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Pré-sal – novas tecnologias para a indústria do petróleo

Uma delas é o ROV, que será foco de centro de treinamento em 2014, na cidade de Santos, parceria da USP com instituição canadense

A indústria do petróleo tem se deparado com condições progressivamente mais difíceis, exigindo tecnologias cada vez mais avançadas. O desenvolvimento de novos materiais, mais resistentes e espessos, capazes de suportar altas pressões em águas profundas; e o aprimoramento das técnicas de geofísica para se “enxergar” abaixo da camada de sal, como uma “radiografia” da subsuperfície, são alguns exemplos dos avanços tecnológicos para exploração de petróleo e gás, de acordo com Ricardo Cabral de Azevedo, professor do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP.

“No caso do pré-sal, em alguns pontos, chega-se a profundidades de 2.000 m, o que corresponde à pressão de 200 vezes a atmosférica, exigindo equipamentos projetados com materiais ultrarresistentes para suportar essa pressão por longos períodos, e ainda funcionar sem falhas”, declarou Azevedo.

Para o docente, o melhor exemplo de tecnologia de ponta usada hoje na indústria do petróleo é o Remotely Operated Vehicle – ROV.

Trata-se de um robô subaquático, com excelente manobrabilidade, operado por pessoal embarcado em navio-sonda ou plataforma de produção. “Usado para inspeções e intervenções, é relevante para a indústria de petróleo e gás em águas profundas, como é o caso do pré-sal, e também para outras aplicações, entre elas destruição de minas, construção de estações subaquáticas, pesquisas e inspeções de carcaças de navios abandonados”, explicou Giorgio de Tomi, também professor do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Escola Politécnica da USP.

Existem cinco classes de ROV caracterizadas pela profundidade de operação e propósito do veículo. São equipados com câmeras, luzes e propulsores. Recebem, adicionalmente, equipamentos como estações totais, câmeras de alta definição, manipuladores, ferramentais e instrumentos para qualidade e temperatura da água. A maioria dos ROVs é operada por sistema eletro-hidráulico, com alimentação de alta voltagem.

Estatísticas do Canadá indicam que haverá crescimento de pelo menos 43% na demanda de técnicos de ROVs nos próximos cinco anos para apoiar novas aplicações, especialmente na instalação e inspeção da perfuração, reparo e manutenção, informou Tomi. “Isso criará demanda intensa nos próximos anos para técnicos prontos para ser alocados à operação de ROVs.”

Em NEI.com.br/produtos, você tem a oportunidade de conhecer dois ROVs, além de outros produtos pesquisados por NEI Soluções no mercado nacional e internacional. Alguns deles são específicos para a indústria do petróleo; outros encontram aplicação também em outros segmentos industriais.


Parceria com instituição canadense, Poli/USP terá centro de treinamento de ROV em 2014, em Santos

Devido à demanda por mão de obra especializada para a exploração de petróleo e gás no pré-sal – que será concentrada em grande parte na Bacia de Santos, de acordo com Giorgio de Tomi, professor do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP –, a instituição desenvolveu parceria com o Marine Institute do Canadá para formar técnicos especializados na operação de Remotely Operated Vehicle – ROV.

O recém-inaugurado campus da USP em Santos, que alocará o curso de Engenharia de Petróleo, contará com a Academia ROV, coordenada por Tomi, a ser inaugurada em 2014, com uma turma-piloto de 12 a 20 pessoas. Os alunos cursarão dois semestres no Brasil e três semestres no Canadá. O plano da USP é diminuir gradualmente os cursos especializados no Canadá até que a Academia ROV esteja em pleno funcionamento em até cinco anos, com todos os cursos teóricos e práticos sendo oferecidos no Brasil.

Segundo Tomi, a princípio, o único requisito para se inscrever é ter diploma de 2º grau, boas notas e aptidão para trabalhar em equipe. Para a turma-piloto, a seleção será feita por especialistas, por meio de documentação e entrevistas pessoais. O processo seletivo começará no início de 2014, mas o anúncio deverá ser feito no 2º semestre de 2013, em data a ser anunciada.

Conforme os resultados, o processo será ajustado para as próximas turmas. A quantidade de vagas dos futuros grupos dependerá dos recursos levantados junto à iniciativa privada.

O Marine Institute do Canadá criou programa para capacitar formandos do ensino médio na carreira de técnico e piloto de ROVs. Com duração de dois anos, o curso engloba física, matemática, comunicação oral, eletrotécnica e oceanografia, além de aprendizado de sistema, operação e manutenção de ROVs, segurança e inspeção elétrica, hidráulica, lançamento e recuperação, comunicação eletrônica, controle eletrônico, segurança e pilotagem. O curso é seguido por estágio prático para consolidar os conhecimentos e as habilidades necessárias para a formação.