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Compromisso com a novidade!

Até 2025 teremos conectados à internet um trilhão de sensores e 10% dos óculos de leitura. A Internet das Coisas (IoT) ganhará impulso a partir do rápido desenvolvimento de sensores menores, mais baratos e inteligentes que se tornarão comuns nos processos de fabricação, nas casas, roupas, acessórios e redes de energia. A impressão 3D revolucionará praticamente todos os setores, da manufatura à saúde humana. Isso não é ficção, mas algumas previsões da pesquisa “Deep Shift: 21 Ways Software Will Transform Global Society”, realizada com mais de 800 líderes de diversos setores e divulgada pelo Conselho da Agenda Global do Fórum Econômico Mundial. O relatório identifica tendências que estão moldando a sociedade e mostra como os softwares vão transformá-la na próxima década. 

A dimensão do que vem por aí vai criar novos paradigmas. Desde já, precisamos conhecer os avanços tecnológicos que vão impactar nos processos de produção. A edição de março/16 da Revista NEI traz uma seção inédita focada na inovação, sob o título “Indústria integrada”. A partir da página 10 (veja versão digital em http://www.nei.com.br/Revista), você conhecerá novos produtos que podem contribuir para maior e melhor integração e comunicação entre processos nos ambientes fabris. São soluções alinhadas à Indústria 4.0 – a chamada quarta revolução industrial, pesquisadas pela área editorial de NEI nos mercados nacional e internacional, e que permitirão à você conhecer novas tecnologias para incrementar processos fabris.

Além das novidades em produtos, trazemos na abertura da seção a opinião de professores dos cursos de engenharia mecânica da Universidade Federal de Uberlândia e da Universidade Federal do Pará. Em suma, as pesquisas e os avanços tecnológicos estão acontecendo, cedo ou tarde vão se aproximar e mudar os processos atuais de produção, colaborando para aumento de eficiência, produtividade, flexibilidade, qualidade e segurança, além de redução de custos. Mas há muitos desafios pela frente! Para termos uma ideia da relevância do assunto, “indústria integrada” será novamente tema da próxima Hannover Messe, a maior e mais importante feira de tecnologia industrial do mundo que acontece mês que vem, em Hannover, na Alemanha.

Mais uma vez, mantemos nosso compromisso com a novidade, reafirmado nesta edição que marca os 42 anos de circulação ininterrupta de NEI! Sempre acompanhando a evolução da indústria!

 


Enfrente a crise controlando melhor os seus processos

Em tempos de vacas magras, a indústria se vê desafiada a encontrar meios para reduzir custos de produção, cortar gastos supérfluos, eliminar desperdícios e aumentar a eficiência produtiva. Resumindo, controlar melhor os processos é uma das saídas para a crise e certamente a mais importante. O controle eficiente dos processos de produção deve ser uma meta permanente, em qualquer tempo, e é o grande diferencial das empresas bem-sucedidas. Felizmente, nunca foi tão grande a presença de produtos e sistemas oferecendo soluções, das mais simples às mais sofisticadas. Mais uma vez, a tecnologia se mostra aliada da indústria.

edição de dezembro da Revista NEI, na seção Instrumentação e Controle, uma variada seleção de sensores, controladores e sistemas supervisórios alinhados à Indústria 4.0 que vão ajudar na busca da melhor solução para indústrias de pequeno, médio ou grande porte. Não importa o tamanho do desafio, haverá sempre uma solução a um custo compensador. A difusão de tecnologias novas, como comunicação wireless, armazenamento de informações na nuvem e aumento de capacidade dos sistemas digitais, tem transformado de tal forma os recursos de instrumentação e controle, que muitos consideram se tratar de uma nova revolução industrial.

Ao contrário do que se possa imaginar, estar alinhado a essas novas tecnologias não é difícil, nem tão dispendioso. Talvez o mais difícil seja dar o primeiro passo. A indústria do futuro será mais produtiva principalmente porque poderá contar com formas mais eficientes de medir e controlar os processos de produção, produzindo mais e a custos menores. Como podemos ver, investir agora nessas tecnologias, além de nos blindar contra crises, também nos deixa mais competitivos e capacitados a enfrentar qualquer concorrência.

Na verdade, muitas empresas já vêm investindo nessa direção, conforme indica a Pesquisa Mensal de Produção Física do IBGE: em relação a 2014 houve aumento de 5,5%  na produção Bens de Capital para Fins Industriais – Seriados (apesar da crise). Isto é uma pista de que, embora os índices de consumo tenham caído, produtos destinados a melhorar a eficiência na indústria estão em alta – provavelmente seu concorrente já está investindo para ser mais competitivo.

Enfim, não adianta parar e esperar a economia entrar nos eixos, é mais garantido tomar a iniciativa e acreditar na própria capacidade de resolver problemas. Investir em tecnologia tem se mostrado a estratégia certa para superar obstáculos e crescer, mesmo em tempos difíceis. É preciso se manter informado sobre o que há de mais novo e moderno no mercado; por isso a Revista NEI traz todos os meses uma seleção do que há de melhor no mercado de máquinas e equipamentos para a indústria.


Conheça novas soluções para incrementar processos produtivos e atender as exigências da Indústria 4.0

Por acelerar a capacidade de produção, contribuindo para a modernização tecnológica do parque fabril, a automação é essencial para as indústrias que planejam otimizar sua manufatura e obter maior eficiência e qualidade e menores custos. Esta seção reúne novas soluções pesquisadas nos mercados nacional e internacional. Muitas delas já estão alinhadas à Indústria 4.0 – chamada também de Quarta Revolução Industrial –, novo conceito que apresenta uma evolução dos sistemas produtivos atuais a partir do uso de redes inteligentes, Internet das Coisas e Big Data.

Esse tem sido o foco dos debates em todo o mundo, pois os benefícios da Indústria 4.0 estão relacionados ao aumento de produtividade, redução de custos, melhoria da qualidade, aumento da segurança e precisão, economia de energia, fim do desperdício e personalização, essenciais para enfrentar a intensa concorrência mundial.

“Na Indústria 4.0, os setores de produção e automação crescem juntamente com as tecnologias da informação e da comunicação”, contou Fabrício Junqueira, docente e membro do Laboratório de Sistemas de Automação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. “Nesse novo cenário, a fábrica está interconectada, comandando a si mesma, como exemplos: comunidades de máquinas se organizam, cadeias de suprimentos se coordenam automaticamente e produtos inacabados enviam dados necessários para as máquinas que vão transformá-los em mercadoria. Não é mais a produção rígida que determina o produto fabricado de maneira igual, mas, sim, a peça isolada – produto inteligente – que decide seu caminho na produção.” A chave para isso é a integração de softwares, sensores, processadores e tecnologias de comunicação via sistemas ciber-físicos (Cyber-Physical Systems).

Para aprofundar o tema, a equipe de reportagem de NEI também conversou com Roberto dos Santos, gerente regional de produtos para as Américas da Festo Brasil, empresa mundial especialista no fornecimento de tecnologias de automação.

Como exemplo de produto, ele discorreu sobre as novas unidades para tratamento de ar comprimido que possibilitam diagnóstico via internet, podendo ser acessadas a milhares de quilômetros da planta onde estão instaladas, para detectar quedas súbitas de pressão ou vazamentos de ar. Mencionou também que já estão disponíveis módulos de eficiência energética que otimizam o uso de ar comprimido como energia, possibilitando medição, controle e diagnóstico, inclusive detectam aumento do consumo de ar comprimido no ciclo-padrão, que pode ser causado por fugas, e indicam quando a produção, em estado de espera, interrompe o fornecimento de ar comprimido a fim de evitar consumo desnecessário.

O gerente explicou ainda a Internet das Coisas na Indústria 4.0, em que objetos terão conexão direta com a internet, enviando e recebendo dados que auxiliarão na identificação de necessidades, otimização de recursos e tomada de decisões. “Máquinas poderão analisar dados e reajustar o processo para tornar-se mais eficientes, seguras e confiáveis”, disse Santos. “No caso de maquinário decisivo do processo necessitar de manutenção, o fluxo de produção determinado por algoritmos existentes nas máquinas será desviado para outras, que poderão compensar a deficiência.”

Implantando a Indústria 4.0 no Brasil

Segundo Carlos Cesar Aparecido Eguti, pesquisador e pós-doutorando do Centro de Competência em Manufatura – CCM/Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA, onde estuda o tema Indústria 4.0, a corrida para definir a Indústria 4.0 já começou, e o Brasil apresenta um panorama positivo porque tem parque industrial misto com empresas de origem europeia, norte-americana e outras. “De acordo com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, o Brasil é o país que mais possui empresas de origem alemã, são 1.200, e isso cria um alinhamento muito grande com os conceitos do Deutsche Forschungszentrum für Künstliche Intelligenz GmbH – DFKI, que cunhou o tema Indústria 4.0 em 2011”, contou. “Muitas empresas já estão formando clusters para debater esse tipo de ‘comunicação das coisas’, mas nada surpreende ainda. Com certeza a heterogeneidade de empresas no Brasil pode contribuir, mas ainda não temos uma frente de ação unificada para isso. De qualquer maneira, essa revolução agora passa por aqui e ainda temos chance de pelo menos participar disso.”

As três principais mudanças para a prática da Indústria 4.0 no País, na opinião do gerente da Festo, envolvem desafios tecnológicos, organizacionais e de capacitação.

Tecnológico: destaque para a infraestrutura adequada ao grande volume de dados necessários para a comunicação com clientes e fornecedores e entre equipamentos capazes de realizar o autoajuste do processo produtivo. A internet será o canal por onde trafegará toda a informação necessária para os processos de vendas, logística e produção.

Fabrício Junqueira complementou que será preciso uma infraestrutura similar à da Coreia do Sul, onde um usuário comum consegue contratar velocidades reais na casa dos Gigabits, ou seja, será necessário que as empresas disponibilizem infraestrutura para Terabits ou mais. “A Fapesp, por volta de 2002, lançou um projeto de pesquisa chamado TIDIA-KyaTera, que era nesse sentindo”, lembrou. Além disso, reforçou que, visto as empresas e os equipamentos necessitarem se comunicar via internet, é necessário garantir que não sofrerão ataques e que as informações trocadas entre eles não sejam acessadas por pessoas desautorizadas.

Organizacional: para a adaptação da produção às necessidades dos consumidores, as empresas necessitarão desenvolver novos modelos de negócio, em que a personalização de produtos e serviços será a regra, e a velocidade para atender o pedido será fator crítico para a competitividade, exigindo novas formas de trabalho com menor interferência humana e alta confiabilidade nos processos produtivos e logísticos. Com isso, novas regras serão necessárias para reger as relações de consumo, por exemplo, como tratar a devolução desses itens? Outra demanda organizacional está relacionada com a necessidade de se estabelecer inúmeros padrões técnicos que possibilitarão o fluxo de informação desde o cliente até as máquinas de produção; o estabelecimento desses padrões passa por um complexo e amplo processo de normalização de equipamentos, protocolos de comunicação, identificação de produtos, rastreabilidade, etc., que serão desenvolvidos a partir da cooperação de empresas, inclusive concorrentes.

Capacitação: necessidade de novos perfis profissionais nas diversas fases do processo, começando por vendas, os quais precisarão atuar como verdadeiros consultores dos clientes. Com isso, o conhecimento de necessidades passará a ser o diferencial competitivo. Na indústria, serão necessários especialistas em sensores, redes industriais, comunicação e tecnologia da informação. O processo logístico será personalizado e demandará planejamento ainda mais complexo e eficiente para atender pequenos pedidos em prazos menores.

Para Junqueira, a Indústria 4.0 é uma ótima oportunidade para pequenas e médias empresas, no entanto não dá mais para o governo negligenciar a educação. “Se não qualificarmos as pessoas – e isso vem do ensino fundamental –, não vamos conseguir acompanhar o resto do mundo industrializado e continuaremos sendo fornecedores de commodities”, declarou. “Já os empresários não podem esperar que o governo faça tudo. Por um lado, devem cobrar o governo, por outro, se engajar no processo de capacitação.”

Automação e robótica ganhando mais espaço

Com o objetivo de promover e ampliar a utilização de robôs e sistemas de automação nos processos de fabricação de pequenas, médias e grandes empresas, a Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – CSMF da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq formou o Grupo de Trabalho de Robótica e Automação.Empresas de automação, integradores de robôs, fabricantes de máquinas nacionais e filiais brasileiras das indústrias de robôs participam do grupo, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Segundo a Abimaq, o banco tem interesse em desenvolver um programa dentro do ProBK que facilite a aquisição por meio de financiamentos para promover a melhoria dos processos nas linhas de montagem.

O uso de robôs na cadeia produtiva contribui para acelerar o processo de modernização de fábricas, automatizando os mais diversos tipos de aplicações. De acordo com a ABB, empresa mundial de tecnologias de energia e automação, as dez principais razões para investimentos em robôs são: aumento de produtividade, redução dos custos operacionais, melhoria da qualidade do processo, aumento da segurança do trabalho, maior flexibilidade na fabricação de produtos, redução do desperdício de material e aumento do rendimento, queda da rotatividade e dificuldade de recrutamento de trabalhadores, economia de espaço, diminuição dos custos de capital (ex. estoques) e melhoria da qualidade de trabalho para os funcionários.

Na edição de agosto, alguns robôs, como os colaborativos, podem ser vistos despontando como realidade tecnicamente amadurecida. Fazem parte de um novo conceito que ganha força e aos poucos é incorporado aos processos produtivos. Uma corrida tecnológica está em curso. É preciso se atualizar sobre o desenvolvimento de novas tecnologias e conhecer soluções inovadoras que possam contribuir para tornar os processos produtivos cada vez mais eficientes.

Carlos Cesar Aparecido Eguti escreveu exclusivamente para NEI um artigo sobre a evolução industrial do século XVIII até a Indústria 4.0.

 


Eletroeletrônica: setor deve receber R$ 28 bi de investimentos entre 2015 e 2018

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES estima investimento de R$ 28 bilhões no Complexo Eletrônico entre 2015 e 2018, o que representará crescimento real de 25,9% em relação ao montante aplicado de 2010 a 2013. O Complexo Eletrônico envolve a indústria eletroeletrônica, que engloba componentes eletrônicos, eletrônica de consumo, equipamentos eletrônicos e de comunicação, automação industrial e informática; e também a indústria de software e serviços de Tecnologia da Informação.

No total, os investimentos na economia brasileira devem exceder R$ 4,1 trilhões no período, segundo a pesquisa do banco, nomeada “Perspectivas do investimento 2015-2018 e panoramas setoriais”. Esse valor é 17% superior ao investido entre 2010 e 2013. A indústria deve receber R$ 909 bilhões, 18,5% a mais que no período anterior. No atual quadriênio os investimentos são mais intensivos em tecnologia e menos em capital, visando, inclusive, à pesquisa e ao desenvolvimento de novos produtos.

No mercado de equipamentos do Complexo Eletrônico, segundo o estudo, o valor agregado se concentra cada vez mais nos componentes estratégicos dos produtos, isto é, em chips (circuitos integrados) e displays, porém para explorar o mercado de microeletrônica e displays, os investimentos são grandiosos (bilhões de dólares) e a qualificação tecnológica é um desafio, com muitos riscos. Cada vez mais a eletroeletrônica se beneficia dos recursos da informática.

Informa o relatório que os chips concentram a “inteligência” dos produtos na medida em que vão se tornando mais integrados, reunindo em um único componente: microcontroladores, processadores de dados e imagens, sensores e memória, entre outros. Há poucos anos, essas atribuições eram distribuídas entre diversos componentes. Desse modo, concluiu o estudo, o valor agregado na cadeia de bens eletrônicos se concentra mais a cada dia nas empresas que projetam e fabricam chips.

Uma das tendências dos chips é a miniaturização, a fim de permitir que a eletrônica esteja embarcada em todos os itens, incluindo eletrodomésticos e roupas, seguindo a tendência da Internet das Coisas. Além do tamanho, evoluem para utilizar cada vez menos energia, pois um dos grandes desafios para a expansão da eletrônica está em como carregar tantos dispositivos diferentes com chips embarcados. Há também a tendência de uso de novos materiais em chips e displays e formas de fabricação, saindo do modelo-padrão da utilização do silício e processos de difusão e deposição de gases em salas limpas e direcionando-se para a eletrônica orgânica, isso é, com base no carbono, cujos processos fabris associados exigem menor investimento em capital, o que pode mudar o padrão de concorrência no futuro, informa a pesquisa do BNDES

No futuro breve, a eletroeletrônica se beneficiará também da Indústria 4.0 (entre os conceitos estão o uso intensivo de robôs e o fluxo de dados proporcionado pela conectividade de pessoas e coisas), que proporcionará a criação de cadeias de suprimento mais flexíveis, adaptáveis e capazes de produzir produtos customizados em massa, tendendo a trazer a manufatura novamente para locais mais próximos aos mercados consumidores, impactando a divisão de trabalho da economia mundial, conforme consta no relatório.

Para esse novo cenário, lembra o estudo, a infraestrutura deverá ser capaz de armazenar (cloud computing), processar (alto desempenho computacional) e comunicar (ultrabanda larga) elevada quantidade de dados, disponibilizando-os em todo lugar (celulares, tablets, carros, eletrodomésticos, robôs, sensores) e por qualquer meio (redes de satélites, fibra óptica, sem fio e metálicas cabeadas). Um volume de dados da ordem de terabits exigirá o desenvolvimento de novos sistemas computacionais, elementos de rede, meios de comunicação (intenso uso da fotônica), elementos de armazenamento de dados e computadores com alto paralelismo e poder de processamento.

Na pesquisa do banco consta a afirmação de que o Complexo Eletrônico tem sido recorrentemente um dos focos estratégicos de políticas de desenvolvimento econômico nacional. Iniciativas atuais de destaque são o Plano TI Maior e a Portaria 950 do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que aumenta os benefícios fiscais da Lei de Informática para os produtos que, além de fabricados no Brasil, forem desenvolvidos localmente.

Cada vez mais a informática está associada à indústria eletroeletrônica. Já fazendo uso ou não da informática, há 60 novos produtos de eletroeletrônica para otimizar seus processos na seção de Eletroeletrônica no NEI.com.br.

E muito mais novidades você encontrará nas próximas edições da Revista e no site NEI, já que a Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções visitará neste mês a 28ª FIEE – Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia e Automação, entre os dias 23 e 27, no Anhembi, em São Paulo – SP, para levar a você as informações técnicas dos lançamentos do setor. São cerca de 700 expositores nacionais e internacionais, representando mais de 1.400 marcas, que apresentarão suas novidades para um público esperado de 60 mil compradores.

Uma das novidades da feira é a setorização com sinalização diferenciada para os quatro setores macro (equipamentos industriais, eletrônica, automação e energia). As outras são: Ilhas Temáticas, apresentação prática das tecnologias em espaços reservados em cada setor; showroom de lançamentos na entrada da feira; e workshops gratuitos em pequenos auditórios para mostra de produtos/serviços. Para completar as atrações, nos mesmos dias em que ocorrerá a FIEE, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee realizará no hotel Holiday Inn Parque Anhembi, o Abinee TEC 2015 – Fórum de Sustentabilidade, Energias Alternativas e Eficiência Energética. Serão abordados os temas: aperfeiçoamento do setor elétrico brasileiro, eficiência energética e segurança das instalações, Lei de Informática, inovação, startups, sustentabilidade e futuro das micros, pequenas e médias empresas no Brasil.

Projeções econômicas para 2015

Dada a necessidade de ajustes na economia do País, para 2015 o setor não projeta aumentos significativos nos negócios, segundo a Abinee. O faturamento deverá apresentar crescimento nominal de cerca de 2% em relação a 2014, somando R$ 163 milhões, sendo modesto em todas as áreas.

As importações deverão ficar no mesmo patamar de 2014, atingindo US$ 41,9 bilhões, influenciadas pela estabilidade esperada para o mercado interno. Por sua vez, as exportações deverão ficar 1% abaixo das realizadas em 2014, registrando US$ 6,6 bilhões. Os investimentos do setor em 2015 ficarão 2% acima em relação aos de 2014, de R$ 4 bilhões, e o número de empregados permanecerá em 175 mil.

Projeção para var. % do faturamento nominal do setor

2015 x 2014

Áreas                                          Var %

  • Automação Industrial                                           6%
  • Componentes Elétricos e Eletrônicos             5%
  • Equipamentos Industriais                                   6%
  • GTD                                                                              -4%
  • Informática                                                                0%
  • Material Elétrico de Instalação                         6%
  • Telecomunicações                                                  4%
  • Utilidades Domésticas                                           2%
  • Total                                                                              2%

Inovações para monitoramento de processos

Novos sensores inteligentes que operam em “tempo real”, softwares de previsibilidade e simulação e união das tecnologias da Informação e Automação são as tendências para o setor de instrumentação e controle, observadas por docentes e profissionais da área. Com esses temas, NEI Soluções abre a seção de Instrumentação e controle, da edição de agosto, com 70 novos produtos que podem otimizar os processos produtivos.

Para Luiz Tadashi Akuta, gerente de novos negócios da Mitsubishi Electric do Brasil, com o advento da banda larga de dados cada vez mais rápida e sistemas mais robustos, pode-se vislumbrar uma série de soluções nas quais sensores de diferentes grandezas informam em “tempo real” as condições de um sistema ou ponto a ser monitorado.

“Há alguns anos as variáveis como temperatura, pressão e posição eram tratadas como diversos tags em tempos diferentes; agora, com a velocidade e a grande disponibilidade de redes de alta performance no chão de fábrica, podem-se obter diversos dados no mesmo time stamp”, explicou Akuta. “Dia a dia diversos sensores são disponibilizados ao mercado, como de olfato, visão 3D e tato.”

Além disso, segundo ele, em conjunto, a tendência é trabalhar com software de previsibilidade e simulação, diminuindo os custos e o tempo para desenvolver novos produtos. “Previsibilidade, ‘tempo real’ e sensorização diferenciada devem romper diversos paradigmas de criação de produtos e processos”, reforçou o gerente.

Para exemplificar, Akuta informou que novos sensores e softwares de previsibilidade revolucionam o setor de comidas pré-prontas, criando produtos mais elaborados e gostosos, pois a produção de uma receita correta segue as diversas condições de temperatura, pressão e umidade, que são ajustadas em “tempo real”. “Muitas variáveis do ambiente modificam o resultado final e sempre o processo deve ser acertado”, ressaltou. “Com todas essas tecnologias abordadas e sensorização sofisticada, isso está ficando automatizado de verdade.”

Complementando o debate sobre sensores, Nestor Roqueiro, engenheiro eletrônico, mestre em engenharia elétrica e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, informou que cada vez mais se utilizam técnicas de miniaturização (micromecânica e microeletrônica) que permitem diminuir os custos e ampliar o uso de sensores para monitoramento e controle. De acordo com ele, os atuadores passam por processo semelhante. “No relativo a controle, cada vez mais é possível tratar problemas multivariáveis, que são sistemas com várias variáveis controladas e várias manipuladas, e não lineares devido ao baixo custo de processadores potentes”, destacou.

Para Roqueiro, pode-se ver o avanço tecnológico e em pesquisa nas aplicações automotivas com freios antitravamento, controle de tração e controle de estabilidade, que requerem sensores atuadores e sistemas de controle avançados (relativo a problemas que não podem ser solucionados com um PID). “Rapidamente estão deixando de ser itens exclusivos de carros de luxo.”

União da TI com a TA

Marcos Hunold, professor do curso de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Mauá de Tecnologia, afirmou que, para evoluir, a área de instrumentação e controle industrial precisa ajustar a questão da transferência de informações, o que integra os sinais dos sensores mencionados anteriormente. Segundo ele, diversos dados de processos estão estagnados em “ilhas de informações” dentro das várias instalações de uma unidade industrial, não sendo trocados de forma adequada para otimizar os processos como um todo. Com isso, perde-se muito em eficiência e produtividade.

“No entanto, existe uma novidade, que é a utilização da Tecnologia da Informação – TI, agregada aos sistemas de controle já existentes para integrar as diversas áreas do processo, manutenção, qualidade e fornecimento da matéria-prima ao estoque, unindo fornecedores e clientes, que passam a utilizar diversas ferramentas de análise do processo, qualidade e gerenciamento da produção para aumentar os ganhos”, contou Hunold. “Resumindo, hoje se indica a utilização da TI e da Tecnologia da Automação –TA para realizar a integração total do processo e eliminar as ‘ilhas de informação’.”

O docente acrescentou que outro tema em destaque na área é a incorporação da arquitetura orientada a serviços chamada Web-services em vez de Client-server. “Nessa configuração, diversos aplicativos da área de gestão, gerenciamento da produção e qualidade podem funcionar em Cloud Computing a partir de informações integradas do processo vindas da instrumentação e controle e das demais áreas de uma indústria”, explicou.

A indústria eletroeletrônica e o segmento de automação

Para 2013, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee projetou crescimento do setor como um todo de 8%, e faturamento de R$ 155,7 bilhões. Os investimentos deverão aumentar 3%, alcançando R$ 3,9 bilhões, ou seja, 2,5% do faturamento do setor.

Só para o segmento de automação industrial, que também envolve a área de instrumentação e controle, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 4,39 bilhões, aumento de 12% em relação a 2012, que fechou com R$ 3,9 bilhões. Das oito áreas englobadas pela Abinee, a associação estima que o segmento de automação industrial, com o de equipamentos industriais, terá o maior aumento de faturamento do ano. Desde 2009, o segmento de automação está em crescimento.

Segundo Jones Clemente Camilo, engenheiro especialista de produtos da Altus Sistemas de Automação, empresa parceira da International Society of Automation – ISA (América do Sul, Distrito 4), nos últimos anos o crescimento da área de instrumentação e controle, baseado nos números do segmento de automação, foi motivado principalmente pelas obras de indústrias e infraestrutura, investimentos da Petrobras na área de exploração e produção de petróleo no pré-sal, maior número de concorrentes diretos, concorrentes multinacionais aumentando o poder fabril local e crescimento esperado de cerca de 10% ao ano.


Automação integrada ganhou relevância

O desafio de interligar as atuais “ilhas de informação” nas instalações industriais, permitindo comunicação mais rápida, eficiente, segura e integrada entre os diversos processos, tem aproximado as áreas de TA – Tecnologia da Automação e TI – Tecnologia da Informação, levando ao chão de fábrica tecnologias que garantem melhor gerenciamento da produção, maior produtividade e garantia de qualidade.  

Os sensores inteligentes, a banda larga de dados, as redes de alto desempenho e os softwares de previsibilidade estão viabilizando uma série de soluções, capazes, por exemplo, de informar em tempo real as condições de um sistema ou ponto. Essas tendências, que podem impactar positivamente seu negócio, você confere na matéria Inovações para monitoramento de processos, que traz a opinião de especialistas sobre as tecnologias mais recentes aplicadas ao setor, além de um seleto grupo de instrumentos e equipamentos de medição e controle pesquisados por NEI Soluções nos mercados nacional e internacional.  

Cada vez mais, os instrumentos de medição estão presentes nas diversas áreas da indústria, seja nos setores de produção, controle de qualidade, logística e manutenção. Suas tecnologias renovam-se com rapidez, por isso NEI Soluções mantém uma pesquisa constante das novidades desse setor, mensalmente disponibilizadas no espaço editorial de NEI.

Aqui e na Revista NEI, você também poderá ler o artigo sobre o primeiro transistor 3D construído no Brasil, numa parceria entre a USP, Unicamp e FEI, abrindo novas possibilidades para a geração futura de celulares, tablets e outros equipamentos que exigem grande capacidade de memória e elevadas velocidades.

O tablet, por exemplo, representava, há apenas 3 anos, 1% do mercado  brasileiro; este ano, chegará a 30%. O smartphone, que detinha 9% do total do mercado de celulares em 2010,  no Brasil deve atingir, em 2013, 44%. Esses dados, apresentados durante o seminário Perspectivas para o setor de TI por Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee, revelam a revolução que está acontecendo na comunicação pessoal, e que começa no chão de fábrica, com a adoção de novas tecnologias.


Governo apresentará novo Programa Nacional de Nanotecnologia em agosto

Previsto para ser lançado na segunda quinzena de agosto, o novo Programa Nacional de Nanotecnologia priorizará pesquisas em nanociência para sensores, dispositivos, materiais e compósitos, que serão feitas nos 26 laboratórios que compõem o Sistema Nacional de Laboratório em Nanotecnologia – SisNano.

Flávio Plentz, coordenador-geral de Micro e Nanotecnologias do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI, destacou que o foco no desenvolvimento dos laboratórios é atualmente a etapa mais importante na área de nanotecnologia para o País ter estrutura para competir internacionalmente na pesquisa científica.

“Vai modificar muito o ambiente da nanotecnologia no Brasil, porque agora eles [os laboratórios] estarão à disposição para desenvolvimento e terão o compromisso de ser laboratórios abertos, onde as pessoas poderão contratar desenvolvimento ou colocar suas equipes lá dentro fazendo o desenvolvimento”, disse Plentz. Segundo ele, os laboratórios que fazem parte do SisNano receberão recursos para ser usados por pesquisadores, grupos de pesquisas e empresas.

O dinheiro que será aplicado está em análise, porém neste ano já são investidos R$ 38,9 milhões diretamente nos laboratórios, além de R$ 9 milhões para que grupos de pesquisas façam parte do Sistema Brasileiro de Tecnologia – Sibratec. Para 2014, estão previstos R$ 20 milhões para o setor.

De janeiro a maio, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES investiu R$ 1,5 bilhão, por meio do Programa de Sustentação do Investimento, em  inovação, área que engloba a nanotecnologia.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Feimafe 2013: as novidades da Bosch Rexroth

A Bosch Rexroth apresentará na Feimafe 2013, que acontece no Anhembi (SP) entre os dias 3 e 8 de junho, sua linha mais moderna em termos tecnológicos para o mercado de máquinas-ferramenta. O stande da Bosch estará localizado na rua L78.

Um dos destaques da empresa será a Prensa Eletrônica, que possui capacidade de carga de 2,0 toneladas e estará em operação simulando o processo produtivo. Equipada com soluções e acessórios Rexroth, a máquina conta com servomotores, fusos de esferas, IHM e drive com CLP de segurança incorporado, garantindo baixo nível de ruído, flexibilidade no processo e máxima precisão. Atende as exigências da NR12.

bosch1Outro destaque é o comando IndraMotion MTX Micro. O conjunto é constituído por uma interface IHM personalizada e um controlador compacto multieixo com capacidade de controle do CNC e PLC, o que reduz o espaço utilizado no painel elétrico, bem como organiza o cabeamento dos eixos da máquina. Desenvolvido para aplicações em tornos e fresadoras padronizadas e em máquinas seriadas, seu uso é específico para o mercado de máquinas-ferramenta com aplicações de até 6 eixos controlados.

 

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A linha de filtros da Bosch oferece o padrão DIN 24550 ou intercambiáveis com os principais concorrentes do mercado. A Rexroth possui filtros de linha de alta, média e baixa pressão, filtros de ar absolutos ou com sílica gel, filtros de retorno, sucção, simples e duplos e sistemas off-line.

 

 

bosch3O CLP de Segurança SafeLogic Compact é indicado para um processamento lógico seguro em máquinas de pequeno e médio porte. O comando pode ser expandido à medida que a quantidade de periféricos aumenta. Blocos funcionais previamente definidos e uma programação gráfica simplificam a configuração e aceleram o processo de comissionamento. Atendendo as normas ISO 13849 PL e/Cat. 4 e IEC 62061 SIL3, tem subsistemas elétricos, hidráulicos ou pneumáticos.

 

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Com o intuito de possibilitar ao cliente um controle produtivo e qualitativo no processo de aperto, a Rexroth desenvolveu a parafusadeira 350 IL. De uso industrial para controle de torque, ângulo, Yield Point, o principal diferencial da parafusadeira 350 IL é a inclusão de um controlador tipo CLP, que permite ao usuário efetuar pequenas automações industriais e dispensar a utilização de controladores externos, economizando assim custos e espaço nos painéis elétricos.

 

 

bosch5Os sensores de fluxo série AF1 comparam constantemente os valores reais de um sistema com os valores programados, permitindo que o usuário controle os volumes de vazão e detecte vazamentos. Os volumes de vazão são determinados pelo sensor AF1, usando o diferencial de pressão entre os dois pontos de medição interna, sendo então mostrados no display. Dentre os benefícios, destacam-se: precisão no fornecimento de ar comprimido em função da demanda, economia de energia através do monitoramento contínuo e fácil integração nas unidades de manutenção da série AS.


Com a compra de uma de suas distribuidoras no País, Sick criará vagas de empregos

A empresa alemã de sensores Sick acaba de adquirir uma de suas distribuidoras e prestadoras de serviços no Brasil, a Ação Solução em Sensores, localizada em Porto Alegre – RS, com quem mantinha relações comerciais desde 1999. Os 30 funcionários se integram à Sick, que pretende ampliar no próximo ano o quadro de funcionários. No total são 12 distribuidoras da marca no Brasil, e essa é a primeira vez que a companhia compra uma de suas distribuidoras no País.

“Essa aquisição é um componente importante da nossa estratégia de negócios na América do Sul”, declarou Markus Vatter, membro da diretoria de finanças e TI da Sick. “A compra foi também uma reação ao crescimento econômico contínuo do Brasil e às oportunidades de mercado”, completou Sidnei Ivanof, gerente-geral da empresa no País. Em 2012, a companhia atingiu volume de vendas de 950 milhões de euros.


Fábrica de sensores de temperatura é inaugurada em São Caetano do Sul (SP)

Após investir cerca de R$ 1 milhão em aquisição de tornos, estufas e fresas, a Contemp, fabricante brasileira especializada em soluções e instrumentos para medição, controle e monitoramento de processos industriais, inaugurou neste mês sua nova fábrica de termopares e termorresistências. Construída em área de 550 m², a nova planta está localizada a poucos metros da matriz, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

Com a nova fábrica, a expectativa da empresa é de aumentar 50% seu faturamento no primeiro ano de funcionamento e, ao final do segundo ano, ter triplicado as vendas. “Há muito tempo o mercado de sensores de temperatura no Brasil vive uma carência de opções, seja para pequenos ou grandes consumidores. Além disso, não havia quem fornecesse um serviço de suporte à engenharia voltado às empresas de projetos por meio de uma equipe de consultores técnicos realmente qualificada. Como os sensores de temperatura são muitas vezes utilizados para monitorar temperatura de locais onde  a confiabilidade é crucial, marcas novas ou pouco conhecidas dificilmente têm espaço”, analisa Eduardo Toselli, coordenador da nova fábrica da Contemp.

Empresas do setor químico, petroquímico e de petróleo & gás serão os principais clientes da nova fábrica, segundo a empresa.

Para mais informações sobre termopares, acesse aqui.