estagnação do setor petrolífero, alta do dólar e recessão – podem tornar a importação de bens de capital menos atrativa ao empresário nacional. “Resta saber se os fabricantes nacionais terão estímulo e capacidade para suprir o mercado com máquinas tecnologicamente modernas”, alertou.

Bens de capital mecânicos

Em fevereiro, o faturamento bruto da indústria brasileira de máquinas e equipamentos foi de R$ 6 bilhões, aumento de 6,5% sobre o mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, foi 7,3% maior. No bimestre, em relação a 2014, o crescimento foi de 5,4%. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.

O resultado das exportações de fevereiro de US$ 791 milhões foi 0,9% maior que o registrado em janeiro. Comparando com o mesmo mês do ano anterior, caíram 24,5%. No bimestre, em relação ao mesmo período de 2014, despencaram 27,7%. Mas, mesmo com o resultado acumulado abaixo de 2014, as exportações mantiveram participação elevada (37%) no total das vendas, acima da média histórica de 32%. Quanto às importações, em fevereiro somaram US$ 1,824 bilhão. No mês, a queda foi de 30,3%.

Específico sobre a indústria de máquinas-ferramenta, o faturamento nominal de fevereiro de 2015 foi de R$ 128 milhões, contra R$ 104 milhões do mesmo mês de 2014. O faturamento nominal de 2014 foi de mais de R$ 688 milhões; as exportações, de R$ 427 milhões; as importações, de R$ 2,5 bilhões, e o consumo aparente; de R$ 2,7 bilhões.

José Velloso, presidente executivo da Abimaq, ressaltou que, apesar de todos os desafios impostos pelo atual cenário econômico no Brasil, o momento é propício para exportações devido a fatores como a retomada de crescimento dos Estados Unidos e da União Europeia e ao câmbio mais favorável, que pode levar ao aumento da competitividade de alguns setores. Além disso, há previsão de crescimento para alguns países prioritários do programa Brazil Machinery Solutions – BMS, como Chile, Colômbia, Peru, México e EUA. O BMS é uma parceria entre a Abimaq e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex Brasil que visa à promoção das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos. Em março, foi lançada a Campanha Esforço Exportador 2015, uma iniciativa da BMS.

Velloso concluiu que, como a retomada do mercado interno deve demorar a acontecer, devido às incertezas da economia local e mundial, as empresas devem se preparar o quanto antes para o mercado externo.


Raumak adquire RN Robotics e torna-se integradora da Fanuc

Devido à recente aquisição da RN Robotics, uma das integradoras (representantes) da Fanuc no Brasil, surge a Raumak Robotics, uma nova empresa do grupo Raumak. Com a compra, o grupo amplia os negócios: torna-se um representante da Fanuc no País e oferece serviço de customização dos robôs. As instalações da RN Robotics, de Rio Negro – PR, foram desativas e os negócios foram transferidos para Jaraguá do Sul – SC, cidade da Raumak.

“Essa aquisição nos permite ampliar o portfólio de soluções para o mercado nacional e internacional”, disse Kreis Jr., presidente do Grupo Raumak. “A RN Robotics já possui em sua carteira diversos clientes de peso, como a Whirlpool, que atua na linha branca, e a Aeris, fabricante de equipamentos para energia eólica.”

Com a compra, não houve expansão física da empresa ou no número de funcionários, porém, a Raumak comprou terreno em Jaraguá do Sul para transferência e ampliação futura da fábrica. A data do início das atividades ainda não foi divulgada.

Em 2012, a empresa faturou R$ 31 milhões, desse valor 52% representam as exportações. A intenção é incrementar a receita em 30% neste ano.


Ampliação de fábrica de robôs em Santa Catarina

A Indumak já concluiu o primeiro módulo da ampliação do parque fabril em Jaraguá do Sul (SC), com área de 850 m², chamado Indumak Robotics, destinado à fabricação dos robôs de paletização. No total serão oito módulos, chegando a 6 mil m² de área construída, triplicando o espaço do empreendimento. A empresa prevê investimento de R$ 8 milhões para a conclusão do projeto total.

Inteiramente produzidos no Brasil, os robôs de paletização, lançados em 2011, são compostos por quatro eixos interpolados dimensionados para movimentar cargas de até 50 kg.

Clique aqui para ver os robôs em funcionamento.


Indumak triplica seu parque fabril

Empresa de Jaraguá do Sul (SC), a Indumak iniciou projeto para triplicar sua fábrica, que será realizado em módulos, com conclusão prevista para 2014. Entre os objetivos está expandir a linha de produção. O investimento é de R$ 8 milhões.

O primeiro módulo já entregue, o Indumak Robotics, é destinado à fabricação de robôs em uma área de 850 m². “Até a metade do ano, estão previstos de 10 a 13 sistemas em operação nos clientes”, comentou Gelson R. Schmidt, diretor-presidente da empresa.

Inteiramente produzido no Brasil, o robô de paletização é composto por quatro eixos interpolados, dimensionados para movimentar cargas de até 50 kg. O equipamento possui recursos que possibilitam o aproveitamento de energia, design inovador e formato antropomórfico, simulando os movimentos de um braço humano. Outra característica é a flexibilidade do sistema de garras, podendo ser adaptado para múltiplas aplicações, como fardos, caixas e sacarias.


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Festo apresenta robôs que recriam movimentos de animais

19, dezembro, 2011 Deixar um comentário

Localizada na Alemanha, a matriz da Festo mantém um centro tecnológico destinado ao desenvolvimento de novas tecnologias inspiradas na natureza. Trata-se do Bionic Learning Network, um núcleo de pesquisas que, em conjunto com universidades e com a Didactic – centro educacional da empresa – recriam a forma, os movimentos e até mesmo os hábitos comportamentais de seres vivos por meio da biotecnologia. São projetos que apontam caminhos tecnológicos para o futuro com o objetivo de estudar movimentos automatizados com o auxílio da biônica.

Conheça abaixo alguns dos protótipos desenvolvidos pela empresa nos últimos anos:

Tripod

O Bionic Tripod é composto de três hastes de fibra de vidro estruturadas na forma de uma pirâmide. Seus elos transversais são montados em intervalos regulares de forma articulada, deixando a construção rígida.

O Tripod pode curvar-se em até 90º em qualquer direção, avançando ou retraindo as hastes. A interface entre o bionic e a peça é realizada por um dispositivo denominado FinGripper, que detém a peça, por exemplo, uma lâmpada, como se fosse pega por uma mão.

AcquaJelly

Imagine uma água-viva artificial autônoma, com acionamento elétrico e um mecanismo inteligente adaptativo que emula o comportamento real do animal, é a AcquaJelly. Este bionic é constituído de um hemisfério translúcido, um corpo central estanque e oito tentáculos para propulsão.

A AcquaJelly se move com o auxílio de um sistema de propulsão peristáltico, que tem como base o princípio da impulsão utilizada pela água-viva real e seus tentáculos utilizam um projeto derivado da anatomia real de uma barbatana de peixe. A AcquaJelly é uma perfeição da biomecânica desenvolvida em prol da ciência.

AcquaPenguin e AirPenguin

São os robôs-pinguins da Festo, respectivamente que fazem manobras na água e no ar. Eles se movimentam de forma independente, nadando ou flutuando e são capazes de desenvolver padrões de comportamento coletivo. Um sistema de sensores 3D, similar ao sonar utilizado por golfinhos e morcegos, permite que o AcquaPenguin e o AirPenguin realizem manobras até mesmo em espaços apertados, inclusive nadando ou flutuando para trás – coisa que os pingüins não são capazes de fazer na natureza.

AirJelly

O AirJelly foi inspirado no movimento das águas-vivas, mas ao invés de nadar como elas, desliza pelo ar com a ajuda de seu atuador elétrico central e de um sistema mecânico inteligente e versátil. Este bionic é controlado remotamente e mantido no ar por um balão cheio de gás hélio. Sua única fonte de energia são duas baterias de polímero de íon-lítio conectadas ao atuador elétrico central. O AirJelly desliza suavemente pelo ar graças ao novo conceito de acionamento baseado no princípio de impulsão por retrocesso.

Smart Bird

Inspirado no movimento das gaivotas, o “pássaro inteligente” foi todo produzido com fibra de carbono, possui uma envergadura de dois metros e seu peso total não passa de 485 gramas.

O SmartBird é capaz de decolar, voar e aterrisar sozinho sem o auxílio de outros dispositivos de elevação. Durante o seu vôo, as informações sobre as posições de suas asas são constantemente registradas, garantindo uma operação segura e um vôo estável.

Toda sua construção foi realizada com o uso mínimo de materiais e as pesquisas que envolveram sua execução irão ajudar a buscar novas soluções para a área de automação e no desenvolvimento de novas tecnologias.


Robôs e veículos sustentáveis são destaque na Eureka 2011

Entre os dias 21 e 23 de outubro aconteceu a mostra Eureka 2011, organizada pelo Instituto Mauá de Tecnologia. O evento, promovido no próprio campus da Instituição em São Caetano, expôs os Trabalhos de Conclusão de Curso – TCC dos alunos de administração, design do produto, engenharia e gestão Ambiental.

A mostra, que acontece há 17 anos, bateu recorde de público, reunindo mais de 6.200 visitantes. Inovação em equipamentos, robôs, alimentos e infraestrutura foram alguns dos destaques neste ano. Ao todo, foram expostos cerca de 140 trabalhos. “Todos os alunos dos cursos de graduação do Instituto Mauá são obrigados a apresentar seus trabalhos de conclusão de curso na Eureka. Obrigatoriamente em grupo, o trabalho força o exercício do senso de equipe. Desde a escolha do tema até a apresentação para a banca de professores, as exigências do Instituto são as mais próximas possíveis das práticas profissionais”, explica Mario Fernandes Garrote, diretor da Escola de Engenharia Mauá.

Para José Carlos de Souza Junior, coordenador do curso de engenharia elétrica, o evento aproxima o meio acadêmico do empresarial, incentivando os alunos a desenvolver ideias cada vez mais criativas e voltadas para o ambiente profissional.  “Alguns trabalhos de graduação surgem de desafios dados pelas próprias empresas aos alunos. Neste ano, por exemplo, tem a elaboração do design de um modelo de carro para a General Motors – GM. Além disso, com a visita de grandes empresários, a Eureka acaba funcionando como um processo seletivo, onde o empresário já vê aquilo que o aluno pode fazer”, finaliza.

Os robôs

Dois robôs ganharam destaque na mostra, o Omnidirecional e o Quadcopter.

  • Omnidirecional. Robô equilibrado sobre uma bola e capaz de locomover-se em qualquer direção sem a necessidade de reorienta-se (movimento comum na maioria dos robôs atuais). Desenvolvido para interação com humanos, o Omnidirecional é utilizado, principalmente, como guia em museus, feiras, etc.

Acompanhe no vídeo abaixo a entrevista com Leonardo Gobetti, um dos responsáveis pelo projeto, explicando sobre a tecnologia aplicada no robô.

  • Quadcopter. Desenvolvido para monitoramento e segurança de grandes áreas, o robô voa e se mantém sozinho no ar. Sua estrutura em forma de cruz possui quatros motores elétricos, um em cada ponta da cruz. O controle é implementado por um sistema eletrônico embarcado.

Assista à entrevista com Pedro Vendramini, um dos responsáveis pelo projeto, bem como algumas imagens do robô em funcionamento.

Os veículos sustentáveis

Projetos futuristas para automóveis também chamaram a atenção dos visitantes. Três deles merecem destaque:

  • Head Up Display – HUD. É um painel digital de instrumentos automotivos que, refletido no para-brisa do veículo, agiliza a visualização das informações. Um painel auxiliar touchscreen possibilita ao usuário personalizar as configurações.  Assista abaixo à entrevista com Fabiano Todão, responsável pelo projeto “HEAD UP DISPLAY” (HUD) – PAINEL DE INSTRUMENTOS DIGITAL, bem como ao painel em funcionamento.

  • Veículo 2020. Desenvolvido em parceria com a General Motors – GM, trata-se de um carro conceito voltado aos jovens dos grandes centros urbanos. O automóvel oferece espaço para soluções sustentáveis e redução dos impactos ambientais, como, um vidro que capta energia solar, transformando-a em energia elétrica para manter o carro em funcionamento. No vídeo abaixo você confere mais detalhes sobre o projeto desenvolvido por Amanda Iwashita, Bruna Giudilli Cordioli, Carla Sayuri Ikuno e Marco Aurélio Generoso.

  • ECOMauá Elétrico. Premiado em primeiro lugar na última “Maratona Universitária de Eficiência Energética”, o projeto ECOMauá possui um circuito de controle exclusivo que mantém a máxima eficiência energética, reduzindo o consumo de energia do carro. Além do veículo em funcionamento, acesse o vídeo abaixo e veja a entrevista com Alex Lorena da Silva, um dos responsáveis pelo desenvolvimento mecânico do projeto e Tiago Moretto Silva, um dos responsáveis pela criação da parte elétrica do carro.


“O futuro será do Wireless”, prevê especialista

Jim Pinto, fundador da Action Instruments Techonology Futurist nos EUA, ministrou durante o NEI International Industrial Conference & Show em palestra sobre as perspectivas imediatas para a automação e instrumentação no chão de fábrica. O especialista prevê que o futuro será do Wireless e tudo estará conectado com o chip. As plantas ficarão cada vez menores e a produção mais barata deverá atender as necessidades locais.

Jim Pinto afirmou ainda que os robôs serão mais inteligentes e realizarão atividades muito além das que o ser humano é capaz de realizar. Para ele, a automação não irá gerar desemprego, mas provocará uma mudança no perfil dos operários, e o conhecimento será a peça-chave. “Países de primeiro mundo estão perdendo cada vez mais espaço para os países que investem em conhecimento. Enquanto os americanos capacitam 70 mil engenheiros ao ano, os chineses formam 700 mil e a Índia, mais 500 mil”, exemplifica Jim.

Para o especialista, reduzir trabalho, aumentar agilidade, melhorar a qualidade, otimizar o uso de matéria-prima e economizar energia são os principais benefícios da automação – que torna os processos mais baratos, mais rápidos e melhores.

Confira entrevista com o palestrante: