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Sequenciamento das ordens de produção e sistema de métrica quantitativa a favor da excelência operacional

8, julho, 2013 Deixar um comentário

Marcelo Pinto, diretor da PPI-Multitask, durante o Congresso Fispal Tecnologia 2013, falou sobre soluções de APS e MÊS, fundamentais, segundo Marcelo, para automatizar os processos de produção no chão-de-fábrica e atingir a excelência operacional. “Embora os sistemas de ERPs englobem todos os dados e processos de uma organização em um único sistema, infelizmente, não conseguem lidar com a dinâmica do ambiente produtivo e não atendem as necessidades do chão- de- fábrica. Por isso a importância de sistemas complementares, como o Advanced Planning and Scheduling Systems – APS, que faz o sequenciamento das ordens de produção e geram programas de produção realistas e altamente confiáveis”, disse.

Marcelo Pinto também abordou a questão do Overall Equipment Effectiveness – OEE, sistema de métrica quantitativa que, segundo ele, tem sido cada vez mais utilizado na indústria, não somente para controlar e monitorar a produtividade dos equipamentos de produção, mas também como um indicador e um condutor no processo de melhorias de desempenho. Nesse contexto, o OEE é capaz de medir o desempenho, identificar oportunidades de desenvolvimento e direcionar o foco dos esforços de melhoria nas áreas relacionadas com o equipamento ou processo de produção.

Outro conceito indicado para melhorar a capacidade produtiva e operacional é o de Capabilidade do Processo – CP. Segundo o executivo, esse conceito mensura parâmetros de produção, tanto para a indústria atender normas e exigências de agências reguladoras, quanto para evitar desperdícios.

Sistemas MES, que conversa com todos esses indicadores e faz o gerenciamento e controle da produção, foi também citado para complementar e reforçar a solução.


Tetra Pak compra empresa norte-americana

A Filtration Engineering, sediada na cidade de Minneapolis, EUA, foi adquirida pela Tetra Pak. A companhia privada criada em 1982 é especializada na concepção, construção e comissionamento de sistemas de membranas de filtração utilizados nas áreas de produção de leite e soro de leite e em sistemas de tratamento de resíduos especializados. 

As empresas são parceiras há dez anos. De acordo com Tim High, vice-presidente de sistemas de processamento da Tetra Pak, essa aquisição fortalecerá o portfólio de produtos, soluções e serviços.


Automação – Cresce emprego da rede Ethernet

A automação no chão de fábrica requer cada vez mais instrumentos, dispositivos e sistemas que garantam a segurança, a modernização tecnológica em todas as fases da produção e a qualidade de processos, além de manter padrões elevados de produtividade.

Para isso, em uma camada superior da chamada pirâmide da automação, que ilustra os diferentes níveis da automação em plantas industriais, destaca-se a interligação dos controladores via redes locais (LANs) com computadores que executam softwares supervisórios (SCADA) para o gerenciamento de variáveis do processo (TAGs), alarmes, gráficos de tendência, receitas, relatórios, bases de dados, etc. Essa é a explicação de Renato Ely Castro, engenheiro elétrico, professor da Faculdade Senai de Tecnologia de Porto Alegre (RS), especialista em automação industrial e mestrando em engenharia elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Nesse aspecto cresce, em ritmo acelerado, o emprego da rede Ethernet associada ao protocolo TCP/IP em aplicações de tempo real próprias dos sistemas automatizados”, comentou o engenheiro.

Segundo ele, atualmente mais de 23% dos nós de rede industriais são baseados em uma variante da Ethernet. “Esse cenário contempla funções de controle de movimento sincronizado e preciso de múltiplos eixos, automação predial (monitoramento, controle de acesso, condicionamento do ar – HVAC e iluminação), transmissão de dados e potência sobre a rede (PoE), comunicação integrada e normatizada para diagnóstico, otimização, monitoração e controle eficiente de sistemas de produção, manutenção remota, links de E/S, gerenciamento de ativos, identificação por radiofrequência (RFID), dispositivos móveis para sistemas SCADA, distribuição inteligente de potência (smart grid), assim como utilização no controle de processos críticos no tempo via controladores de automação programáveis – PACs.”

A ampla gama de funcionalidades exige cada vez mais normatização associada. De acordo com Castro, nesse cenário, a norma IEC 61131 representa um balizador importante na especificação do hardware e software dos controladores, preconizando a modularização, a estruturação e a reutilização de software com o auxílio, por exemplo, de conceitos de Programação Orientada ao Objeto – POO e ferramentas de modelagem, como o Linguagem de Modelagem Unificada – UML. “A portabilidade de software entre fabricantes distintos passa a ser demandada. Além disso, cada vez mais os ambientes de programação – PSEs, que são utilizados para desenvolver programas aplicativos para os controladores, aumentam sua aderência à referida norma, por meio da padronização das linguagens de programação. A adoção de sistemas abertos para as redes de campo é outro exemplo em um mercado onde a interoperabilidade de hardware torna-se cada vez mais exigida”, disse o especialista.

Para ele, outras normas que merecem destaque são IEC 61499, IEC 61784-2, IEC 62443 e IEEE 802.11 e IEEE 802.15.

Dados do setor
Para 2012, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee projetou 5% de crescimento no faturamento do setor como um todo, resultando em R$ 145,5 bilhões.

Só para o segmento de automação, a previsão de 2012 foi de R$ 4,097 milhões, aumento de 10% em relação a 2011. Das oito áreas englobadas pela Abinee, a de automação industrial deve ser, em relação aos valores do ano passado, a que terá o terceiro maior crescimento no faturamento, ficando atrás de telecomunicações, com 23%, e geração, transmissão e distribuição de energia elétrica – GTD, com 18%.

Na área de automação, a variação do faturamento do primeiro semestre de 2012 em comparação ao primeiro semestre de 2011 foi de 13%.

 

Exportações e importações
As exportações para 2012 da indústria elétrica e eletrônica deverão atingir US$ 8,200 bilhões, mesmo valor de 2011, enquanto é previsto crescimento das importações de cerca de 9%, chegando aos US$ 44,5 bilhões.

Quanto às exportações da área de automação, no primeiro semestre de 2012 elas registraram US$ 279 milhões e no mesmo período de 2011, US$ 250 milhões, variação de 11%. Em 2011, o total foi de US$ 543 milhões. Já as importações: US$ 2,007 milhões no primeiro semestre de 2012 e US$ 1,834 milhão no primeiro semestre de 2011, crescimento de 9%. O ano de 2011 fechou com US$ 3,882 milhões.

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Empresa de SC produz sistema de exaustão para veículos pesados conforme Proconve P-7

Os novos veículos a diesel de carga ou passageiros, desde 1º de janeiro, devem obedecer às exigências da fase P-7 do Programa Nacional de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – Proconve, do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), equivalente à norma europeia Euro V. Para atender as novas regras, a Tuper, localizada em Santa Catarina, iniciou a fabricação de sistemas para pós-tratamento que possibilitam reduzir 60% da emissão de óxido de nitrogênio e 80% de outros gases.

Para isso, o investimento chegou a R$ 24 milhões. A empresa introduziu uma linha robotizada em sua fábrica, ampliou em mais de quatro mil m2 sua unidade de sistemas de exaustão e fez parceria com companhias estrangeiras. Além dos robôs, adquiriu prensas, calandra com comando numérico, máquina de solda a Laser e uma máquina que possibilita que cada conversor catalítico seja produzido de acordo com as dimensões do monolito cerâmico, que é montado dentro do catalisador.


IMTS 2010 – o show da tecnologia metalmecânica

Em Chicago, EUA, acontece esta semana a IMTS – International Manufacturing Technology Show 2010, uma das mais importantes feiras da  metalmecânica.

O evento reúne cerca de 1.200 expositores de diversos países e ocupa os quatro pavilhões do McCormick Place, um centro de convenções com mais de 240 mil metros quadrados. É um show de tecnologias que abrange as inovações em usinagem, corte de metais, ferramentaria, eletroerosão, limpeza, componentes de máquinas, instrumentação, controles e sistemas CAD-CAM, entre outras. As empresas se prepararam bem para esse evento, que marca o reaquecimento do setor depois da crise econômica que abalou a economia norte-americana com repercussões globais. 

O estilo norte-americano de organizar feiras é visível na espetacularização de vários estandes como recurso para atrair os visitantes da feira. Os robôs se tornam malabaristas para mostrar versatilidade, carros e até um avião estão em exposição valorizar as tecnologias inovadoras desenvolvidas para o setor automobilístico e aeroespacial. 

Os conceitos de sustentabilidade influenciaram fortemente a indústria e eles surgem nesta IMTS no lançamento de inúmeros “ produtos verdes” . Visível também a reafirmação da tendência de desenvolvimento de máquinas “high speed” de altíssima precisão.

Para melhor valorizar a modernidade da indústria os organizadores montaram o American Precision Museum, onde os 90 mil visitantes esperados até o final da semana podem ver e comparar  as máquinas pioneiras da industrialização com as atuais e observar o desenvolvimento tecnológico alcançado. Uma comparação com o passado sugerindo ao mesmo tempo um processo de desenvolvimento permanente que tornará a IMTS 2010 parte da Historia quando chegar a IMTS 2012. quando ela será reaberta no McCormick Place já uma nova feira, a Industrial Automation North América, resultado de parceria estratégica entre os europeus da Deutsche Messe AG e a AMT-Association for Manufacturing Techonology. Um novo teste para o estilo americano de fazer, visitar e sobretudo, comprar e vender nas feiras.

Eliane Oliveira, de Chicago, EUA, especial para Sistema NEI