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Vapza investirá R$ 4 mi na compra de novos equipamentos em 2014

Empresa produtora de alimentos cozidos a vapor e embalados a vácuo, a Vapza destinará R$ 8 milhões para aumentar a área industrial na cidade de Castro-PR e construir nova sede administrativa em Curitiba-PR; R$ 4 milhões para a compra de novos equipamentos; R$ 1 milhão para a ampliação do laboratório e cozinha experimental e para o desenvolvimento e a pesquisa de novos produtos; e R$ 500 mil para a modernização da infraestrutura da tecnologia da informação, hardware e software. Serão aplicados no total R$ 13,5 milhões.

O investimento será realizado com capital próprio, crédito de fornecedores e recursos de linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e da Finep – Agência Brasileira da Inovação. A Vapza está presente em 17 estados brasileiros, Angola, Estados Unidos, Panamá, Inglaterra, França e Hong Kong.

MCTI lança hoje edital para atração de centros de pesquisas e anuncia 4° centro do TI Maior

Marco Antonio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, e Virgilio Almeida, secretário de Políticas de Informática do MCTI, participam hoje, em São Paulo-SP, às 10 horas, do lançamento do edital para atração de Centros Globais de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e do anúncio da instalação do 4° Centro Global de P, D&I no Brasil.

As iniciativas fazem parte do Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação, TI Maior, que tem como objetivo principal ampliar o mercado e a pesquisa de TI no País. Entre as ações do programa está a parceria com multinacionais da área para a implantação de centros de pesquisa no território nacional.

Inovações para monitoramento de processos

Novos sensores inteligentes que operam em “tempo real”, softwares de previsibilidade e simulação e união das tecnologias da Informação e Automação são as tendências para o setor de instrumentação e controle, observadas por docentes e profissionais da área. Com esses temas, NEI Soluções abre a seção de Instrumentação e controle, da edição de agosto, com 70 novos produtos que podem otimizar os processos produtivos.

Para Luiz Tadashi Akuta, gerente de novos negócios da Mitsubishi Electric do Brasil, com o advento da banda larga de dados cada vez mais rápida e sistemas mais robustos, pode-se vislumbrar uma série de soluções nas quais sensores de diferentes grandezas informam em “tempo real” as condições de um sistema ou ponto a ser monitorado.

“Há alguns anos as variáveis como temperatura, pressão e posição eram tratadas como diversos tags em tempos diferentes; agora, com a velocidade e a grande disponibilidade de redes de alta performance no chão de fábrica, podem-se obter diversos dados no mesmo time stamp”, explicou Akuta. “Dia a dia diversos sensores são disponibilizados ao mercado, como de olfato, visão 3D e tato.”

Além disso, segundo ele, em conjunto, a tendência é trabalhar com software de previsibilidade e simulação, diminuindo os custos e o tempo para desenvolver novos produtos. “Previsibilidade, ‘tempo real’ e sensorização diferenciada devem romper diversos paradigmas de criação de produtos e processos”, reforçou o gerente.

Para exemplificar, Akuta informou que novos sensores e softwares de previsibilidade revolucionam o setor de comidas pré-prontas, criando produtos mais elaborados e gostosos, pois a produção de uma receita correta segue as diversas condições de temperatura, pressão e umidade, que são ajustadas em “tempo real”. “Muitas variáveis do ambiente modificam o resultado final e sempre o processo deve ser acertado”, ressaltou. “Com todas essas tecnologias abordadas e sensorização sofisticada, isso está ficando automatizado de verdade.”

Complementando o debate sobre sensores, Nestor Roqueiro, engenheiro eletrônico, mestre em engenharia elétrica e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, informou que cada vez mais se utilizam técnicas de miniaturização (micromecânica e microeletrônica) que permitem diminuir os custos e ampliar o uso de sensores para monitoramento e controle. De acordo com ele, os atuadores passam por processo semelhante. “No relativo a controle, cada vez mais é possível tratar problemas multivariáveis, que são sistemas com várias variáveis controladas e várias manipuladas, e não lineares devido ao baixo custo de processadores potentes”, destacou.

Para Roqueiro, pode-se ver o avanço tecnológico e em pesquisa nas aplicações automotivas com freios antitravamento, controle de tração e controle de estabilidade, que requerem sensores atuadores e sistemas de controle avançados (relativo a problemas que não podem ser solucionados com um PID). “Rapidamente estão deixando de ser itens exclusivos de carros de luxo.”

União da TI com a TA

Marcos Hunold, professor do curso de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Mauá de Tecnologia, afirmou que, para evoluir, a área de instrumentação e controle industrial precisa ajustar a questão da transferência de informações, o que integra os sinais dos sensores mencionados anteriormente. Segundo ele, diversos dados de processos estão estagnados em “ilhas de informações” dentro das várias instalações de uma unidade industrial, não sendo trocados de forma adequada para otimizar os processos como um todo. Com isso, perde-se muito em eficiência e produtividade.

“No entanto, existe uma novidade, que é a utilização da Tecnologia da Informação – TI, agregada aos sistemas de controle já existentes para integrar as diversas áreas do processo, manutenção, qualidade e fornecimento da matéria-prima ao estoque, unindo fornecedores e clientes, que passam a utilizar diversas ferramentas de análise do processo, qualidade e gerenciamento da produção para aumentar os ganhos”, contou Hunold. “Resumindo, hoje se indica a utilização da TI e da Tecnologia da Automação –TA para realizar a integração total do processo e eliminar as ‘ilhas de informação’.”

O docente acrescentou que outro tema em destaque na área é a incorporação da arquitetura orientada a serviços chamada Web-services em vez de Client-server. “Nessa configuração, diversos aplicativos da área de gestão, gerenciamento da produção e qualidade podem funcionar em Cloud Computing a partir de informações integradas do processo vindas da instrumentação e controle e das demais áreas de uma indústria”, explicou.

A indústria eletroeletrônica e o segmento de automação

Para 2013, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee projetou crescimento do setor como um todo de 8%, e faturamento de R$ 155,7 bilhões. Os investimentos deverão aumentar 3%, alcançando R$ 3,9 bilhões, ou seja, 2,5% do faturamento do setor.

Só para o segmento de automação industrial, que também envolve a área de instrumentação e controle, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 4,39 bilhões, aumento de 12% em relação a 2012, que fechou com R$ 3,9 bilhões. Das oito áreas englobadas pela Abinee, a associação estima que o segmento de automação industrial, com o de equipamentos industriais, terá o maior aumento de faturamento do ano. Desde 2009, o segmento de automação está em crescimento.

Segundo Jones Clemente Camilo, engenheiro especialista de produtos da Altus Sistemas de Automação, empresa parceira da International Society of Automation – ISA (América do Sul, Distrito 4), nos últimos anos o crescimento da área de instrumentação e controle, baseado nos números do segmento de automação, foi motivado principalmente pelas obras de indústrias e infraestrutura, investimentos da Petrobras na área de exploração e produção de petróleo no pré-sal, maior número de concorrentes diretos, concorrentes multinacionais aumentando o poder fabril local e crescimento esperado de cerca de 10% ao ano.

Automação integrada ganhou relevância

O desafio de interligar as atuais “ilhas de informação” nas instalações industriais, permitindo comunicação mais rápida, eficiente, segura e integrada entre os diversos processos, tem aproximado as áreas de TA – Tecnologia da Automação e TI – Tecnologia da Informação, levando ao chão de fábrica tecnologias que garantem melhor gerenciamento da produção, maior produtividade e garantia de qualidade.  

Os sensores inteligentes, a banda larga de dados, as redes de alto desempenho e os softwares de previsibilidade estão viabilizando uma série de soluções, capazes, por exemplo, de informar em tempo real as condições de um sistema ou ponto. Essas tendências, que podem impactar positivamente seu negócio, você confere na matéria Inovações para monitoramento de processos, que traz a opinião de especialistas sobre as tecnologias mais recentes aplicadas ao setor, além de um seleto grupo de instrumentos e equipamentos de medição e controle pesquisados por NEI Soluções nos mercados nacional e internacional.  

Cada vez mais, os instrumentos de medição estão presentes nas diversas áreas da indústria, seja nos setores de produção, controle de qualidade, logística e manutenção. Suas tecnologias renovam-se com rapidez, por isso NEI Soluções mantém uma pesquisa constante das novidades desse setor, mensalmente disponibilizadas no espaço editorial de NEI.

Aqui e na Revista NEI, você também poderá ler o artigo sobre o primeiro transistor 3D construído no Brasil, numa parceria entre a USP, Unicamp e FEI, abrindo novas possibilidades para a geração futura de celulares, tablets e outros equipamentos que exigem grande capacidade de memória e elevadas velocidades.

O tablet, por exemplo, representava, há apenas 3 anos, 1% do mercado  brasileiro; este ano, chegará a 30%. O smartphone, que detinha 9% do total do mercado de celulares em 2010,  no Brasil deve atingir, em 2013, 44%. Esses dados, apresentados durante o seminário Perspectivas para o setor de TI por Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee, revelam a revolução que está acontecendo na comunicação pessoal, e que começa no chão de fábrica, com a adoção de novas tecnologias.

Grupo GFT busca profissionais das áreas de engenharia, tecnologia, computação e matemática

Especializada em projetar e desenvolver soluções de Tecnologia da Informação – TI para o setor financeiro, a GFT Brasil abriu 50 vagas para as áreas de consultoria e desenvolvimento de sistemas. A prioridade é contratar profissionais com formação em ciência da computação, tecnologia, engenharia e matemática. O objetivo é expandir os negócios e atender a forte demanda nas exportações de serviços de TI.

O profissional contratado atuará em projetos de desenvolvimento de sistemas com tecnologias Java, Net e mobilidade. Grande parte das vagas é para as filiais brasileiras localizadas no Estado de São Paulo, principalmente em Sorocaba. Mas há também a possibilidade de trabalhar fora do País. “A maioria das vagas é para atuar em projetos internacionais, especialmente dos Estados Unidos, surgindo a possibilidade – e necessidade – de trabalhar no exterior”, revela Marco Santos, country managing director da GFT Brasil, que atualmente emprega 160 colaboradores dos cerca de 1.400 profissionais espalhados pelo mundo.

Segundo a empresa, os interessados em concorrer à vaga devem ter vontade de ingressar em uma empresa com carreira internacional, espírito de inovação, empreendedorismo, conhecimento técnico e inglês de nível médio a fluente. Os detalhes sobre as vagas podem ser acessados no site www.gtf.com/br. Os currículos devem ser enviados até 31 de maio.

Pesquisa da FNQ aponta setores que mais investem em capacitação profissional

Realizada com 137 empresas brasileiras, pesquisa da Fundação Nacional da Qualidade – FNQ revela que os setores de energia, químico e petroquímico (empatados), automobilístico e de tecnologia da informação – TI são os que mais capacitam profissionais. O estudo mostra ainda que 88% das companhias têm dificuldade para contratar profissionais qualificados e, em função disso, 92% investem em capacitação de seus funcionários. Além disso, 59% informaram que também oferecem programas de formação para pessoas que não trabalham na empresa.

Ainda de acordo com a análise, praticamente todas as empresas consultadas (97%) consideram que quanto mais o profissional for capacitado, melhor será seu desempenho.

Para Jairo Martins, superintendente-geral da FNQ, os resultados da pesquisa demonstram a necessidade imediata de reformular o sistema educacional brasileiro, que não acompanha as rápidas mudanças socioeconômicas e os novos desafios no âmbito dos negócios. “Os dados evidenciam que cada vez mais as empresas têm atuado além de sua vocação básica de prover produtos e serviços competitivos”, disse Martins. “Agora os empresários se juntam com governos e escolas para suprir essa lacuna educacional, compreendendo a importância de sua atuação em prol de grandes temas essenciais ao desenvolvimento do Brasil.”

País pode perder R$ 115 bi por falta de profissionais de TI

Se a escassez de mão de obra no setor de TI persistir, o Brasil pode deixar de arrecadar R$ 115 bilhões em receitas em 2020, levando em consideração valores de 2010. O alerta foi feito por Virginia Duarte, gerente do Observatório Softex, durante o Rio Info, que ocorreu no início de setembro, no Rio de Janeiro.

O comentário baseia-se na publicação Software e Serviços de TI – A indústria brasileira em perspectiva, em que o observatório analisa o mercado de trabalho de TI, considerando faixa etária, perfil do profissional, carreira, condições de contratação, modelo de negócio, nível de escolaridade e remuneração.

“O quadro mostra que vai existir uma escassez [de profissionais] e ela é tanto quantitativa como qualitativa”, disse. Virginia acrescentou que já existe distância entre os profissionais esperados pelas empresas e o grupo formado pelas instituições de ensino.

Para evitar o colapso, é necessário dobrar a quantidade atual de profissionais na área até 2020, tanto com formação superior como técnica. Atualmente, há um milhão de pessoas contratadas formalmente.

“O foco tem sido muito na tecla de formar gente, no sentido quantitativo. Essa é uma vertente importante, mas existe outra, que é a discussão de produtividade e qualidade”, apontou a gerente. Ela ponderou que melhorar a produtividade pode significar a demanda por menos profissionais. “É um plano B para você resolver a questão da necessidade de gente.”

Fonte: com informações da FNQ e Agência Brasil.

 

Serviços de nuvem vão crescer quatro vezes mais rápido do que gastos com TI, que chegarão a US$ 3,67 bilhões em 2011

22, julho, 2011 Deixar um comentário

Cloud computing será um dos principais temas da X Conferência Anual de Tecnologias Empresariais.

Os gastos mundiais com TI terão um aumento de 7,1% em 2011, de acordo com análise do Gartner, líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia, passando dos US$ 3,43 trilhões, alcançados em 2010, para US$ 3,67 trilhões até o final deste ano. Os analistas já consideram que a estimativa geral dos gastos com TI deve ficar acima da previsão realizada no primeiro trimestre, quando foi calculado um crescimento projetado para o ano de 5,6%.

Os programas voltados ao ambiente empresarial terão grande representatividade nos gastos do ano e devem crescer 9,5% em 2011, chegando a US$ 268 bilhões, acima dos 6,6% de aumento para as despesas com os serviços de TI, que devem encerrar o ano em US$ 846 bilhões (tabela ao lado). Contudo, o segmento de hardware registrará o crescimento mais acentuado no período, com estimativas apontando um aumento de 11,7% em 2011.

Com o objetivo de reunir profissionais de TI, com atuação no mercado brasileiro e latino-americano, para discutir estes e outros temas, o Gartner realiza a X Conferência Anual de Tecnologias Empresariais, nos dias 16 e 17 de agosto, no Sheraton WTC, em São Paulo.

O evento contará com apresentações exclusivas sobre as principais tecnologias e práticas voltadas aos negócios, como integração de aplicativos, plataformas de aplicativos na nuvem, além de outros assuntos que permeiam as discussões de cloud computing, como segurança, modelo e formas de obtenção de melhor desempenho.  A percepção das empresas quanto às diferenças arquitetônicas e financeiras dos modelos de SaaS (Software as a Service) dos fornecedores será outro tema debatido pelos analistas durante a programação.

Segundo o Gartner, a migração para serviços de nuvem pública é, atualmente, um dos assuntos mais discutidos em TI. A última avaliação do instituto apontou que os gastos nesta área devem aumentar quatro vezes mais rápido do que os gerais, com tecnologia. A projeção para os gastos mundiais com serviços de nuvem pública para 2011 é de US$ 89 bilhões, acima dos US$ 74 bilhões atingidos em 2010. Até 2015, este número deve chegar a US$ 177 bilhões. Também de acordo com os analistas, em 2010, os gastos com serviços de nuvem pública representaram 2% dos gastos gerais com TI. Até 2015, esta proporção deve aumentar, aproximando-se de 5%.

O vice-presidente de pesquisa do Gartner, Richard Gordon, considera o surgimento e a adoção da nuvem como tendências importantes e, alguns mercados, fatores bem significativos. “Com cerca de US$ 10 bilhões, o software como serviço (SaaS) já representa 10% dos gastos das empresas com software aplicativo e, até 2015, esta parcela deve aumentar, ficando em torno de 15%, e superar os US$ 20 bilhões em gastos anuais.”

As estimativas do Gartner para os gastos trimestrais com TI oferecem uma perspectiva única nos segmentos de hardware, software corporativo, serviços de TI e telecomunicação. Estes relatórios auxiliam os clientes do Gartner a entenderem as oportunidades e os desafios do mercado. A previsão mais recente está disponível aqui.

Gordon também faz comentários adicionais em seu blog e no canal do Gartner no You Tube.

As inscrições para a X Conferência Anual de Tecnologias Empresariais já estão abertas e podem ser feitas pelo site www.gartner.com/br/ets.

Hannover Messe ensaia a matriz energética do futuro

Cerca de 230 mil pessoas visitaram a Hannover Messe 2011, na Alemanha, para conhecer as tecnologias industriais mais inovadoras desenvolvidas pelos maiores fornecedores mundiais. O foco em eficiência energética e nas energias renováveis marcou esse megaevento que reuniu mais de 6.500 empresas de 65 países e apresentou mais de 4.500 inovações.

A exposição de vários produtos para geração de energia eólica revelou o esforço para desenvolver a matriz energética do futuro, uma preocupação mundial. Os veículos elétricos e híbridos exibidos no evento também despertaram a atenção dos visitantes, assim como as soluções robóticas desenvolvidas para automatizar processos, tornando-os mais produtivos, qualificados, rápidos e seguros.

Durante dois dias, estive lá visitando as feiras para pesquisar novos produtos e tecnologias inovadoras que poderão contribuir para otimizar os processos industriais dos leitores do Blog NEI. Com o apoio de especialistas, identificamos muitos lançamentos nas áreas de automação industrial, energia, mecatrônica, nanotecnologia, mobilidade e TI. Eles vão enriquecer o conteúdo editorial das mídias que integram Soluções NEI nos próximos dias.

Eliane Oliveira, de Hannover, especial para Soluções NEI