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Novos robôs trazem maior segurança e elevam desempenho dos processos

Entre as inovações para a indústria mecânica global estão novidades na área de robótica. Um dos exemplos é uma série de robôs redundantes, que contêm mais eixos que o robô comum, e com sentido sensorial para segurança, podendo operar de forma cooperativa em ambientes com humanos, informou Tarcisio Antonio Hess Coelho, coordenador e professor do curso de engenharia mecatrônica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP, doutor em engenharia mecânica e membro dos comitês técnicos Robotics e Multibody Dynamics da International Federation for the Promotion of Mechanism and Machine Science.

Um modelo recém-lançado, com capacidade de carga de 7 ou 14 kg, é constituído por apenas um braço com sete eixos de movimentação e sofisticado controle de força, tornando eficiente e mais segura a interação com os operários. “Um parâmetro de desempenho desse robô é a relação entre a capacidade de carga e sua massa total que é de aproximadamente 0,5, o que normalmente, nos convencionais, é de 0,07”, comentou o docente. Também já estão disponíveis modelos de dois braços com sete eixos cada, que, além de trabalharem de forma cooperativa, são seguros para interagir com humanos.

Além dos redundantes e de interação intuitiva, o professor destacou que atualmente nota-se aumento da participação dos robôs manipuladores com estrutura mecânica paralela nos diversos setores produtivos, como automotivo, aeroespacial, alimentício e farmacêutico. “Esse tipo de estrutura permite a elevação do desempenho, principalmente em relação à velocidade de movimentação da ferramenta”, contou. Segundo ele, as garras de alguns alcançam 10 m/s, atingindo aceleração de 150 m/s2, sendo, portanto, adequados para operações de montagem, manuseio ou empacotamento.

E ainda há os modelos de cinco eixos, que possuem topologia híbrida combinando duas estruturas mecânicas, a paralela e a serial. “Em relação ao desempenho, têm volume de trabalho signi­ficativo, com repetitividade de 10 micrometros, adequada para operações de fresamento e soldagem por atrito”, disse Hess Coelho, completando que empresas dos setores automotivo e aeronáutico, como GM e Boeing, já utilizam essas máquinas tendo em vista sua capacidade de gerar componentes com geometria complexa.

De acordo com o docente, por enquanto poucas empresas no mundo, localizadas na Alemanha, Suécia, Japão e Estado Unidos, detêm a tecnologia para o desenvolvimento desses equipamentos. “Enquanto isso, nas universidades brasileiras diversas pesquisas são conduzidas para o desenvolvimento de robôs, com propósitos diversos, desde para atuar no setor industrial e exploração de petróleo até para reabilitação motora”, comentou o professor. “No entanto, o tempo para o desenvolvimento experimental normalmente é longo, uma vez que há dificuldades associadas à importação de motores, redutores e outros componentes especiais.”

Além dos robôs, especialistas em mecânica apontam as impressoras 3D de produtos metálicos como tendência no setor. Segundo Anna Carla Araujo, engenheira mecânica, professora do Departamento e Programa de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica e Coppe – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisadora de usinagem e processos fabris, até pouco tempo havia muita dificuldade para se realizar prototipagem rápida com metais, mas agora é uma realidade. Porém, de acordo com a docente, essa manufatura aditiva ainda enfrenta os desafios de qualquer novo processo, do desenvolvimento à fabricação das máquinas com custos menores e ao estudo das propriedades das peças acabadas e suas possibilidades. E acrescentou um destaque da impressão 3D: a colaboração com o meio ambiente. “A manufatura aditiva é uma tecnologia net shape, ou seja, produz a peça no formato final com mínimo de resíduo do processo”, disse Anna, alertando: “A sustentabilidade e a preservação ambiental estão em moda há muito tempo, mas não há uma preocupação real, por exemplo, no descarte de fluidos com óleo, reutilização da energia e adaptação de itens que poderiam ser aproveitados. Preferimos descartar e comprar novidades a transformar”.

Compartilha da mesma opinião sobre a tendência da impressora 3D para metal Eraldo Jannone da Silva, professor e pesquisador do Departamento de Engenharia de Produção da Escola de Engenharia de São Carlos da USP e doutor em engenharia mecânica, acrescentando outra novidade: centro de usinagem que combina o fresamento e a manufatura aditiva por deposição a Laser. Para Silva, como ainda há poucas máquinas de manufatura aditiva disponíveis no Brasil, seria conveniente lançar linhas de financiamento para esses produtos.

Para programar suas próximas compras, conheça aqui novidades da indústria mecânica pesquisadas pela Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções no Brasil e no mundo.

O Estudo de Intenção de Compras da Indústria Brasileira 2014/2015, realizado por NEI Soluções com uma parcela de leitores da Revista e usuários do NEI.com.br, revela que nos próximos meses cerca de 1.500 pro­fissionais da indústria pretendem investir mais de US$ 500 milhões na compra de máquinas, equipamentos e componentes industriais. As máquinas operatrizes e as especiais somam 31% dessas intenções de compras; componentes mecânicos representam 9%; equipamentos para fábricas, 7%; e acessórios e ferramental para máquinas, 8%. Em suma, 55% das intenções recaem sobre produtos relacionados ao setor mecânico.

Para acessar a Revista NEI digital, basta fazer seu cadastro neste link: http://www.nei.com.br/revista/cadastro?origem=home 


Fabricante de trocadores de calor, Apema comemora 50 anos

Fundada em 1964, no bairro Santo Amaro da capital paulista, a Apema, fabricante de trocadores de calor desde 1968, celebra neste ano meio século de história, com a Petrobras entre os clientes. Instalada na cidade de São Bernardo do Campo-SP, mudança ocorrida em 1976, hoje conta com área construída de aproximadamente 11 mil m². Atualmente também produz resfriadores a ar, óleo e posteriores; radiadores aletados, condensadores, evaporadores, vasos de pressão e sistema Hydro Cooler, em modelos tradicionais ou sob encomenda, sendo aplicados em indústrias de máquinas, químicas, petroquímicas, óleo e gás, alimentícias, siderúrgicas, de hidrogeração e de papel e celulose, entre outras.

A empresa trabalha com a máquina McElroy N°5 para aletamento de tubos, utilizados em suas produções e para fornecimento. Automatizada, processa tubos de diversos padrões, diâmetros e materiais. A Apema conta ainda com avançados softwares para cálculos térmicos e mecânicos, máquinas CNC, modernos equipamentos para usinagem, corte, dobra e soldagem; máquinas, equipamentos e dispositivos para a fabricação de radiadores industriais; pontes rolantes com capacidade de elevação de 60 toneladas e cabinas de jateamento e pintura, tudo isso operado por profissionais com treinamento contínuo.


Agência japonesa implanta em unidades do Senai centros de treinamento na área naval

A Japan International Cooperation Agency – Jica investe R$ 10 milhões na criação de núcleos de formação de trabalhadores para a indústria naval no Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul. Serão instalados nas unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai. O início das atividades está previsto para este ano.

Além da modernização tecnológica das escolas do Senai, a parceria permitirá a capacitação, nos próximos quatro anos, de 100 técnicos especializados em mecânica naval, gestão da produção naval e soldagem de materiais compostos.

A iniciativa surgiu da necessidade de qualificação de mão de obra para duas empresas japonesas: a Ishikawajima-Harima Heavy Industries, que comprou 25% do Estaleiro Atlântico Sul, e a Kawasaky Heavy Industries, que tem interesse em estaleiros em Salvador. Com a capacitação de brasileiros, essa companhias deverão contratar 20 profissionais do Japão e os brasileiros formados pelo projeto da Jica e do Senai.


Padrões internacionais de qualidade de soldagem a favor da indústria brasileira

15, julho, 2013 Deixar um comentário

Aumentar a qualidade do projeto, assegurando que as partes de um equipamento ou peça sejam unidas da forma mais resistente possível é o objetivo das normas internacionais mais utilizadas no Brasil: American Welding Society – AWS e a American Society of Mechanical Engineers – ASME. Outros padrões reconhecidos – e seguidos – são os da norma de soldagem da Petrobras. “A tendência é que mesmo empresas que ainda não são exportadoras adotem padrões internacionais de qualidade”, conta Marcel Heinz, especialista em metalmecânica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai de Santa Catarina.

Para obter padrão de excelência, a solda precisa resistir a diversos eventos mecânicos, desde tensão, torção e atrito até adversidades químicas, como ação da umidade e corrosão marítima. “A solda de uma caldeira, por exemplo, precisa ser resistente o bastante para aguentar a pressão sem ceder. Uma estrutura de construção precisa aguentar o peso da cobertura e ventos fortes”, explica Heinz. Além dos eventos mecânicos, para serem resistentes as soldas não devem ter deformidades em suas superfícies ou em seu interior.

Nesse cenário, o Senai de Santa Catarina fornece consultoria para as empresas do Estado, visando assegurar a conformidade das soldas utilizadas às normas internacionais. As consultorias do Senai/SC promete trabalhar tanto com a qualificação dos profissionais quanto com os processos de planejamento, controle e verificação da soldagem.

No processo de qualificação, os trabalhadores e o processo são avaliados antes da execução de um projeto de soldagem. A execução é feita em um corpo de prova (material com as mesmas características do produto a ser modificado). Posteriormente, a solda de teste é levada para análise metrológica, utilizando a rede de laboratórios do Senai/SC. No laboratório, o teste pode ser verificado com mais objetividade e precisão, facilitando a identificação de falhas ou desconformidades com as normas. Resistência, tração, impacto, dureza estão entre os aspectos avaliados.

A atuação da consultoria do Senai antes era realizada apenas na região Norte de Santa Catarina. A partir deste ano passou a atender o Vale do Itajaí. Desde então, 12 empresas do Vale e Alto Vale do Itajaí recorreram às consultorias do Senai. As indústrias são do setor metalmecânico, fabricantes de estruturas para móveis, caldeiras, empresas de engenharia civil, montagem e manutenção de equipamentos, elevadores e de projetos especiais.

Além do Vale do Itajaí e Norte do Estado, empresas de outras regiões que tenham interesse na consultoria também podem solicitar atendimento.


Falta de mão de obra inflaciona salários, e profissional de nível técnico chega a receber quase R$ 9.000

9, agosto, 2012 Deixar um comentário

A falta de mão de obra especializada está obrigando empresas a contratar profissionais de nível técnico com salário muitas vezes maior que de profissionais de nível superior. Segundo levantamento feito pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai, no Rio de Janeiro, por exemplo, técnicos de mineração ganham um salário médio inicial de R$ 8,6 mil. Já os técnicos de mecatrônica iniciam a carreira recebendo em média R$ 4 mil.

Projetistas e técnicos em manutenção são os mais requisitados em São Paulo. O levantamento aponta que o salário médio do projetista gira em torno de R$ 4.150, e do técnico de manutenção atinge R$ 3.548.

Na região Nordeste, em Pernambuco, os técnicos de soldagem e montagem industrial recebem, em média, R$ 4.500 no início de carreira. Inclusive, a falta de soldadores foi destaque na abertura da Navaloffshore 2012, uma das principais feiras de offshore do Brasil. “A soldagem mostra um ambiente agressivo, mas sabemos que o jovem quer trabalhar em uma sala com televisão e ar-condicionado”, analisa Daniel Almeida, diretor executivo da Associação Brasileira de Soldagem – ABS.

O levantamento foi baseado em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, e em informações coletadas com diretores regionais do Senai em 18 Estados.

O Senai analisou os salários das ocupações de nível técnico mais demandadas pela indústria. A remuneração média das 21 ocupações técnicas pesquisadas é de R$ 2.085,47.

Oportunidade para crescer
Para o Senai, a necessidade da indústria por esse tipo de mão de obra torna essas ocupações mais atrativas até se comparadas a algumas atividades de nível superior. Ainda segundo a instituição, esse cenário deve ser analisado pelos jovens como uma oportunidade interessante de carreira.

De acordo com o Caged, em 2011 foi criado 1,04 milhão de postos de trabalho para a mão de obra especializada. Atualmente, são mais de 2,4 milhões de trabalhadores com curso técnico empregados no Brasil.

Segundo levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, enquanto 50% dos estudantes dos países desenvolvidos optam por cursos profissionalizantes de nível técnico, no Brasil essa quantia é inferior a 30%. Para o Senai, a procura pelos cursos técnicos em países desenvolvidos é maior porque, diferente do Brasil, lá existem programas voltados para atender as principais demandas do mercado de trabalho.


Ajude a elaborar um roteiro que otimize nossa pesquisa dentro da EMO

Noticiário de Equipamentos Industriais-NEI é a única publicação brasileira oficialmente convidada, pela Embaixada da Itália através do Instituto Italiano para o Comércio Exterior, a cobrir a EMO Milano. Como diretor editorial da publicação, recebi o convite reconhecendo a distinção em relação à NEI e uma oportunidade  de dar aos nossos leitores uma visão atual sobre o comportamento do mercado de máquinas-ferramenta e a evolução das tecnologias relacionadas ao setor. 

A EMO que se realiza em Milão entre 5 e 10 de outubro próximo é a maior feira mundial especializada em máquinas-ferramenta. Em oito pavilhões, centenas de expositores vão exibir o estado-da-arte em corte, usinagem, soldagem, tratamento de superfícies, robôs, automação, componentes, acessórios, controle de qualidade, segurança e proteção ambiental.

Nas próximas edições de NEI e no site www.nei.com.br vamos mostrar os aspectos mais importantes e interessantes da Feira. Se você  tem alguma sugestão para enriquecer minha pesquisa de informações durante a EMO, por favor, deixe suas ideias no espaço para comentários, até 3 de outubro. Elas serão consideradas com muita atenção, e Você poderá ajudar os leitores de NEI e os usuários do site, uma vez que irá auxiliar-me a elaborar um roteiro de visitas dentro da EMO que esteja mais orientado às necessidades das nossas empresas e profissionais.