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Mais de R$ 42 mi investidos em modernização levam a Imbil a aumentar sua receita líquida em 33%

3, dezembro, 2014 Deixar um comentário

De 2010 a 2014, a empresa nacional de bombas centrífugas renovou seu parque fabril, lançou produtos e conquistou novos mercados e clientes. Tudo graças a um plano estratégico que prevê investimentos em novas  tecnologias, especialização de processos, ampliação da fábrica, reestruturação de vendas e treinamentos, e expansão para novos mercados.

Quando a crise financeira mundial eclodiu no final de 2008 e início de 2009, causando turbulências na economia de vários países, muitas empresas brasileiras suspenderam ou adiaram seus projetos de expansão e modernização, mantendo uma postura mais cautelosa. O Brasil não foi então profundamente afetado pela crise, mas registrou alguns entraves ao crescimento, como queda no consumo das famílias, redução no investimento das empresas e aumento de desemprego, levando, na época, o governo a lançar pacotes anticrise. Foi um momento de expectativa e incertezas, registradas diariamente pelos grandes veículos de comunicação, que divulgavam informações sobre o vaivém da economia. A notícia da seção de Economia/Negócios do Estadão de março/2010 é um exemplo: “PIB do Brasil fecha 2009 com retração de 0,2%, a primeira queda anual em 17 anos”.

Para algumas empresas, a crise que se estabelecia e se insinuava  na época foi encarada como oportunidade de desenvolvimento. Ou investiam para melhorar seus processos e produtos, e crescer, ou enfrentariam um período de estagnação, com consequente perda de competitividade. Ao redor do mundo muitos economistas divergem sobre a crise financeira, mas concordam que a capacidade de inovar é o diferencial mercadológico para as empresas. As companhias que acreditaram nisso foram as primeiras a elaborar ou reativar seus projetos de estímulo à inovação.

Optando por “colocar o pé no acelerador”, a fabricante nacional de bombas centrífugas Imbil encarou a desafiadora situação, utilizando a inovação como ferramenta-chave para ampliar seus negócios. A companhia elaborou o Plano Estratégico Rumo a 2015 – Inovando em Busca da Excelência que combinava investimentos em tecnologia e inovação de gestão. Graças às ações de modernização, que envolvem compra de tecnologias, especialização de processos, aumento da fábrica, expansão da atuação e treinamentos, a Imbil ampliou seu portfólio de produtos, lançando em média 60 novos modelos por ano, desde a implantação do plano, e conquistou novos mercados, como os de petróleo e gás, tornando-se, inclusive, fornecedora da Petrobras. Investiu mais de R$ 42 milhões na compra de máquinas, equipamentos e estrutura física. Alguns números comprovam que o plano de modernização ajudou a empresa a crescer: de 2011 a 2014 a Imbil registrou aumento de receita líquida de 33% e de lucro bruto de 59%.

“Quanto mais pessimista está o cenário econômico e político do País, mais cedo acordamos, idealizamos, produzimos, lançamos produtos e nos reinventamos.” Esse discurso empreendedor de Vladislav Siqueira, diretor executivo, move a empresa em seus 32 anos. Localizada em Itapira, SP, a Imbil tem hoje cerca de 900 funcionários.

O Plano Rumo a 2015
O planejamento estratégico executado previa o desenvolvimento da empresa em várias frentes, como a tecnológica, a física e a comercial. Era preciso melhorar os processos produtivos e acelerar o desenvolvimento de novos produtos, passando pela renovação tecnológica do parque fabril; reduzir perdas e garantir maior flexibilidade e agilidade aos processos – benefícios proporcionados pela descentralização e racionalização das unidades de produção.

Além disso, expandir-se para novos mercados, como os de óleo e gás, mineração, papel e celulose, e saneamento, passou a ser a meta primordial para a conquista de novos clientes. Para atingir esse objetivo, o desenvolvimento de produtos específicos e a adoção de nova política comercial precisaram ser perseguidos. O plano ainda previu o desenvolvimento de nichos específicos em mercados já atendidos pela Imbil, também a partir do desenvolvimento de soluções direcionadas. Na ponta, a reestruturação de toda a área comercial e da rede de distribuição, e o fortalecimento da marca, com o investimento em publicidade e a participação em feiras, foram determinantes para mostrar ao mercado a oferta de novas soluções e o comprometimento com a inovação.

As metas estabelecidas no início do plano exigiam decisões corajosas. Investir em novas tecnologias não era suficiente. Desde sua implantação, foi indispensável primeiramente motivar as pessoas, engajando-as e fazendo-as entender como valores da empresa as atividades que consideravam apenas prioritárias, como gestão de qualidade, processos de melhoria contínua, gerenciamento de pessoas e segurança no trabalho. O processo inovativo passava obrigatoriamente por aqui.

Considerando essas duas frentes, tecnológica e de recursos humanos, a Imbil consegue, hoje, mostrar algumas das conquistas importantes proporcionadas por esse plano estratégico.  Entre elas estão:

Produção mais eficiente
A aquisição de máquinas, equipamentos, softwares ehardwares melhorou a eficiência e agilizou a produção.Tecnologicamente mais preparada, registra lançamento médio anual de 60 novos produtos (somente com suporte ANSYS CFX e SolidWorks).

Especialização
Adquiriu know-how para dominar o processo de fundição de ligas inoxidáveis e especiais, como aços duplex, superduplex, Hastelloy, Monel e alto-cromo, permitindo maior competitividade e flexibilidade nas aplicações; e também o processo de fundição de precisão, tipo lost wax, com obtenção de alta eficiência energética nas bombas de pequeno porte. Com isso, passou a fundir os rotores de pequeno e médio porte com pequenos detalhes na geometria, determinantes para o bom desempenho hidráulico e rugosidade superficial.

Como a eficiência hidráulica aumenta, o consumo de energia diminui, tornando a operação mais econômica. No caso de uma bomba acoplada a um motor de 125 cv, com a melhoria da eficiência de bombeamento de 3 a 5% absolutos, a economia anual pode passar de 50 mil kWh, com redução do custo de cerca de R$ 12 mil por bomba na conta de energia elétrica.

Em suma, a Imbil oferta hoje produtos mais eficientes e sustentáveis.

Ampliação da fábrica
Para descentralizar as operações produtivas, ampliou a fábrica, ao comprar área próxima à empresa (totalizando 120 mil m²) e a dividiu em unidades, cada uma voltada para um nível de especialização. São elas: Bombas de pequeno porte, Bombas de médio porte, Bombas de grande porte, Bombas para óleo e gás, Fundição de ferro fundido e WCB, Fundição de precisão, Fundição de aços inoxidáveis e ligas especiais, Contratos e serviços de manutenção, Centro de desenvolvimento e Acoplamento e expedição.

Conquista de novos mercados e clientes
Obteve o Certificado de Registro de Classificação Cadastral – CRCC para fornecimento de serviços e produtos á Petrobras, incluindo bancada de ensaio de performance e os referentes à norma API 610. Tornou-se também fornecedora de bombas para a Vale, como as revestidas com Ni-Hard com mais de 700 HB de dureza. Além da Petrobras e da Vale, conquistou outros clientes, como Enseada Indústria Naval – Unidade Paraguaçu, Jari Celulose e Bayer.

Reestruturação de vendas
Criou novos grupos de vendas para atender os setores de óleo e gás, naval, papel e celulose e arroz irrigado. Além disso, aumentou o número de distribuidores autorizados e contratou profissionais para reforçar o departamento de exportações, que até 2009 dedicava-se apenas à América Latina.

Consolidação da marca
A partir de 2010, passou ainda a investir mais na divulgação e consolidação da marca, com anúncios em revista especializada, materiais promocionais dos produtos e presença em feiras de negócios nacionais e internacionais.

 

“O planejamento das ações e muito trabalho ao longo desses anos valeram a pena”, destacou Gleidemilson Batista, assessor da diretoria. “O projeto não só ajudou a amenizar os efeitos da crise, como também nos preparar melhor para enfrentar os desafios do mundo econômico e nos tornar mais competitivos. Para nós, crise é sem o ´s´, ou seja: crie.”

Para definir o conjunto de ações, a Imbil estruturou-se também nas informações do potencial do setor – adquiridas com a colaboração da Abimaq e da Sociedade Brasileira do Vácuo –; e da economia global. Embora reconheça a importância de se acompanhar mercados, indicadores econômicos, projeções, tendências, etc., o diretor executivo afirmou que a sobrevivência e o sucesso de uma empresa dependem, fundamentalmente, da sua capacidade de elaborar e implantar um planejamento estratégico consistente, trabalhar incansavelmente para atingir suas metas e, principalmente, adequar seus produtos e recursos para buscar as melhores e mais rápidas soluções para as necessidades dos clientes.

Batista lembrou que dificuldades existiram, como a obtenção de recursos financeiros em linhas de longo prazo, considerando as taxas de juros e os spreads; e o processo de desenvolvimento e de maturação das soluções tecnológicas, que foram superadas com planejamento.

“Mesmo que o cenário tenha mudado e oferecido potenciais restrições, a Imbil não aceita parar de crescer ou se desenvolver”, disse Siqueira. “Acreditar na possibilidade de realizar nossos sonhos desperta a energia capaz de realizá-los. A motivação, a criatividade, a velocidade de decisão, o uso consciente de recursos e a nossa união estão presentes diariamente em nossas ações rumo à construção do futuro que desejamos.”

Atualmente a companhia concentra suas forças na conclusão do projeto, mas já planeja seu novo conjunto de metas, batizado de Rumo a 2020, que, segundo Batista, está em fase evoluída. E os objetivos maiores continuam no novo plano: modernização, desenvolvimento de produtos, aperfeiçoamento de processos, conquista de novos clientes e fidelização, e educar e reeducar o time de profissionais. “Consideramos a tecnologia intrínseca à evolução”, enfatizou o assessor.

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Reportagem produzida pela Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções.    


Brasil se manterá entre os maiores mercados de automóveis até 2020, revela estudo

Os países do BRIC continuarão a dominar os rankings de vendas de automóveis no futuro, aponta o relatório da KPMG “Mercado varejista global de automóveis”, que fornece informações, análises e previsões até 2020. “O Brasil, que hoje ocupa a quarta colocação, deve manter essa posição até 2020, com algumas oscilações nos próximos dois anos”, afirmou Charles Krieck, da KPMG. “O País possui mercado com grande potencial de expansão de consumo, e as montadoras têm enxergado ótimas oportunidades de investimentos no Brasil, inclusive em novas plantas.”

De acordo com o relatório, prevê-se aumento nas vendas de carros na China em mais de 60% até 2020, quase duas vezes mais a taxa esperada de crescimento para a Europa Ocidental e quatro vezes mais para a América do Norte. “De acordo com nossas estimativas, em 2020, quase um em três carros fabricados será vendido na China,” disse Krieck.

A Índia terá ascensão “meteórica”, com taxa ao redor de 300% até 2020. Mas é preciso destacar que o país teve patamar relativamente baixo, de 3,6 milhões de vendas de veículos leves, em 2013. “A característica mais importante dos mercados chinês e indiano é que essas taxas de crescimento parecem ser razoavelmente sustentáveis no longo prazo”, complementou o executivo.

Apesar de as vendas terem se deslocado para mercados emergentes, o relatório revela que o centro da fabricação de automóveis provavelmente permanecerá nos Estados Unidos, Europa, Japão e Coreia, com três dos quatro novos carros originários desses mercados em 2020.

Para ter acesso ao estudo completo, clique aqui.


Estratégias de S&OP são apresentadas em evento em São Paulo

Profissionais da Bayer, Votorantim Cimentos, Renault, Suzano Papel e Celulose, Basf, AkzoNobel e de outras renomadas companhias ministrarão palestras, participarão de debates e apresentarão casos na 2ª Conferência S&OP – Planejamento de Vendas e Operações, que será realizada nos dias 14 e 15 de junho, em São Paulo. O evento visa discutir as melhores estratégias para a implantação e o aprimoramento do processo de S&OP nas empresas. 

A programação envolve também dois workshops: “Extensão da cadeia, planejamento colaborativo, CPFR e VMI: avalie a viabilidade de processos e soluções alargadas para aprimorar o S&OP”, com Márcio Ferreira da Silva, gerente de projetos da Michelin, e Miguel Letenski, diretor de supply chain do Grupo Boticário; e Supere os desafios das previsões de demanda em ambiente de e-commerce”, com Jonas Antônio Ferreira, country manager da HappyShop.

Clique aqui para conferir a programação completa.

Quer ganhar uma inscrição?
NEI Soluções sorteará entre seus leitores, usuários e parceiros uma inscrição para o evento. Para participar, basta acessar aqui e clicar em “Quero participar”. Feito isso, é só torcer!

O resultado será divulgado na sexta-feira, 11 de maio de 2012, na Fan Page de NEI Soluções no Facebook.


Vendas dos distribuidores de aço crescem 9,8% em janeiro

Dados da rede associada ao Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço – INDA apontam aumento de 9,8% na venda de produtos siderúrgicos em janeiro, totalizando 356,6 mil toneladas. Se comparada ao mesmo período de 2011, o incremento foi de 5%. As informações foram divulgadas pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos – Sindisider.

O avanço nas vendas contribuiu para a redução dos estoques para 997,9 mil toneladas, montante 0,3% menor do que o registrado em dezembro de 2011. Na comparação com janeiro do ano passado, os estoques recuaram 13,8%.

Além disso, os distribuidores compraram mais aço das usinas no primeiro mês deste ano (353,8 mil toneladas), 11,4% a mais que em dezembro de 2011 (317,7 mil toneladas). Em relação ao mesmo período do ano passado, a alta foi de 20,4%.


Exportações de tintas e vernizes crescem quase 19% em 2011 em relação a 2010

Dados do Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo – Sitivesp indicam que, percentualmente, as importações aumentaram menos do que as exportações em 2011. Ainda assim, o setor registrou déficit da balança comercial no ano passado.

As importações totalizaram US$ 307,123 milhões contra US$ 264,654 milhões somados em 2010, um crescimento de mais de 16%. Já as vendas externas atingiram US$ 191,848 milhões ante US$ 161,218 milhões em 2010, registrando um aumento de quase 19%.

No que se refere aos volumes, tanto importação como exportação tiveram aumento. Em 2011, foram importadas 49.156 toneladas contra 46.052 toneladas de tintas e vernizes em 2010, um aumento de quase 7%. O preço médio, no entanto, passou de US$ 5,75 para US$ 6,25/kg. As exportações alcançaram, no ano passado, 57.717 toneladas contra 54.689 toneladas no ano anterior, uma elevação superior a 5,5%. O preço médio também foi valorizado e passou de US$ 2,95 para US$ 3,32/kg.