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Textos com Etiquetas ‘UFRJ’

UFRJ produzirá energia solar para o campus e rede de energia da distribuidora do RJ

Energia solar abastecerá parte da demanda da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ na Ilha do Fundão e será injetada na rede da companhia distribuidora Light. A instalação de painéis nos estacionamentos e na cobertura do hospital pediátrico poderá gerar até 200 quilowatts. A expectativa é de que a produção tenha início em 2014.

Uma das aplicações será destinada a abastecer a frota de carrinhos elétricos utilizada para transporte dentro do campus. Na cobertura do hospital também haverá painéis para gerar energia e aquecer a água utilizada dentro da unidade. Serão cinco painéis solares com 20 m2 cada, que ficarão nos estacionamentos, e aproximadamente 300 m2 de painéis em cima do hospital, sendo 100 m2 para gerar energia elétrica e 200 m2 para energia térmica.

A coordenação do projeto é do engenheiro eletrônico Edson Watanabe, vice-diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, que relatou que os painéis serão importados provavelmente da China. Outro equipamento vital é o conversor, que conectará a energia de corrente contínua na rede, com participação de empresas nacionais na produção.

“É possível produzir os painéis aqui, já visitei um laboratório no Sul que tem tecnologia, mas é preciso política de governo e conscientização das pessoas para usar mais a energia solar, o que ajudarão a baixar os custos”, disse o engenheiro. Watanabe explicou que as placas solares são feitas de silício, material presente inclusive na areia e muito abundante no Brasil. “O desafio é o processamento, que ainda é caro e gasta muita energia, mas já são desenvolvidos outros tipos de materiais, que gastam menos energia no processo. O problema não é tanto como fazer, mas sim fazer barato.”

O recurso virá do Fundo Verde, criado pela UFRJ a partir da renúncia fiscal do governo estadual, que deixa de cobrar ICMS da conta de luz da universidade, total de R$ 7 milhões por ano, segundo explicou Carlos Minc, secretário estadual do Ambiente. “No total, a universidade gasta R$ 25 milhões em luz por ano.”

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Coppe inaugura centro de pesquisa para separar CO2 do gás natural

A Coppe – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia já conta com o Centro de Excelência em Gás Natural – CEGN. Na unidade, localizada no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, com 2.200 m2, serão estudados diferentes processos destinados à separação do dióxido de carbono – CO2 do gás natural. Após sua separação, o CO2 é reinjetado nos poços de petróleo, agilizando a extração do óleo e do gás. A remoção traz vantagens econômicas e ambientais.

Os pesquisadores da Coppe e da Escola de Química da UFRJ testarão tecnologias que possibilitarão a separação do CO2 por intermédio de membranas ou por absorção e adsorção. O novo centro, que contará inicialmente com quatro unidades piloto – duas de permeação por membranas e duas com equipamentos de absorção e adsorção –, é ambiente para estudar os processos de separação do dióxido de carbono, avaliar os tipos de membranas e estudar as melhores rotas de tratamento do gás natural. Os resultados contribuirão para a exploração dos poços da camada do pré-sal, onde o teor de CO2 do gás natural é superior ao dos reservatórios localizados em áreas menos profundas.

A Petrobras investiu cerca de R$ 30 milhões no CEGN. O valor inclui as instalações do centro e os recursos destinados aos seis primeiros projetos que o Programa de Engenharia Química da Coppe e a Escola de Química da UFRJ desenvolverão para a companhia.

“O gás natural, comparativamente aos outros combustíveis fósseis, tem vantagem pela forma que é utilizado, ambientalmente menos agressiva”, comentou Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe. “Um dos desafios do Brasil será separar o CO2 do metano, no caso do pré-sal, e reinjetá-lo por razões de recuperação do petróleo, mas também evitar que vá até a atmosfera. Há o problema do efeito estufa e o Brasil tem compromissos assumidos em relação a essa questão.” Pela legislação brasileira, o gás natural consumido no País pode ter no máximo 3% de dióxido de carbono em sua composição.


Etanol 2G é pesquisado em novo laboratório da UFRJ

Tecnologias para etanol de segunda geração – 2G no Brasil são testadas no Laboratório Bioetanol da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, inaugurado ontem. Já está em funcionamento com 20 pesquisadores, que trabalham com projetos de caracterização de diferentes biomassas (cana, milho, trigo e madeira), produção de enzimas para hidrólise e análise econômica do etanol 2G.

A tendência é que o número de pesquisadores aumente até três vezes com a chegada de projetos, pois o laboratório tem parcerias com universidades de outras partes do País e dez instituições no exterior. Os recursos da pesquisa foram liberados pela Finep – Agência Brasileira da Inovação e recebeu R$ 4 milhões em investimentos da Agência de Cooperação Internacional do Japão – Jica.

Produzido a partir da celulose, o etanol 2G ainda está em estágio experimental no País e poderá aproveitar resíduos da cana, como a palha e o bagaço.

“Como a palha tem poder calorífico menor que o da cana, a produção nacional poderia aumentar entre 30% e 40%, o que já amenizaria bastante o preço na bomba, sem aumentar a área plantada, que tem sido a base do crescimento da produção”, disse Marcos Freitas, coordenador do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, o Coppe. “A palha atualmente é queimada antes da colheita, o que causa danos ambientais e prejudica as condições de trabalho na lavoura. Com o aumento da produção de etanol e menores preços, diminuirá o consumo de gasolina.”

Para Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe, o aumento da produção é um caminho para o País reduzir as importações de etanol dos Estados Unidos, que o produzem a partir do milho, emitindo maior quantidade de CO2. “No momento, o Brasil não consegue fabricar quantidade suficiente de etanol para atender o mercado interno.”

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Coppe/UFRJ inaugura Laboratório de Tecnologia Sonar

O lançamento do Laboratório de Tecnologia Sonar – LabSonar integra as comemorações dos 50 anos da Coppe – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, localizada na Universidade Federal do Rio de Janeiro. A inauguração oficial foi realizada em 30 de julho. 

O laboratório desenvolverá tecnologias para acompanhar, detectar e classificar ruídos produzidos no mar pelos motores e condições operativas de navios e vai colaborar com a Marinha na produção de seus materiais e assessorá-la nas negociações para transferência de tecnologia. Há também possibilidades de projetos com sonares ativos, que emitem sinais, ouvem o eco e detectam os corpos presentes.

Segundo José Seixas, coordenador do LabSonar, o laboratório participará do grande salto tecnológico que virá a partir da compra, pela Marinha brasileira, de um submarino nuclear francês, fruto de acordo firmado em 2009 entre o Brasil e a França.

“Submarino nuclear representa muito para o País e será um grande incentivo para as pesquisas que realizamos na Coppe”, disse Seixas. “No momento, nossos pesquisadores estão envolvidos na construção do sonar do submarino nuclear, mas outras tecnologias ainda terão de ser desenvolvidas no País, como sistemas para retirada de gases dos submarinos e postos nucleares para abastecimento.” Sonares são instrumentos de localização que utilizam sinais acústicos submarinos.


Pós-graduação stricto sensu em nanotecnologia da Coppe/UFRJ começa em 2014

31, julho, 2013 1 comentário

A partir de março, a Coppe – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, localizada na Universidade Federal do Rio de Janeiro, inicia o Programa de Engenharia da Nanotecnologia – PENT, composto por mestrado e doutorado. A criação do PENT, o 13º programa da Coppe, é um dos marcos das comemorações dos 50 anos do instituto.

“Vamos atuar em áreas como catálise, materiais, filmes e revestimentos, membranas e sensores”, disse Sergio Camargo, coordenador do novo programa da Coppe. “O Brasil está muito atrás no ensino da nanotecnologia e precisamos recuperar esse tempo. Essa é uma tecnologia de ponta e a engenharia é a maneira de fazer a ponte entre o conhecimento básico e a aplicação.”

Segundo o coordenador, hoje o total anual dos investimentos governamentais em nanotecnologia no mundo supera US$ 10 bilhões. “Levando-se em conta os investimentos privados, que são superiores aos governamentais, até o final de 2015 estima-se que o total investido em nanotecnologia no mundo atingirá cerca de um quarto de trilhão de dólares.”


Coppe/RJ inicia produção de cápsulas em escala nanométrica

Cápsulas para embalar um determinado medicamento com diâmetro mil vezes menor que um fio de cabelo são a primeira aplicação de nanopolímeros nas áreas medica, biotecnológica e farmacêutica no País. Elas serão produzidas pela fábrica recém-inaugurada pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – Coppe/UFRJ.

Com área de 740 m2, a fábrica e mais seis laboratórios estão localizados no Laboratório de Engenharia de Polimerização do Coppe. Sua meta é produzir 100 quilos diários de materiais micro e nanométricos.

O projeto conta com a parceria da Fundação Oswaldo Cruz, com recursos de R$ 11 milhões por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social –BNDES e da Financiadora de Estudos e Projetos – Finep.

A tecnologia permitirá que a cápsula seja aberta apenas no local exato onde o medicamento deve agir. José Carlos Pinto, professor de engenharia química do Coppe e coordenador dos laboratórios e da fábrica, adiantou que o encapsulamento evita que grande parte da medicação se perca no caminho. Com isso, a dosagem pode ser reduzida. Os testes em animais começam em 2013 e em humanos, em 2014.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Energia renovável: com investimentos de R$ 5,2 mi, complexo de laboratórios é lançado no RJ

15, julho, 2012 Deixar um comentário

Inaugurado no início do mês pela Petrobras e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, o complexo de laboratórios será espaço para a realização de pesquisas nas áreas de biotecnologia e de engenharia química. Com base em matéria-prima renovável, os estudos serão voltados para o desenvolvimento de processos químicos e bioquímicos para a obtenção de biocombustíveis. Os novos laboratórios também preveem estudos avançados com petróleo e seus derivados.

Com investimentos de R$ 5,2 milhões, o núcleo de pesquisa é composto por 16 laboratórios e três plantas-pilotos em área de 2 mil m² na Cidade Universitária do Rio de Janeiro. “Tenho certeza de que daqui surgirão trabalhos que sustentarão iniciativas e projetos de grande alcance e interesse nacional”, diz Carlos Levi, reitor da UFRJ.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Com crescimento econômico acima da média mundial, Macaé investe em educação para obter mão de obra qualificada

19, maio, 2011 1 comentário

Os negócios da Bacia de Campos – 64 plataformas de perfuração que garantem mais de 80% da produção de petróleo e 47% da produção de gás natural do País – convergem para Macaé, Rio de Janeiro. Nos últimos dez anos, a economia do município cresceu espantosos 600% e sua população triplicou – são 206.748 habitantes, segundo o censo de 2010. De acordo com o Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal – IFDM, Macaé é a campeã na geração de emprego e renda no Estado do Rio. A demanda por conta do Pré-sal acelera ainda mais esse crescimento e a busca de mão de obra qualificada se torna uma das prioridades do município.

Este ano, além dos cursos de Ciências Biológicas, Química, Nutrição, Medicina, Farmácia, Enfermagem e Obstetrícia, a Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ incluiu na grade de graduações do Campus Macaé, sob orientação e responsabilidade da Escola Politécnica, os cursos de Engenharia Civil, Mecânica e de Produção. “O novo polo de engenharia nos permite ousar. A proposta foi aprovada por unanimidade pelo conselho de ensino”, ressalta o diretor da Escola Politécnica da UFRJ, Ericksson Rocha Almendre, afirmando ainda que a universidade poderá contratar profissionais pós-graduados de empresas locais para ministrar algumas disciplinas, atendendo às necessidades da cidade.